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Oriente Médio, Ormuz e impactos para o Brasil

Acompanhe os principais desdobramentos envolvendo tensões no Oriente Médio, o Estreito de Ormuz, energia global e possíveis reflexos para petróleo, dólar, inflação e diplomacia brasileira.

Última atualização: 09 de jun. de 2026, 20:00

Mapa ilustrado do Estreito de Ormuz em composição conceitual horizontal, com o curso marítimo afunilando até um funil metálico que termina em gotas de petróleo. A arte traz tons bege e azul, com referências visuais ao Irã e aos Emirados Árabes, além de navios e uma plataforma de petróleo ao fundo.
Fonte: Imagem ilustrativa Trendahora

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Atualizações

Últimas atualizações da cobertura

Acompanhe os principais fatos novos, mudanças relevantes e desdobramentos conectados a esta cobertura.

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EUA atacam Irã após Apache ser abatido em Ormuz; Trump confirma operação

Um drone iraniano abateu um helicóptero Apache dos EUA no Estreito de Ormuz na madrugada desta terça (9). Os dois pilotos foram resgatados ilesos. Em resposta, os EUA lançaram ataques contra a ilha de Qeshm e a cidade de Sirik, dentro e próximo ao estreito. Trump confirmou a operação à ABC News durante os bombardeios: "A resposta é muito forte, muito poderosa." O Irã negou ter conduzido operações ofensivas e ameaçou "resposta decisiva". O incidente coloca as negociações de paz sob pressão máxima e eleva o risco de nova escalada em Ormuz.

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Trump atribui ao Irã queda de Apache dos EUA perto de Ormuz e promete resposta

Donald Trump afirmou nesta terça-feira (9) que o Irã derrubou um helicóptero AH-64 Apache dos Estados Unidos perto do Estreito de Ormuz e disse que o país terá de responder ao episódio. O Comando Central dos EUA confirmou que a aeronave caiu nas proximidades da costa de Omã durante patrulha regional, mas informou que a causa do incidente ainda está sob investigação. Os dois tripulantes foram resgatados com vida após cerca de duas horas, em uma operação que usou uma embarcação não tripulada da Marinha americana. A ausência de mortes reduz o risco imediato de uma reação mais ampla, mas a fala de Trump recoloca pressão militar sobre uma negociação que já vinha fragilizada por ataques entre Israel e Irã e pela continuidade da crise no Líbano.

Helicóptero de ataque AH-64 Apache do Exército dos EUA realiza manobra de voo em baixa altitude, em 9 de maio de 2026.
Fonte: Keith Garner / DVIDS
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Israel e Irã pausam ataques após pressão de Trump, mas tensão no Líbano mantém cessar-fogo sob risco

Israel e Irã voltaram a trocar ataques diretos nesta segunda-feira (8), no episódio mais grave desde o cessar-fogo costurado pelos Estados Unidos em abril. A escalada começou após novos ataques israelenses ligados ao Líbano e levou Teerã a lançar mísseis contra Israel, seguido por bombardeios israelenses contra alvos em território iraniano. Donald Trump pressionou Benjamin Netanyahu a interromper novas ações contra o Irã e afirmou que as negociações para um acordo mais amplo continuam. A pausa anunciada reduz o risco imediato de uma retomada plena da guerra, mas não resolve o ponto central da crise: Israel mantém operações contra o Hezbollah no Líbano, enquanto o Irã condiciona a estabilidade do cessar-fogo ao fim da pressão militar sobre seus aliados.

Donald Trump recebe o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, na Casa Branca, em 7 de julho de 2025.
Fonte: Casa Branca/The White House
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Israel ataca oeste e centro do Irã mesmo após pressão de Trump

Israel atingiu alvos militares no oeste e centro do Irã na madrugada de segunda, horas depois de Trump pedir a Netanyahu que contivesse a resposta. Relatórios iranianos apontam cerca de 15 locais atingidos, com explosões registradas em Teerã, Isfahan e Tabriz. O Irã fechou o espaço aéreo de Teerã. Hospitais israelenses foram transferidos para abrigos subterrâneos e escolas fechadas no norte de Israel. Netanyahu teria concordado em adiar apenas uma retaliação de maior escala, segundo o Times of Israel. Trump afirmou estar "muito perto de um acordo final" com o Irã e disse que é ele quem dá as ordens nas negociações, não o premier israelense.

Israel ataca oeste e centro do Irã mesmo após pressão de Trump
Fonte: Reprodução/ X
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Irã dispara mísseis contra Israel após ataques no Líbano

A nova escalada envolve ataques israelenses no Líbano, resposta iraniana com mísseis contra Israel e pressão de Donald Trump para tentar impedir uma retaliação de Benjamin Netanyahu.

O Irã lançou salva de mísseis contra Israel em retaliação a ataques israelenses no sul de Beirute (Dahiyeh). Defesas israelenses interceptaram os projéteis. Trump afirmou que pressionará Netanyahu a não retaliar para preservar as negociações de paz. EUA também avaliavam, segundo fonte, usar ativos iranianos congelados para compensar aliados do Golfo por danos sofridos, o que Teerã classificou como ilegal. A guerra completa 100 dias com Ormuz ainda parcialmente bloqueado.

Rastro de luz ilumina o céu durante ataque de mísseis do Irã contra Israel visto de Ashkelon, em 7 de junho de 2026.
Fonte: Foto: Reuters/Amir Cohen

Trump expõe tensão com Netanyahu em meio a negociações com Irã

Repreensão pública do presidente americano ao premiê israelense mostrou divergência sobre ataques no Líbano e aumentou a pressão sobre as negociações envolvendo Irã e Hezbollah.

A tensão entre Donald Trump e Benjamin Netanyahu ganhou nova dimensão após a Reuters informar que a repreensão pública do presidente americano enfraqueceu politicamente o premiê israelense em um momento crítico. O atrito envolve a pressão de Washington para conter ações militares no Líbano enquanto os EUA tentam negociar uma saída mais ampla para a guerra com o Irã.

Trump expõe tensão com Netanyahu em meio a negociações com Irã
Fonte: White House
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Rubio nega alívio de sanções ao Irã em troca da reabertura de Ormuz

Marco Rubio disse ao Senado dos EUA que Washington não ofereceu alívio de sanções ao Irã em troca da reabertura do Estreito de Ormuz e afirmou que qualquer redução de sanções dependeria de concessões no programa nuclear iraniano.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta terça-feira que a equipe de negociação de Donald Trump não ofereceu alívio de sanções ao Irã em troca da reabertura do Estreito de Ormuz. Segundo Rubio, qualquer flexibilização dependeria de Teerã abrir mão de atividades nucleares, razão apresentada por Washington para manter as sanções. A fala ocorreu em audiência no Senado americano, em meio a questionamentos de parlamentares sobre a guerra contra o Irã, que entrou no quarto mês. Rubio foi pressionado a detalhar a estratégia do governo Trump para encerrar o conflito, enquanto democratas e parte dos republicanos demonstram preocupação com a continuidade da guerra e seus impactos políticos e econômicos. A atualização mantém Ormuz no centro da cobertura porque a Casa Branca tenta reabrir a rota marítima sem apresentar, até agora, um acordo concreto. Para o Brasil, o ponto de atenção segue sendo o risco indireto sobre petróleo, dólar, combustíveis e inflação caso a crise continue pressionando rotas de energia no Golfo Pérsico.

Trump tenta conter escalada após ataques entre EUA e Irã

A troca de ataques entre EUA e Irã passou a afetar diretamente a negociação regional, com Trump buscando conter a frente Israel-Hezbollah.

Após os Estados Unidos afirmarem que atingiram alvos militares iranianos e o Irã dizer que retaliou contra uma base usada por forças americanas, Donald Trump afirmou ter conversado com Benjamin Netanyahu e com o Hezbollah por intermediários para tentar conter a escalada no Líbano. A Reuters informou que a agência iraniana Tasnim disse que Teerã estaria interrompendo trocas de mensagens indiretas com Washington, embora não houvesse confirmação direta de autoridades iranianas. O episódio reforça a fragilidade do cessar-fogo e mantém Ormuz, energia e rotas estratégicas no centro da cobertura.

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EUA atacam alvos no Irã, e Kuwait intercepta mísseis e drones

Nova troca de ataques entre Estados Unidos e Irã pressiona o cessar-fogo e mantém o Golfo Pérsico sob alerta.

Os Estados Unidos disseram ter atacado defesas aéreas, uma estação de controle e drones iranianos após a derrubada de um MQ-1. O Irã afirmou ter retaliado contra uma base usada por forças americanas, sem identificar publicamente o local. No Kuwait, defesas aéreas interceptaram ataques com mísseis e drones enquanto sirenes soavam no país. A escalada reforça o risco de instabilidade no Golfo e mantém o Estreito de Ormuz no centro das preocupações sobre energia, navegação e impacto econômico global.

Drone MQ-1 Gray Eagle é preparado para decolagem em Fort Huachuca, no Arizona, durante missão de monitoramento na fronteira sul dos EUA.
Fonte: U.S. Army / DVIDS
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EUA e Irã chegam a acordo preliminar para trégua de 60 dias

Fontes disseram à Reuters que EUA e Irã chegaram a um acordo preliminar para prorrogar o cessar-fogo por 60 dias e aliviar restrições em Ormuz, mas Trump ainda precisa aprovar e o Irã não confirmou a proposta.

Estados Unidos e Irã chegaram a um acordo preliminar para estender o cessar-fogo por mais 60 dias e levantar restrições ao transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz, segundo fontes ouvidas pela Reuters. A proposta ainda depende da aprovação de Donald Trump e não foi confirmada oficialmente pelo Irã. O acordo prevê navegação sem restrições por Ormuz, retirada do bloqueio americano a portos iranianos e alívio em algumas sanções sobre vendas de petróleo iraniano. A agência iraniana Tasnim, porém, informou que o texto ainda não foi finalizado nem confirmado. A atualização é o avanço diplomático mais relevante da cobertura, mas ainda ocorre sob forte fragilidade: antes do relato sobre o acordo, EUA e Irã trocaram novos ataques, incluindo drones derrubados, ataque americano em Bandar Abbas e míssil interceptado pelo Kuwait.

EUA e Irã chegam a acordo preliminar para trégua de 60 dias
Fonte: White House
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EUA atacam local militar no Irã em meio a impasse sobre Ormuz

Autoridade americana disse à Reuters que os EUA atacaram um local militar no Irã e derrubaram drones iranianos, enquanto Trump rejeitou relato sobre gestão conjunta de Ormuz por Irã e Omã.

Os Estados Unidos realizaram novos ataques durante a noite contra um local militar no Irã que, segundo uma autoridade americana ouvida pela Reuters, representava ameaça às forças americanas e ao tráfego comercial no Estreito de Ormuz. A mesma autoridade afirmou que vários drones iranianos também foram interceptados e derrubados. A ação ocorreu enquanto seguem negociações para encerrar a guerra. No mesmo contexto, Donald Trump rejeitou relatos da TV estatal iraniana sobre uma minuta de acordo que permitiria ao Irã restaurar o tráfego comercial por Ormuz e administrar a rota em cooperação com Omã.

Fuzileiros navais e marinheiros dos EUA abordam o petroleiro M/T Celestial Sea no mar, em 20 de maio de 2026.
Fonte: U.S. Central Command Public Affairs / DVIDS
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Irã acusa EUA de violar cessar-fogo após ataques perto de Ormuz

Teerã acusou Washington de violar o cessar-fogo com ataques no sul do Irã, enquanto Marco Rubio disse que um acordo pode levar alguns dias e que Ormuz terá de ser aberto “de um jeito ou de outro”.

O Irã acusou os Estados Unidos de violar o cessar-fogo ao realizar ataques contra alvos na província de Hormozgan, no sul do país, perto do Estreito de Ormuz. Washington afirma que as ações foram defensivas e miraram locais de mísseis e barcos que tentavam instalar minas. Marco Rubio disse que um acordo para interromper o conflito pode levar “alguns dias” e afirmou que o Estreito de Ormuz precisa ser aberto “de um jeito ou de outro”. A Reuters informou que um entendimento inicial poderia encerrar hostilidades, reabrir o tráfego pela rota e deixar temas mais complexos, como o programa nuclear iraniano, para uma fase posterior. A atualização eleva o risco da cobertura: a negociação segue viva, mas agora ocorre sob acusação formal de violação da trégua, ameaça de retaliação iraniana e nova pressão sobre petróleo, frete, combustíveis e fertilizantes.

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EUA atacam alvos no Irã enquanto acordo é discutido em Doha

Forças americanas atacaram barcos e locais de lançamento de mísseis no sul do Irã enquanto negociadores discutiam em Doha um possível acordo envolvendo Ormuz, urânio e recursos congelados.

Os Estados Unidos realizaram novos ataques no sul do Irã contra alvos que, segundo Washington, incluíam barcos que tentavam instalar minas e locais de lançamento de mísseis. O Comando Central dos EUA descreveu as ações como defensivas e disse que elas buscavam proteger tropas americanas durante o cessar-fogo em curso. Os ataques ocorreram enquanto negociadores iranianos participavam de conversas em Doha sobre um possível acordo com os EUA. Marco Rubio afirmou que Washington dará chance à diplomacia, mas poderá lidar com o Irã de “outra forma” se não houver um bom acordo.

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Recusa dos EUA leva Irã a operar base da Copa no México

Após objeção dos EUA à permanência da delegação iraniana em território americano durante toda a Copa, o Irã deve ter base em Tijuana e viajar aos Estados Unidos apenas para disputar seus jogos.

A seleção do Irã deve disputar seus jogos da Copa de 2026 nos Estados Unidos, mas terá de organizar sua base principal do outro lado da fronteira. A Fifa procurou o governo mexicano depois que autoridades americanas indicaram resistência à permanência da delegação iraniana em território dos EUA durante todo o torneio. A presidente Claudia Sheinbaum disse que o México não vê motivo para negar hospedagem à seleção iraniana. Com isso, a equipe deve ficar instalada em Tijuana, próxima à fronteira com os EUA, e se deslocar para partidas previstas em Los Angeles e Seattle. O caso transforma uma tensão diplomática em problema operacional para a Copa: hospedagem, treinos, segurança, controle migratório e deslocamentos passam a depender de uma rotina transfronteiriça. O Irã não foi barrado do torneio, mas sua participação ganhou uma logística incomum por causa da recusa americana em manter a delegação no país fora dos dias de jogo.

Claudia Sheinbaum durante sua coletiva matinal, em imagem de outubro de 2024.
Fonte: Eneas De Troya / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
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Trump mantém bloqueio em Ormuz e reduz expectativa de acordo imediato com o Irã

Trump afirmou que não há pressa para fechar acordo com o Irã e disse que o bloqueio dos EUA em Ormuz continuará até que um pacto seja assinado.

Donald Trump reduziu a expectativa de um acordo imediato com o Irã ao afirmar que orientou seus representantes a não apressarem a negociação. Segundo a Reuters, o presidente dos EUA disse que o bloqueio americano a navios iranianos no Estreito de Ormuz continuará em vigor até que um acordo seja alcançado, certificado e assinado. Uma autoridade do governo Trump afirmou que o Irã teria aceitado, em princípio, abrir o estreito em troca do fim do bloqueio naval americano, mas a Reuters registrou que não havia confirmação imediata de Teerã sobre esse ponto. O impasse mantém pressão sobre energia, fretes e cadeias globais de abastecimento. A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que 33 embarcações passaram pelo estreito nas últimas 24 horas com permissão de Teerã, número ainda distante do fluxo considerado normal antes da guerra.

Trump mantém bloqueio em Ormuz e reduz expectativa de acordo imediato com o Irã
Fonte: White House
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Paramédicos mortos no Líbano testam trégua Israel-Hezbollah

Seis paramédicos foram mortos em ataques israelenses no sul do Líbano em 24 horas, segundo o Ministério da Saúde libanês.

Seis paramédicos libaneses foram mortos em dois ataques israelenses no sul do Líbano em 24 horas, segundo o Ministério da Saúde do país. A Reuters informou que quatro socorristas morreram em Hanaway e outros dois em Deir Qanoun En-Nahr. Israel afirmou que mirou infraestrutura e integrantes do Hezbollah e disse que investiga relatos de pessoas não envolvidas atingidas. O episódio amplia a pressão sobre a trégua mediada pelos Estados Unidos e reforça o risco enfrentado por equipes médicas e de resgate em áreas atingidas por ataques.

Pessoas participam do funeral de vítimas mortas em ataque israelense em Deir Qanoun al-Nahr, no sul do Líbano, em 21 de maio de 2026.
Fonte: Reuters/Stringer

Trump dá poucos dias ao Irã e reforça ameaça de ataque

Trump disse que pode esperar alguns dias por uma resposta do Irã, mas afirmou que os EUA estão prontos para agir rapidamente se não houver acordo.

Donald Trump afirmou que os Estados Unidos podem esperar “alguns dias” por uma resposta do Irã, mas voltou a ameaçar novos ataques caso Teerã não aceite um acordo. O presidente americano disse que a situação está “no limite” e que Washington está pronto para agir rapidamente se não receber a resposta esperada. A atualização muda o peso da cobertura: a negociação não avança como distensão, mas como ultimato. Ao mesmo tempo, o Irã anunciou uma nova autoridade para controlar o tráfego no Estreito de Ormuz, exigindo autorização para a passagem de embarcações e reforçando o uso da rota como instrumento político e militar.

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Trump condiciona acordo com Irã e ameaça novos ataques

Trump disse que as negociações com o Irã estão em fase final, mas ameaçou novas ações militares caso Teerã não aceite um acordo.

Donald Trump afirmou que as negociações com o Irã estão em “fase final”, mas voltou a ameaçar novos ataques caso Teerã não aceite um acordo. Segundo a Reuters, o presidente dos Estados Unidos disse que chegou perto de ordenar novas ações antes de recuar para dar espaço à diplomacia. Em paralelo, petroleiros voltaram a cruzar o Estreito de Ormuz com autorização iraniana, enquanto o Irã amplia mecanismos de controle sobre a passagem de navios, incluindo checagens, negociações diplomáticas e possíveis cobranças em alguns casos. Isso reforça que a rota opera de forma condicionada, seletiva e politizada.

Militares da Força Aérea dos EUA reabastecem uma aeronave C-17 Globemaster III durante a Operation Epic Fury, em 18 de abril de 2026.
Fonte: U.S. Air Force / DVIDS
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Senado dos EUA avança medida para limitar Trump na guerra contra o Irã

Votação procedural no Senado americano avançou uma resolução que busca exigir autorização do Congresso para manter a participação dos EUA no conflito contra o Irã.

O Senado dos Estados Unidos avançou uma resolução de poderes de guerra que tenta limitar a autoridade de Donald Trump para manter a participação americana no conflito contra o Irã sem autorização do Congresso. A votação, encerrada em 50 a 47, marcou uma derrota política para a Casa Branca e mostrou fissuras dentro do Partido Republicano. A medida ainda não determina a retirada imediata dos EUA da guerra e enfrenta obstáculos relevantes, incluindo a Câmara controlada pelos republicanos e um provável veto presidencial. Mesmo assim, o avanço da resolução aumenta a pressão institucional sobre Trump em um momento de tensão no Oriente Médio, bloqueio naval, risco em Ormuz e incerteza sobre petróleo e energia.

Senado dos EUA avança medida para limitar Trump na guerra contra o Irã
Fonte: White House
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Trump pausa ataque ao Irã após nova proposta mediada pelo Paquistão

Trump afirmou que suspendeu temporariamente um ataque planejado contra o Irã enquanto uma nova proposta iraniana, transmitida pelo Paquistão, tenta destravar negociações sobre guerra, Ormuz e sanções.

A nova proposta iraniana enviada aos Estados Unidos por meio do Paquistão abriu uma janela diplomática em meio ao impasse sobre a guerra no Oriente Médio e o Estreito de Ormuz. Segundo a Reuters, Trump disse que pausou um ataque planejado contra o Irã, mas manteve os militares americanos preparados para uma ofensiva em larga escala caso não haja um acordo aceitável. A proposta teria como foco inicial o fim da guerra, a reabertura de Ormuz e o alívio de sanções marítimas, deixando temas nucleares para etapas posteriores.

USS Gerald R. Ford retorna à Base Naval de Norfolk após missão de 11 meses, em 16 de maio de 2026.
Fonte: U.S. Navy / DVIDS
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Drone causa incêndio fora da usina nuclear de Barakah

Autoridades dos Emirados disseram que um drone provocou incêndio em um gerador externo da usina nuclear de Barakah, sem feridos e sem impacto radiológico.

Os Emirados Árabes Unidos informaram que um drone causou um incêndio em um gerador elétrico fora do perímetro interno da usina nuclear de Barakah, em Abu Dhabi. Segundo as autoridades locais, não houve feridos, os níveis radiológicos não foram afetados e as unidades da planta seguem operando normalmente. O caso aumenta a atenção sobre a segurança de infraestruturas sensíveis no Golfo, em meio à tensão envolvendo Irã, Estados Unidos, Israel e o impasse sobre rotas de energia no Estreito de Ormuz. A origem do ataque ainda está sob investigação.

Usina nuclear de Barakah em construção, em imagem de 2017.
Fonte: Wikiemirati / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
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EUA dizem que trégua entre Israel e Líbano foi prorrogada por 45 dias

Departamento de Estado afirma que a extensão foi acertada após dois dias de negociações mediadas por Washington.

O Departamento de Estado dos EUA afirmou que o cessar-fogo entre Israel e Líbano foi prorrogado por 45 dias, em uma tentativa de manter aberta a negociação entre os dois países. Washington pretende conduzir duas frentes: uma trilha política, prevista para 2 e 3 de junho, e uma trilha de segurança no Pentágono, marcada para 29 de maio, com delegações militares israelenses e libanesas. A prorrogação evita a expiração imediata da trégua anterior e mantém o tema dentro do eixo diplomático acompanhado pelo Radar Trendahora sobre Oriente Médio.

EUA dizem que trégua entre Israel e Líbano foi prorrogada por 45 dias
Fonte: Reprodução/ X
Fonte: Al JazeeraLer matéria relacionada
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Navio é tomado perto dos Emirados e cargueiro afunda perto de Omã

Dois incidentes marítimos ampliaram a tensão perto do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o petróleo global.

Um navio ancorado perto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, foi tomado por pessoal não autorizado e levado em direção a águas iranianas, segundo informações do centro britânico UKMTO citadas pela AP e pela Reuters. A embarcação ainda não havia sido identificada oficialmente pelo órgão britânico, mas fontes de segurança marítima ouvidas pela Reuters acreditavam se tratar do Hui Chuan, de bandeira de Honduras. Em outro episódio, o cargueiro Haji Ali, de bandeira indiana, afundou perto da costa de Omã após ser atacado e pegar fogo. Autoridades indianas disseram que os 14 tripulantes foram resgatados pela guarda costeira de Omã e estavam seguros.

Navio é tomado perto dos Emirados e cargueiro afunda perto de Omã
Fonte: Imagem ilustrativa Trendahora
Fonte: AP / ReutersLer matéria relacionada

Trump e Xi discutem Ormuz enquanto novo navio é relatado tomado perto dos Emirados

A visita de Donald Trump à China passou a ser atravessada pela guerra envolvendo o Irã, com foco na reabertura do Estreito de Ormuz e em novos incidentes marítimos no Golfo de Omã.

A guerra envolvendo o Irã ganhou peso na visita de Donald Trump à China. Segundo a Reuters, a Casa Branca afirmou que Trump e Xi Jinping concordaram sobre a necessidade de manter aberto o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de energia. A atualização ocorre em meio a novos sinais de tensão no entorno do Golfo. Um navio ancorado perto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, foi abordado por pessoal não autorizado e estaria sendo levado em direção a águas iranianas, de acordo com informações da UKMTO citadas pela agência. O movimento reforça a importância da China na crise. Pequim é próxima de Teerã e grande compradora de petróleo iraniano, enquanto Washington tenta obter apoio chinês para reduzir a pressão sobre Ormuz. A diplomacia entre EUA e Irã está parada desde a semana passada, após cada lado rejeitar a proposta mais recente do outro.

Xi vê avanço comercial, mas alerta Trump sobre risco em Taiwan

Xi Jinping disse que as negociações comerciais com os Estados Unidos avançaram, mas alertou Donald Trump que a discordância sobre Taiwan pode levar a relação bilateral a um caminho perigoso.

Xi Jinping afirmou a Donald Trump, no início da cúpula de dois dias em Pequim, que as negociações comerciais entre China e Estados Unidos estavam progredindo. Ao mesmo tempo, o líder chinês alertou que divergências sobre Taiwan poderiam levar a relação entre as duas potências por um caminho perigoso. Para o Radar Trendahora, a atualização muda o peso da cúpula: o comércio aparece como uma área de possível avanço, enquanto Taiwan se consolida como o ponto de maior risco político e militar entre Washington e Pequim. A guerra no Irã segue no pano de fundo da reunião, mas a fala de Xi mostra que a China tenta separar cooperação econômica de concessões em temas considerados centrais por Pequim.

Fonte: Reuters
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Trump e Xi iniciam cúpula em Pequim com Irã, comércio e Taiwan na pauta

Trump e Xi Jinping abriram em Pequim uma rodada de conversas que conecta a guerra no Irã, a trégua comercial entre EUA e China e a disputa sobre Taiwan.

Donald Trump e Xi Jinping iniciaram em Pequim uma cúpula marcada por temas que se conectam diretamente ao equilíbrio geopolítico da crise no Oriente Médio. A reunião inclui a guerra no Irã, a trégua comercial entre Estados Unidos e China, tecnologia, terras raras e vendas de armas americanas a Taiwan. Para o Radar Trendahora, o ponto central é que a crise no Irã deixou de ser apenas uma disputa militar e diplomática entre Washington e Teerã. A China aparece como peça relevante porque mantém peso econômico, influência sobre o Irã e interesse direto na estabilidade de rotas comerciais e energéticas ligadas ao Golfo. A reunião também amplia o alcance da cobertura sobre Ormuz: além do risco imediato sobre petróleo, fretes e inflação global, a pauta agora envolve a disputa entre EUA e China por tecnologia, minerais críticos e influência diplomática. Para o Brasil, os efeitos seguem indiretos, mas relevantes, especialmente em energia, dólar, inflação e cadeias industriais globais.

Donald Trump é recebido por crianças durante cerimônia com Xi Jinping no Grande Salão do Povo, em Pequim, em 14 de maio de 2026.
Fonte: Reuters/Evan Vucci
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Trump minimiza ajuda da China, mas Ormuz pressiona reunião com Xi

Trump disse que não acredita precisar da China para encerrar a guerra com o Irã, mas a crise em Ormuz deve entrar na reunião com Xi Jinping.

Donald Trump afirmou que não acredita precisar da ajuda da China para encerrar a guerra com o Irã, antes de viajar a Pequim para uma reunião com Xi Jinping. A fala ocorre em meio ao impasse nas negociações com Teerã e à tentativa iraniana de consolidar influência sobre o Estreito de Ormuz. Apesar do tom de autossuficiência de Trump, Washington e Pequim tentam encontrar algum terreno comum sobre a passagem pelo estreito. Segundo a Reuters, o Departamento de Estado dos EUA afirmou que autoridades americanas e chinesas concordaram que nenhum país ou organização deve cobrar pedágios em vias internacionais como Ormuz. A atualização reforça o papel da China como ator difícil de contornar na crise, já que Pequim mantém relações com Teerã e tem interesse direto na retomada segura do fluxo de energia pela região.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, embarca no Air Force One a caminho da China, 12 de maio, 2026.
Fonte: Reprodução/ X

Moradores voltam a ficar no sul do Líbano apesar da escalada israelense

Relatos do sul do Líbano indicam que parte dos moradores deslocados não pretende sair novamente, mesmo após a intensificação dos ataques israelenses e o aumento do número de mortos.

Moradores do sul do Líbano dizem que não pretendem deixar novamente suas casas, mesmo após a intensificação dos ataques israelenses nos últimos dias. Segundo relato da Al Jazeera em Tiro, muitos já haviam sido deslocados no início da guerra, passaram semanas fora de suas cidades e retornaram depois do cessar-fogo iniciado em abril. A decisão de permanecer ocorre em meio a uma nova escalada. A Reuters informou que o Ministério da Saúde do Líbano registrou 74 mortos em ataques israelenses nos últimos três dias, apesar da trégua anunciada no mês passado. O presidente libanês, Joseph Aoun, pediu aos Estados Unidos que pressionem Israel a interromper ataques e demolições de casas no sul do país. O episódio amplia a dimensão humanitária da crise regional. Além da pressão sobre Ormuz, petróleo e negociações envolvendo EUA, Irã, Israel e China, o conflito continua produzindo deslocamento, destruição e risco direto para civis em áreas próximas à fronteira entre Líbano e Israel.

Fonte: Al Jazeera / Reuters
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Trump rejeita proposta do Irã e diz que cessar-fogo está “por aparelhos”

A rejeição de Trump à resposta iraniana aprofunda o impasse diplomático, mantém Ormuz pressionado e levou o petróleo Brent para mais de US$ 104 por barril.

Donald Trump rejeitou a resposta do Irã à proposta americana para tentar encerrar a guerra e afirmou que o cessar-fogo está “por aparelhos”. Segundo a Reuters, Teerã pediu fim da guerra em todas as frentes, compensação por danos, fim do bloqueio naval americano, garantias contra novos ataques e retomada das vendas de petróleo iraniano. O Estreito de Ormuz segue como ponto central da crise. A Reuters informou que o Brent subiu 3%, para mais de US$ 104 por barril, enquanto dados da Kpler e da LSEG indicaram que apenas três petroleiros carregados deixaram a rota na semana anterior. A crise também ganhou dimensão diplomática mais ampla. Trump deve viajar à China nesta semana e pretende pressionar Xi Jinping a influenciar Teerã. Para o Brasil, o impasse importa porque mantém petróleo, dólar, inflação e segurança energética no centro do risco global.

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Trump rejeita resposta do Irã e mantém impasse sobre Ormuz

Trump classificou como inaceitável a resposta iraniana à proposta dos EUA, enquanto Ormuz segue como ponto central da crise e o petróleo voltou a subir.

Donald Trump rejeitou a resposta do Irã à proposta americana para negociações de paz, reduzindo as expectativas de uma solução rápida para a crise no Estreito de Ormuz. A resposta iraniana, enviada por meio da mediação do Paquistão, inclui exigências como fim de sanções, encerramento do bloqueio naval americano e garantias contra novos ataques. O impasse voltou a pressionar o mercado de petróleo e reforçou a importância de Ormuz como ponto central da guerra. A crise também tem conexão direta com o Brasil: um cargueiro com bandeira do Panamá e destino ao país passou pelo estreito usando rota designada pelas Forças Armadas iranianas, segundo a agência Tasnim citada pela Reuters.

Trump rejeita resposta do Irã e mantém impasse sobre Ormuz
Fonte: Ilustração editorial Trendahora

Irã ainda não responde proposta dos EUA, mas indica distância sobre termos do cessar-fogo

Teerã ainda não formalizou resposta à nova proposta americana para encerrar a guerra, enquanto autoridades iranianas sinalizam resistência a exigências sobre programa nuclear, sanções e garantias contra novos ataques.

O Irã ainda não apresentou resposta formal à mais recente proposta dos Estados Unidos para encerrar a guerra no Golfo, mas sinais públicos de autoridades iranianas indicam que a distância entre os dois lados permanece grande. Segundo a Al Jazeera, a proposta americana teria 14 pontos e exigiria que o Irã interrompesse o enriquecimento de urânio por ao menos 12 anos e entregasse parte de seu estoque enriquecido. Em troca, Washington ofereceria alívio gradual de sanções, liberação de ativos congelados e retirada do bloqueio naval contra portos iranianos. A posição iraniana, até aqui, aponta resistência a tratar o programa nuclear como parte imediata da negociação. A leitura em Teerã é que a primeira fase deveria encerrar a guerra e garantir que novos ataques não ocorram. Só depois disso haveria espaço para discutir o tema nuclear. A atualização reforça que o cessar-fogo segue formalmente de pé, mas ainda depende de uma engenharia diplomática difícil: Washington quer incluir exigências nucleares e controle sobre Ormuz; Teerã quer garantias de segurança, fim de sanções e encerramento da pressão militar. Para o Brasil, o ponto central continua sendo o risco de prolongamento da crise em uma rota crítica para energia, petróleo e expectativas de mercado.

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Ataques no Golfo pressionam cessar-fogo enquanto EUA aguardam resposta do Irã

EUA aguardam resposta iraniana a proposta de paz enquanto confrontos no Estreito de Ormuz, ataque aos Emirados e ações contra petroleiros elevam a tensão no Golfo.

A crise no Golfo entrou em nova fase nesta sexta-feira, com os Estados Unidos dizendo esperar uma resposta do Irã a uma proposta para encerrar formalmente a guerra. Ao mesmo tempo, forças americanas e iranianas voltaram a trocar acusações e ataques na região do Estreito de Ormuz. O Comando Central dos EUA afirmou que três destróieres americanos foram atacados por mísseis, drones e pequenas embarcações iranianas durante trânsito pelo estreito, sem danos a ativos americanos. O Irã acusa Washington de violar a trégua com ataques contra navios e áreas civis. Os Emirados Árabes Unidos também disseram ter reagido a mísseis e drones iranianos. A atualização reforça o risco de o cessar-fogo existir formalmente, mas seguir sob pressão militar no terreno. Para o Brasil, o ponto de atenção permanece no impacto potencial sobre petróleo, energia, dólar e inflação caso a tensão em Ormuz se prolongue.

Ataques no Golfo pressionam cessar-fogo enquanto EUA aguardam resposta do Irã
Fonte: DVIDS

Lula diz que reunião com Trump não mudaria postura do republicano sobre guerras

Após reunião na Casa Branca, Lula afirmou que Trump não mudaria sua forma de agir por causa de uma conversa de três horas e voltou a defender diálogo em vez de guerra.

Após se reunir com Donald Trump em Washington, Lula afirmou que o presidente dos Estados Unidos “não vai mudar o jeito dele de ser” por causa de uma reunião de três horas. A declaração foi dada ao comentar divergências sobre guerras e a visão de Trump a respeito dos conflitos em andamento. Lula disse acreditar mais no diálogo do que na guerra e indicou discordância da leitura de Trump sobre o cenário envolvendo o Irã. A fala reforça a distância entre a diplomacia brasileira e a postura militar mais dura de Washington, mesmo após um encontro descrito em tom positivo pelos dois governos.

Lula diz que reunião com Trump não mudaria postura do republicano sobre guerras
Fonte: © Ricardo Stuckert/PR

China teria orientado bancos a pausar novos empréstimos a refinarias sancionadas pelos EUA

Segundo a Bloomberg, relatada pela Reuters, o regulador financeiro da China orientou grandes bancos a suspender temporariamente novos empréstimos em yuan a cinco refinarias sancionadas pelos EUA por ligações com petróleo iraniano.

O regulador financeiro da China teria orientado os maiores bancos do país a suspender temporariamente novos empréstimos a cinco refinarias chinesas sancionadas pelos Estados Unidos por ligações com o petróleo iraniano, segundo reportagem da Bloomberg citada pela Reuters. A orientação teria partido da National Financial Regulatory Administration e envolveria novos créditos em yuan, sem exigir a cobrança antecipada de empréstimos já existentes. A Reuters informou que não conseguiu verificar imediatamente o relato. A informação é relevante porque contrasta com a posição pública adotada por Pequim dias antes. Em 2 de maio, o Ministério do Comércio da China pediu que empresas ignorassem as sanções americanas contra refinarias chinesas, acionando medidas de bloqueio criadas para proteger companhias locais de intervenções estrangeiras consideradas indevidas. Entre as empresas afetadas está a Hengli Petrochemical, acusada pelo Tesouro dos EUA de comprar bilhões de dólares em petróleo iraniano.

Presidente do Parlamento iraniano ironiza estratégia dos EUA sobre Ormuz

Mohammad Bagher Ghalibaf ridicularizou em rede social os relatos de avanço em um possível acordo entre EUA e Irã, em meio à disputa sobre o Estreito de Ormuz.

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, ironizou em publicação no X os relatos de que Estados Unidos e Irã estariam próximos de um entendimento para encerrar a guerra e abrir caminho para negociações mais amplas. Segundo a Reuters, Ghalibaf escreveu que a “Operation Trust Me Bro” havia falhado e associou os relatos de avanço a uma tentativa de “spin” dos EUA após a dificuldade americana em reabrir o Estreito de Ormuz ao tráfego marítimo. A fala reforça a resistência pública de setores políticos iranianos à narrativa de otimismo divulgada por Washington. Embora o Irã esteja revisando uma proposta americana, pontos centrais seguem sem solução, incluindo o programa nuclear iraniano, sanções e o controle sobre Ormuz. A Reuters informou que fontes envolvidas na mediação falam em um possível memorando inicial, mas Teerã ainda não respondeu formalmente à proposta.

Fonte: Reuters / Al Jazeera

EUA disparam contra petroleiro iraniano enquanto Trump pressiona por acordo com Teerã

Militares dos Estados Unidos disseram ter disparado contra um petroleiro iraniano no Golfo de Omã, em meio à pressão de Donald Trump por um acordo para encerrar a guerra e reabrir o Estreito de Ormuz.

Os Estados Unidos ampliaram a pressão militar sobre o Irã em meio às negociações para encerrar a guerra. Segundo a AP, o Comando Central dos EUA afirmou que um caça americano disparou contra o leme de um petroleiro iraniano no Golfo de Omã, depois que a embarcação teria tentado romper o bloqueio militar aos portos iranianos. O episódio ocorreu enquanto Washington e Teerã mantêm formalmente um cessar-fogo e aparecem mais próximos de um possível acordo inicial. Donald Trump afirmou que a guerra de dois meses pode terminar em breve e vinculou a retomada de embarques de petróleo e gás à aceitação, pelo Irã, de termos ainda não detalhados publicamente.

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Trump pausa operação dos EUA em Ormuz enquanto Irã busca apoio da China

Donald Trump pausou temporariamente a operação americana para guiar navios retidos no Estreito de Ormuz, citando avanço em um possível acordo com o Irã, enquanto o chanceler iraniano se reuniu com autoridades chinesas em Pequim.

Donald Trump anunciou uma pausa temporária no “Project Freedom”, operação dos Estados Unidos para guiar navios retidos para fora do Estreito de Ormuz. Segundo a AP, a decisão foi apresentada como uma tentativa de abrir espaço para finalizar um possível acordo com o Irã, embora o bloqueio americano a portos iranianos continue em vigor. A movimentação ocorre no mesmo momento em que o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, se reuniu em Pequim com Wang Yi, ministro das Relações Exteriores da China. O encontro reforça a entrada de Pequim no centro diplomático da crise, enquanto os EUA esperam que a China pressione Teerã a liberar o controle sobre o Estreito de Ormuz.

O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, na Reunião de Chanceleres da presidência brasileira do BRICS, no Palácio do Itamaraty.
Fonte: Fernando Frazão/Agência Brasil
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Pentágono diz que cessar-fogo com Irã continua apesar de ataques em Ormuz

Os Estados Unidos afirmaram que o cessar-fogo com o Irã segue em vigor, mesmo com ataques, versões contraditórias e operação americana para escoltar navios no Estreito de Ormuz.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou nesta terça-feira (5) que o cessar-fogo com o Irã “não acabou”, apesar da continuidade dos confrontos ligados ao Estreito de Ormuz. A declaração foi feita no Pentágono e reforça a tentativa de Washington de separar a operação naval para escoltar navios comerciais de uma retomada formal da guerra contra Teerã. A AP registrou a fala de Hegseth e a posição do general Dan Caine de que os ataques iranianos recentes não significariam, necessariamente, uma violação suficiente para reiniciar grandes operações de combate. A Reuters também informou que os EUA descrevem a operação em Ormuz como temporária e defensiva, enquanto o Irã acusa Washington de violar a trégua. Os dois lados apresentam versões conflitantes sobre os confrontos, incluindo relatos de embarcações atingidas, drones, mísseis e navios escoltados pela Marinha americana. A ausência de verificação independente mantém alto o risco de erro de cálculo em uma das rotas marítimas mais sensíveis do mundo.

Pete Hegseth e Dan Caine durante coletiva sobre a Operation Epic Fury no Pentágono, em Washington, em 24 de abril de 2026.
Fonte: U.S. Navy / DVIDS
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Navio sul-coreano sofre explosão em Ormuz enquanto mediação com Irã continua

Um navio operado pela sul-coreana HMM sofreu explosão e incêndio no Estreito de Ormuz, sem registro de vítimas, enquanto EUA e Irã mantêm conversas indiretas com mediação do Paquistão.

Um navio operado pela companhia sul-coreana HMM sofreu uma explosão e um incêndio no Estreito de Ormuz, em meio à escalada militar e diplomática na região. Segundo o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul, não houve registro de vítimas, e as autoridades ainda investigam a causa do incidente. O presidente Donald Trump afirmou que o Irã disparou contra a embarcação sul-coreana e outros alvos durante a operação americana para tentar liberar a passagem de navios retidos em Ormuz. Seul, porém, adotou tom mais cauteloso e informou que está checando informações de que o navio HMM Namu poderia ter sido atacado.

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EUA tentam liberar rota em Ormuz e Irã ameaça forças estrangeiras

A crise no Estreito de Ormuz avançou com a operação americana “Project Freedom”, novos relatos de ataques a navios, ameaça iraniana contra forças estrangeiras e tensão envolvendo os Emirados Árabes.

A disputa pelo Estreito de Ormuz entrou em uma fase mais sensível após os Estados Unidos anunciarem uma operação para ajudar navios retidos a atravessar a rota, enquanto o Irã advertiu que forças estrangeiras, especialmente americanas, poderiam ser atacadas caso tentassem entrar na área sem coordenação. Segundo relatos internacionais, navios mercantes reportaram explosões ou incêndios no Golfo, enquanto os EUA disseram ter destruído pequenas embarcações militares iranianas. A Reuters também registrou que um porto petrolífero nos Emirados Árabes Unidos foi atingido em meio à escalada, mas ressaltou que as versões de Washington e Teerã seguem conflitantes. O novo ponto da crise é que Ormuz deixou de ser apenas uma rota sob ameaça e passou a funcionar como teste direto de força entre EUA e Irã. Para o Brasil, o impacto segue indireto, mas relevante: uma instabilidade prolongada pode pressionar petróleo, fretes, seguros marítimos, dólar e expectativas de inflação.

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Novos incidentes mantêm Ormuz sob risco enquanto EUA tentam liberar passagem de navios

Ataques e incidentes envolvendo embarcações perto do Estreito de Ormuz reforçaram o risco para a navegação comercial, mesmo após os EUA anunciarem uma operação para ajudar navios retidos na região.

A crise no Estreito de Ormuz ganhou nova pressão nesta segunda-feira (4), depois que a Reuters informou que os Estados Unidos deslocaram destróieres de mísseis guiados para o Golfo e disseram que duas embarcações comerciais de bandeira americana conseguiram atravessar o estreito. O movimento ocorre em meio à tentativa americana de restaurar o trânsito comercial em uma rota que normalmente concentra cerca de um quinto do petróleo e do gás transportados por via marítima no mundo. Ao mesmo tempo, a segurança da navegação continua sem normalização. A Reuters informou que o tráfego pelo estreito seguia praticamente parado, sem sinais de aumento relevante no fluxo de embarcações, enquanto a Hapag-Lloyd ainda considerava impossível atravessar a região por falta de clareza sobre os procedimentos de passagem segura. O Centro Conjunto de Informações Marítimas liderado por forças americanas manteve o nível de ameaça marítima como “crítico”, segundo a agência. A tensão foi ampliada por um novo incidente com uma embarcação operada pela sul-coreana HMM no Estreito de Ormuz. O Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul informou que houve fogo e explosão no navio HMM Namu, enquanto autoridades verificavam informações de que a embarcação poderia ter sido atacada. Não houve mortos ou feridos relatados, e a causa ainda estava sob investigação.

O destróier USS Thomas Hudner dispara um míssil Tomahawk em apoio à Operation Epic Fury, em 1º de março de 2026.
Fonte: U.S. Central Command Public Affairs / DVIDS
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Guerra contra o Irã já custou US$ 25 bilhões aos EUA

O Pentágono informou ao Congresso americano que a guerra contra o Irã já custou cerca de US$ 25 bilhões, enquanto Pete Hegseth defendeu o conflito e negou que ele tenha se tornado um “atoleiro”.

O Pentágono informou ao Congresso americano que a guerra dos Estados Unidos contra o Irã já custou cerca de US$ 25 bilhões, segundo estimativa apresentada por um oficial sênior da área financeira do Departamento de Defesa. A maior parte do valor foi atribuída ao uso de munições, embora a estimativa ainda não detalhe todos os componentes do custo. Na mesma audiência, o secretário de Defesa Pete Hegseth defendeu o conflito, negou que a guerra tenha se tornado um “atoleiro” e argumentou que o pedido de orçamento militar de US$ 1,5 trilhão para 2027 reflete a “urgência do momento”. Democratas questionaram os objetivos, o custo e os efeitos econômicos da operação.

Guerra contra o Irã já custou US$ 25 bilhões aos EUA
Fonte: U.S. Navy / DVIDS
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Irã acusa EUA de “pirataria” em carta à ONU

O Irã levou à ONU uma acusação contra os Estados Unidos por captura de embarcações iranianas, classificando as ações como “pirataria” em meio ao bloqueio naval contra portos do país.

O Irã acusou os Estados Unidos de “pirataria” em carta enviada ao secretário-geral da ONU e à presidência do Conselho de Segurança, segundo a Al Jazeera, que citou a agência semioficial iraniana Tasnim. A manifestação foi feita pelo embaixador iraniano na ONU, Amir Saeid Iravani, em protesto contra a captura de embarcações iranianas. A denúncia amplia a dimensão jurídica da crise naval. O governo americano afirma que aplica um bloqueio contra o tráfego marítimo entrando ou saindo de portos iranianos, enquanto Teerã tenta enquadrar as ações como coerção ilegal, interferência no comércio internacional e apreensão ilegal de propriedade.

Esmaeil Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã.
Fonte: Ministério das Relações Exteriores do Irã
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Emirados anunciam saída da Opep durante crise em Ormuz

Os Emirados Árabes Unidos anunciaram que vão deixar a Opep e a Opep+ a partir de 1º de maio, em uma decisão que enfraquece o grupo de produtores em meio à crise no Estreito de Ormuz.

Os Emirados Árabes Unidos anunciaram que vão deixar a Opep e a Opep+ a partir de 1º de maio, segundo comunicado oficial divulgado pela agência estatal WAM e cobertura da Reuters. A decisão retira do grupo um dos produtores relevantes do Golfo em um momento de forte pressão sobre o mercado global de energia. A saída ocorre enquanto o Estreito de Ormuz segue no centro da crise do petróleo. A rota é uma das passagens mais sensíveis para petróleo e gás no mundo, e a instabilidade na região limita a leitura de que a saída dos Emirados possa aliviar rapidamente a oferta global.

Emirados anunciam saída da Opep durante crise em Ormuz
Fonte: Ilustração editorial/ Trendahora
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Irã propõe reabrir Ormuz e adiar discussão nuclear

Teerã tenta destravar a navegação no Estreito de Ormuz com uma proposta que deixa o programa nuclear iraniano para uma fase posterior da negociação.

O Irã discutiu com interlocutores regionais uma proposta para reabrir o Estreito de Ormuz e deixar as negociações sobre seu programa nuclear para uma etapa posterior. A iniciativa foi relatada pela Al Jazeera e também apareceu em apurações da Reuters e da Associated Press, com mediação envolvendo canais regionais, especialmente o Paquistão. A Casa Branca afirmou que Donald Trump discutiu a nova proposta iraniana com assessores de segurança nacional, mas manteve as exigências centrais dos Estados Unidos: Ormuz aberto e entrega do urânio enriquecido pelo Irã. Até agora, Washington não indicou publicamente que aceite separar a reabertura do estreito da negociação nuclear.

Irã propõe reabrir Ormuz e adiar discussão nuclear
Fonte: Reprodução/ X
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Trump cancela envio de negociadores ao Paquistão após Irã recusar conversa direta

Trump suspendeu a viagem de Steve Witkoff e Jared Kushner a Islamabad depois que o Irã rejeitou conversas diretas com os Estados Unidos. A decisão reforça o impasse diplomático e mantém a mediação paquistanesa como canal possível, mas sem avanço imediato.

Mesa de negociação vazia em ambiente diplomático, com bandeiras dos Estados Unidos e do Irã sobre a mesa e uma referência visual a Islamabad ao fundo, simbolizando o impasse nas conversas mediadas pelo Paquistão.
Fonte: Ilustração editorial / Trendahora

Capturar urânio iraniano exigiria operação de alto risco, diz analista

Jason Campbell, pesquisador sênior do Middle East Institute e ex-diretor para o Afeganistão no Departamento de Defesa dos EUA, avaliou à Al Jazeera que uma eventual tentativa americana de retirar à força o urânio altamente enriquecido do Irã dependeria de uma operação militar de grande complexidade. O principal desafio, segundo Campbell, seria saber com alto grau de precisão onde o material está armazenado. Caso o estoque esteja espalhado por mais de uma instalação, a operação deixaria de ser uma ação localizada e passaria a exigir movimentos quase simultâneos em diferentes pontos do território iraniano, elevando o risco militar e político. Na avaliação citada pela Al Jazeera, instalações como Isfahan, Natanz e Fordow aparecem entre os locais relevantes do programa nuclear iraniano. Isfahan seria um ponto especialmente sensível, tanto pela suspeita de armazenamento quanto pelas dificuldades físicas de acesso ao local. Leitura Trendahora Radar: a fala ajuda a explicar por que Washington mantém a pressão, mas ainda busca uma via negociada. Uma operação para capturar urânio iraniano não dependeria apenas de força militar; exigiria inteligência precisa, acesso físico a instalações protegidas e coordenação em um ambiente de guerra. Esse risco aumenta o peso da mediação pelo Paquistão e mantém Ormuz como instrumento de pressão econômica nas negociações.

O que especialistas dizem sobre Ormuz

Especialistas em navegação e frete marítimo avaliam que a crise em Ormuz não se resume à abertura formal do estreito. Segundo Jakob Larsen, chefe de segurança da BIMCO, a maior parte das companhias de navegação ainda precisa de um cessar-fogo estável e de garantias dos dois lados de que o Estreito de Ormuz é seguro para trânsito. Ele também afirmou que, enquanto isso não ocorrer, os navios devem ficar restritos a rotas próximas ao Irã e a Omã, que não comportam com segurança o volume normal de tráfego. Peter Sand, analista-chefe da Xeneta, fez uma leitura semelhante: para ele, as apreensões recentes mostram que mesmo um Ormuz “aberto” não significa necessariamente um Ormuz seguro para tripulações, navios e cargas. Leitura Trendahora Radar: a crise em Ormuz está menos ligada à passagem física de alguns navios e mais à confiança operacional de armadores, seguradoras e empresas de energia. Enquanto essa confiança não voltar, o estreito segue como ponto de pressão sobre petróleo, frete marítimo, dólar e expectativas econômicas em países como o Brasil.

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Irã leva negociação ao Paquistão enquanto Ormuz segue sob pressão

O chanceler iraniano Abbas Araqchi chegou ao Paquistão para consultas sobre uma possível retomada das negociações com os Estados Unidos. Trump disse esperar uma proposta iraniana, mas Teerã negou reunião direta com autoridades americanas. No mesmo dia, Israel e Líbano prorrogaram por três semanas um cessar-fogo mediado por Washington.

O chanceler iraniano Abbas Araqchi chegou a Islamabad para consultas sobre uma possível retomada das negociações com os Estados Unidos. Donald Trump disse esperar uma proposta do Irã para atender às exigências americanas, mas Teerã negou que haja reunião direta prevista com representantes dos EUA. A Reuters também informou que apenas cinco navios cruzaram o Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas, contra cerca de 130 por dia antes da guerra. Leitura Trendahora Radar: o ponto central da atualização não é a trégua entre Israel e Líbano em si, mas o fato de que ela virou uma variável da negociação maior entre EUA e Irã. Enquanto Ormuz seguir com tráfego reduzido, a crise continua tendo potencial de pressionar petróleo, frete marítimo, dólar e expectativas de inflação, inclusive para o Brasil.

O chanceler iraniano Abbas Araqchi se reuniu com o ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, em Islamabad, enquanto o país se preparava para receber uma nova etapa das negociações entre Estados Unidos e Irã. A imagem foi divulgada em 25 de abril de 2026.
Fonte: ESMAEIL BAQAEI VIA X

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O que está acontecendo agora

Israel e Irã sinalizaram nova pausa após uma troca direta de ataques, a primeira desde o cessar-fogo de abril, mas a crise segue instável. Donald Trump tenta preservar as negociações com Teerã, enquanto Israel mantém operações contra o Hezbollah no Líbano. O impasse mantém o Estreito de Ormuz, o petróleo e os efeitos econômicos para o Brasil no centro da cobertura.

Por que isso importa

O Oriente Médio concentra rotas estratégicas para o transporte global de energia. Quando há escalada militar, ameaça diplomática ou risco de interrupção em áreas como o Estreito de Ormuz, o efeito pode se espalhar rapidamente para mercados de petróleo, câmbio, transporte e inflação. Para o leitor brasileiro, o tema importa porque crises externas podem afetar preços internacionais, expectativas de mercado e decisões diplomáticas que também envolvem o Brasil.

Impacto para o Brasil

O impacto para o Brasil tende a ser principalmente indireto. Mesmo quando o país não está no centro da crise, oscilações no petróleo, no dólar e no custo do transporte internacional podem influenciar combustíveis, inflação, comércio exterior e o ambiente político-econômico interno. A cobertura do Trendahora acompanha esses desdobramentos com foco no que muda para o público brasileiro.

Fontes e metodologia

O Trendahora acompanha fontes oficiais, agências internacionais, declarações públicas de autoridades e avaliações qualificadas. Esta página é atualizada apenas quando há informação nova relevante.

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