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Banco Master, delação de Vorcaro e impactos políticos

Cobertura especial sobre as investigações envolvendo o Banco Master, a proposta de delação de Daniel Vorcaro e os possíveis desdobramentos políticos, jurídicos e financeiros do caso.

Última atualização: 17 de set. de 2026, 23:45

Ilustração editorial
Fonte: Trendahora

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Atualizações

Últimas atualizações da cobertura

Acompanhe os principais fatos novos, mudanças relevantes e desdobramentos conectados a esta cobertura.

Instituto ligado a Mendonça recebeu R$ 5,2 milhões de empresa de ex-parceiro de Vorcaro

O Instituto Iter, do qual André Mendonça foi um dos fundadores, recebeu R$ 5,2 milhões da Cedro Participações, empresa de Lucas Kallas, empresário que anteriormente manteve negócios com Daniel Vorcaro. O contrato foi firmado em 2024 como mútuo conversível. O Iter afirma que os recursos foram usados exclusivamente na estruturação da entidade e que começou a devolvê-los em janeiro de 2026, antes de Mendonça ser sorteado relator das investigações do Banco Master. Kallas não é apontado como investigado na Compliance Zero por sua relação empresarial com Vorcaro, e o instituto nega participação do ex-banqueiro na operação.

Fonte: UOL / declarações do Instituto Iter

BRB pede ao STF devolução de recursos retidos na liquidação do Master

O BRB pediu ao STF a restituição de valores que afirma serem de sua titularidade e que ficaram retidos pelo liquidante do Banco Master. Para recursos cuja propriedade ainda precisa ser definida, incluindo fluxos vinculados ao Credcesta, o banco pediu depósito em uma conta segregada e vinculada ao processo. O BRB afirma que o pedido se refere a direitos creditórios adquiridos antes da liquidação e não busca, nesse procedimento, recuperar o prejuízo histórico associado às operações investigadas.

Fonte: BRB / petição ao STF
Importante

Daniel e Henrique Vorcaro serão ouvidos sobre “A Turma”

A Polícia Federal marcou para 30 de setembro os depoimentos de Daniel Vorcaro e de seu pai, Henrique Vorcaro, na investigação sobre o grupo conhecido como “A Turma”. Segundo a PF, a estrutura é investigada por possível atuação em ameaças, monitoramento de pessoas e invasão de sistemas. A apuração também envolve hackers e integrantes suspeitos de acessar informações restritas para atender interesses ligados ao entorno de Vorcaro. As acusações ainda estão sob investigação.

Fonte: Polícia Federal

PF entrega celular completo de Vorcaro a Mendonça e Fux

A Polícia Federal entregou a André Mendonça e Luiz Fux a íntegra dos dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro. O mesmo conjunto já havia sido disponibilizado a Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, enquanto Alexandre de Moraes também teve acesso ao conteúdo relacionado aos procedimentos sob análise no STF. Kassio Nunes Marques também solicitou à PF acesso aos dados brutos. A ampliação do acesso ocorre depois de mensagens do aparelho mencionarem familiares de ministros e aumentarem a disputa interna sobre quem pode consultar e utilizar o material. O conteúdo integral não se tornou público.

Fonte: Polícia Federal / informações confirmadas por veículos que acompanharam a entrega

Dino manda PF apurar R$ 78 milhões do Master ligados a cemitérios de SP

Flávio Dino determinou que a Polícia Federal e a CVM aprofundem a apuração sobre relações financeiras e societárias entre o Banco Master e concessionárias de cemitérios de São Paulo. A decisão menciona operações de aproximadamente R$ 78 milhões. A apuração deverá ficar concentrada no banco, nas empresas e em eventuais agentes dos Poderes Executivo e Legislativo. Dino deixou expresso que a PF não pode investigar André Mendonça diretamente; eventuais providências envolvendo o ministro devem passar pela Presidência e pelo colegiado do STF.

Fonte: decisão de Flávio Dino / ADPF 1.196
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Fachin tira caso Mendonça da pauta após impasse no STF

Edson Fachin retirou da pauta do STF a análise da Petição 16.704, que reúne questionamentos sobre a atuação de André Mendonça nas investigações do Banco Master. A sessão estava marcada para 23 de setembro e ainda não tem nova data. A decisão é consequência direta do pedido de vista de Flávio Dino na plenária de 15 de setembro. O STF ainda precisa concluir se as Petições 16.662, relacionada a Alexandre de Moraes, e 16.704, ligada a Mendonça, serão examinadas separadamente ou reunidas sob uma nova relatoria. Enquanto essa questão não for resolvida, ficam travadas as próximas etapas dos dois casos.

Importante

Lula cobra Flávio por R$ 130 milhões ligados a Dark Horse

Lula cobrou Flávio Bolsonaro pelos cerca de R$ 130 milhões negociados com Daniel Vorcaro para financiar Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro. A investigação registra um acordo de até US$ 24 milhões e identifica US$ 12,33 milhões efetivamente enviados ao Havengate Development Fund, nos Estados Unidos. A PF apura o caminho desse dinheiro, seus beneficiários e eventual contrapartida ligada à atuação pública de Flávio. O inquérito de Dark Horse, autorizado por André Mendonça em julho, permaneceu sob sigilo por semanas e só veio a público em setembro, após uma disputa interna no STF sobre a abertura dos procedimentos do caso Master.

Ilustração representa Dark Horse em meio às investigações sobre o financiamento do filme e o caminho do dinheiro nos Estados Unidos.
Fonte: Ilustração editorial Trendahora.
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Dino pede vista e interrompe julgamento no STF

O STF encerrou sem conclusão o julgamento que discutia se os procedimentos envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça deveriam ser analisados juntos no caso Master. Flávio Dino pediu vista após uma sessão marcada por confrontos entre ministros. Com a interrupção, a contagem ficou em 4 a 3 pela manutenção dos casos separados: Fachin, Mendonça, Fux e Cármen Lúcia de um lado; Gilmar Mendes, Moraes e Zanin pela reunião. O plenário não chegou ao mérito sobre a abertura de uma investigação contra Moraes. O julgamento deverá ser retomado após a devolução do processo por Dino.

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STF abre julgamento do caso Master com impedimentos e confrontos entre ministros

O STF iniciou o julgamento da PET 16.662, ligada ao material da Polícia Federal que envolve Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. Antes de analisar o mérito, o plenário passou a discutir impedimentos, a relatoria dos processos e a forma como o caso foi conduzido. Alexandre de Moraes e André Mendonça trocaram acusações diretamente. Gilmar Mendes também confrontou Mendonça e afirmou que houve “viés político-eleitoral” na condução do caso. Flávio Dino questionou a forma como Edson Fachin assumiu a relatoria e defendeu reunir os processos relacionados antes de avançar. A sessão foi suspensa antes de uma decisão sobre o mérito e deve continuar com a análise dessas questões preliminares.

STF faz plenária às 10h sobre material que envolve Moraes

O STF realiza às 10h desta terça-feira uma sessão extraordinária com pauta única: a Pet 16.662, aberta após a análise de dados do celular de Daniel Vorcaro que alcançou Alexandre de Moraes. O plenário não julga nesta sessão se Moraes cometeu crime. Primeiro, os ministros precisam decidir se o procedimento determinado por André Mendonça foi válido e o que acontecerá com o relatório e com os dados originais da PF. Não há horário previsto para o fim, e a sessão pode avançar pela tarde.

Plenário do Supremo Tribunal Federal, onde ocorre a sessão extraordinária sobre o caso Banco Master.
Fonte: Fellipe Sampaio/STF
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Moraes tenta derrubar relatório antes do plenário

Alexandre de Moraes apresentou uma defesa de 44 páginas antes da sessão do STF que analisa a Pet 16.662. O ministro tenta invalidar o relatório produzido pela PF em duas frentes: afirma que André Mendonça não poderia ter determinado aquela apuração contra outro integrante do Supremo da forma como fez e questiona o método usado para vincular 52 textos encontrados no celular de Daniel Vorcaro ao seu nome. Moraes também acusa Mendonça de direcionamento político e sustenta que houve tentativa de envolvê-lo, assim como Davi Alcolumbre, em uma eventual delação de Vorcaro. A PGR já havia questionado a legalidade da ordem que originou o relatório. O plenário desta terça não decide se Moraes cometeu crime, mas se o procedimento foi válido e qual destino deve ser dado ao material produzido.

Alexandre de Moraes e André Mendonça durante sessão plenária do STF em 3 de setembro de 2026.
Fonte: Luiz Silveira/STF
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Quebras financeiras seguem sob sigilo

O núcleo financeiro mais profundo ainda não aberto do caso Master reúne mais de 30 quebras bancárias e fiscais autorizadas a pedido da Polícia Federal. Esse material pode permitir a reconstrução de origem, intermediários e destinatários dos recursos investigados. As quebras continuam sob sigilo porque a PF ainda não juntou o relatório consolidado com a análise das movimentações. Paralelamente, André Mendonça concedeu em 25 de agosto mais 60 dias ao INQ 5.026, principal inquérito sobre Master e BRB. O período adicional alcança o fim de semana do eventual segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro.

André Mendonça durante atividade no Supremo Tribunal Federal, em Brasília.
Fonte: Luiz Silveira/STF

PF encontrou lista com nomes e valores em churrasqueira de Ciro Nogueira

A Polícia Federal encontrou durante buscas na residência de Ciro Nogueira um manuscrito intitulado “Câmara”, com nove nomes e números que os investigadores tratam como possíveis valores. Uma funcionária afirmou à PF que o senador havia entregue os papéis para serem queimados por serem antigos e sem utilidade. Entre os nomes que a polícia associa preliminarmente a políticos estão referências que podem corresponder a Arthur Lira, Hugo Motta e outros deputados. A PF ressalta que o significado dos números e a natureza do documento ainda precisam ser esclarecidos. Os parlamentares que se manifestaram negaram relação com atos ilícitos ou disseram desconhecer o papel.

Zanin dá até 23h para receber dados do celular de Vorcaro

Cristiano Zanin determinou à Polícia Federal que entregue ao seu gabinete até as 23h deste domingo uma cópia integral dos dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro. Zanin quer analisar pessoalmente o material antes da sessão marcada para terça-feira (15), que discutirá o relatório envolvendo mensagens entre Vorcaro e Alexandre de Moraes. No documento, o ministro afirma que não existe hierarquia entre integrantes do STF e que os elementos de prova pertencem ao colegiado, e não a um ministro específico.

Moraes pede abertura de dados sobre rede de pagamentos do Master

Alexandre de Moraes pediu a Edson Fachin a retirada do sigilo de documentos relacionados à rede de pagamentos do Banco Master, incluindo informações produzidas a partir de um Relatório de Inteligência Financeira. Moraes argumenta que esse material é relevante para a sessão de terça-feira, quando o STF analisará o relatório da PF que contém mensagens dele com Daniel Vorcaro. Parte desses dados permaneceu reservada por envolver diligências ainda em andamento.

Importante

PF diz que gabinete de Mendonça pediu cópia dos dados de Vorcaro

A Polícia Federal informou ao STF que o material original extraído do celular de Daniel Vorcaro nunca deixou a instituição e permanece preservado, com mecanismos de integridade. A corporação afirmou também que a cópia entregue ao gabinete de André Mendonça em março foi produzida após um pedido formal do próprio gabinete. A informação diverge da versão segundo a qual o material teria sido entregue espontaneamente pela PF. Mendonça nega ter pedido acesso ao conteúdo integral e cobrou esclarecimentos sobre o envio.

Grupo ligado a Vorcaro recebia cerca de R$ 400 mil por mês, diz PF

Novos detalhes dos autos mostram que o núcleo conhecido como “A Turma” funcionava de forma profissional e recebia cerca de R$ 400 mil mensais, segundo a Polícia Federal. A investigação atribui ao grupo atividades como busca de informações em sistemas restritos, levantamento de dados sobre pessoas e empresas e intimidação de desafetos de Daniel Vorcaro. Luiz Phillipi Mourão, o “Sicário”, aparece como intermediário da estrutura, enquanto Marilson Roseno da Silva é apontado como líder operacional em campo. Mensagens analisadas pela PF abrangem o período entre 2023 e 2025.

Importante

PF aponta R$ 17 bilhões em operações entre BRB e Master

A Polícia Federal reconstruiu cerca de R$ 17 bilhões em operações nas quais o BRB comprou créditos do Banco Master. Desse total, R$ 12,2 bilhões correspondem, segundo a investigação, a carteiras lastreadas em créditos consignados inexistentes. A PF afirma que as compras continuaram mesmo depois de alertas do Banco Central e da assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta em fevereiro de 2025. Investigadores também apontam operações feitas com urgência incomum e contrariando pareceres jurídicos. O BRB afirma que a atual gestão afastou os antigos dirigentes envolvidos e considera o banco vítima dos atos investigados.

Mendonça eleva para 53 o total de processos abertos do caso Master

A abertura dos autos do caso Master ficou maior do que indicavam as primeiras decisões. André Mendonça tornou públicos 53 procedimentos ligados ou conexos à Operação Compliance Zero: 15 na primeira leva e outros 38 posteriormente. A nova leva abriu investigações que estavam fora do primeiro pacote, incluindo frentes envolvendo Flávio Bolsonaro, Ciro Nogueira, Cláudio Castro, Jaques Wagner e o financiamento de “Dark Horse”. O volume de documentos públicos ampliou significativamente o que já pode ser reconstruído sobre o caso.

Importante

Dino amplia investigação de Dark Horse e leva nova trilha financeira à PF

Flávio Dino ampliou a frente sobre recursos públicos ligados ao entorno de “Dark Horse” ao incorporar à investigação federal o material produzido pela Polícia Civil de São Paulo. A decisão registra que se fortaleceu a hipótese de um esquema único envolvendo emendas parlamentares e recursos da Prefeitura de São Paulo. O ministro também autorizou relatórios do Coaf e determinou que celulares, computadores, documentos e dados brutos apreendidos em São Paulo sejam entregues à Polícia Federal. Nos autos, Mário Frias aparece, ainda como hipótese investigativa, com possível papel de liderança na estrutura. A investigação também menciona uma linha que alcança possíveis vínculos com o PCC, sem estabelecer ligação direta entre Frias e a facção. A decisão aproxima duas frentes que já cercavam o filme: de um lado, a investigação sobre dinheiro público; de outro, a apuração conduzida por André Mendonça sobre recursos ligados a Daniel Vorcaro e ao Banco Master usados no financiamento da produção.

Montagem com o cartaz de “Dark Horse” e o ministro Flávio Dino, do STF, que autorizou a PF a acessar provas de investigação ligada à produtora do filme.
Fonte: Montagem Trendahora com Reprodução/Dark Horse e Gustavo Moreno/STF

Andrei nega monitoramento ilegal e atribui envio a ordem de Moraes

Andrei Rodrigues apresentou sua resposta a Edson Fachin e negou que a Polícia Federal tenha realizado monitoramento clandestino de André Mendonça ou do advogado-geral da União, Jorge Messias. Segundo o diretor-geral, os relatórios de inteligência foram produzidos dentro das atribuições da PF e encaminhados ao STF em cumprimento a determinação de Alexandre de Moraes. A manifestação é a resposta institucional da PF à acusação que havia levado Mendonça a ordenar o afastamento de Andrei e do diretor de Inteligência Leandro Almada.

PF ainda tenta fechar a conta do Dark Horse nos EUA

A investigação ainda não conseguiu verificar diretamente uma parte importante das despesas do Dark Horse nos Estados Unidos. Michael Brian Davis, ligado à Go Up Entertainment americana, informou que documentos bancários, fiscais e contábeis só serão fornecidos mediante os mecanismos formais de cooperação jurídica e ordem da Justiça dos EUA. Uma perícia privada apresentada pela produtora calcula o custo total do filme em R$ 75,2 milhões e atribui R$ 54,3 milhões aos Estados Unidos. Mais de 21 mil páginas entregues à investigação documentam principalmente a etapa brasileira, enquanto os comprovantes americanos continuam no centro da apuração sobre o destino final dos recursos.

Importante

PF aponta R$ 12,2 bilhões em carteiras vendidas ao BRB

A investigação da PF detalhou uma das principais ligações financeiras entre Master e BRB. Segundo os investigadores, Augusto Lima, ex-sócio do Master, participou da estruturação de carteiras de crédito consideradas fraudulentas que posteriormente foram negociadas com o banco público de Brasília. O BRB comprou R$ 12,2 bilhões desses ativos. Uma auditoria citada pela PF calcula prejuízo de pelo menos R$ 5 bilhões. A defesa de Lima nega participação nas irregularidades e afirma que ele já havia deixado o Master quando parte das operações ocorreu.

Importante

Ex-chefe do BC diz que sabia de fraude bilionária desde 2024

O ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária do Banco Central Paulo Sérgio Neves de Souza afirmou à PF que teve conhecimento, ainda em setembro de 2024, de uma fraude estimada em R$ 11,5 bilhões ligada ao Master. Segundo o depoimento tornado público, em dezembro daquele ano o BTG Pactual também teria alertado sobre um possível rombo de R$ 32 bilhões após analisar o banco. A investigação agora aumenta a pressão sobre uma pergunta central: o que integrantes da supervisão sabiam sobre a situação do Master e quais providências foram tomadas antes de a fraude chegar formalmente ao Ministério Público.

PF aponta estrutura de Vorcaro com acesso a dados sigilosos

Documentos abertos pelo STF revelaram uma frente diferente do caso Master. A PF descreve uma estrutura chamada “A Turma”, mantida por Daniel Vorcaro para obter informações reservadas e acompanhar investigações que poderiam atingir o banqueiro. Segundo o relatório, integrantes usaram credenciais funcionais de terceiros para consultar procedimentos sigilosos no MPF e sistemas policiais. A PF afirma ainda que o grupo buscou informações relacionadas à Interpol e descreve a estrutura como voltada também a vigilância, coerção e intimidação. Vorcaro, segundo mensagens reproduzidas no inquérito, chegou a pedir “atenção total” para buscas sobre Master e BRB.

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Mendonça amplia abertura e libera 39 processos

André Mendonça ampliou a abertura dos autos do caso Master e retirou o sigilo de 39 processos no STF. A medida tornou públicos documentos de investigações que até então permaneciam fora do alcance público. Entre os procedimentos abertos estão a frente do Dark Horse, que revelou a investigação formal de Flávio Bolsonaro, e casos envolvendo nomes como Ciro Nogueira, Jaques Wagner e Cláudio Castro. A decisão mudou o tamanho da documentação disponível sobre as ramificações políticas do caso.

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Fachin mantém Moraes no dia 15 e marca Mendonça para 23

Edson Fachin decidiu manter separados os dois principais conflitos abertos no STF pelo caso Master. Em 15 de setembro, o plenário analisará a frente envolvendo Alexandre de Moraes e o relatório da PF sobre suas relações com Daniel Vorcaro. A discussão sobre André Mendonça ficará para 23 de setembro. Fachin afirmou que essa segunda frente ainda não tinha a mesma maturidade processual para ser julgada junto com a primeira. A decisão rejeita, por enquanto, a tentativa de unir os casos e define dois momentos distintos para a crise dentro do Supremo.

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Flávio é investigado e PGR mira atuação no mandato

Flávio Bolsonaro passou de personagem citado nas negociações do Dark Horse a investigado formal no caso. A Polícia Federal apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e delitos relacionados ao financiamento do filme por Daniel Vorcaro. A PGR pediu que a investigação também examine propostas, apoios ou outros atos parlamentares de Flávio que pudessem beneficiar Vorcaro, o Banco Master ou empresas ligadas ao grupo. Até agora, os documentos públicos não apontam uma contrapartida específica já comprovada; a existência ou não dessa ligação é justamente uma das perguntas da investigação.

Flávio Bolsonaro conversa com senadores durante sessão deliberativa no plenário do Senado Federal, em 1º de setembro de 2026.
Fonte: Jonas Pereira/Agência Senado
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Eduardo orientou gestão nos EUA de dinheiro de ‘Dark Horse’, diz PF

Documentos tornados públicos no caso Master mostram que a Polícia Federal incorporou à investigação mensagens em que Eduardo Bolsonaro aparece dando orientações sobre a gestão, nos Estados Unidos, de recursos destinados a “Dark Horse”. Em uma conversa de março de 2025, Eduardo discutia a forma de enviar o dinheiro e mencionava Altieris Santana, um dos responsáveis pelo Havengate Development Fund, estrutura usada no financiamento do filme. A PF tenta reconstruir o caminho dos recursos negociados por Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro e identificar quem recebeu o dinheiro ao final. Os autos apontam que pelo menos US$ 12,3 milhões foram efetivamente repassados dentro da estrutura de financiamento. Eduardo já negou ter administrado financeiramente o filme ou recebido recursos de Vorcaro ou do Havengate.

Eduardo orientou gestão nos EUA de dinheiro de ‘Dark Horse’, diz PF
Fonte: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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PF mira Mário Frias e produtora de ‘Dark Horse’

A Polícia Federal e a CGU deflagraram a Operação Make Up para investigar possível desvio de recursos públicos originados de emendas parlamentares. Entre os alvos estão o deputado Mário Frias e Karina Gama, ligada ao Instituto Conhecer Brasil e à Go Up Entertainment, produtora de “Dark Horse”. A investigação ganhou uma nova dimensão com a identificação de R$ 645,4 mil transferidos por Frias diretamente à Go Up durante o período das filmagens e de cerca de R$ 19 milhões em movimentações consideradas atípicas nas contas da produtora. O caso passa a reunir duas trilhas distintas em torno do mesmo projeto: enquanto Flávio Dino conduz a investigação sobre recursos públicos, André Mendonça conduz a frente ligada ao dinheiro de Daniel Vorcaro e ao Banco Master. As duas apurações chegam a personagens e estruturas relacionados ao filme.

Mário Frias durante reunião do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, em 12 de dezembro de 2025.
Fonte: Bruno Spada/Câmara dos Deputados.

Dark Horse adia estreia em meio a investigações

“Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro estrelado por Jim Caviezel, teve sua estreia adiada para depois das eleições. O ator havia anunciado o lançamento para 11 de setembro, mas a distribuidora afirma que a mudança faz parte da estratégia comercial e ainda não definiu uma nova data. O adiamento ocorre enquanto investigadores tentam reconstruir o caminho dos recursos usados no financiamento da produção. Nesta quarta-feira, André Mendonça homologou a colaboração premiada de Antônio Carlos Freixo Júnior, o Mineiro, que relatou transferências para o fundo americano ligado ao filme. Não há evidência pública de que as investigações tenham causado a mudança de data, nem informação de que Caviezel seja investigado. O foco conhecido das apurações está na origem, no caminho e no destino do dinheiro usado na produção.

O ator Jim Caviezel como Jair Bolsonaro no cartaz do filme “Dark Horse”.
Fonte: Divulgação.

Fachin assume controle da crise no STF

Edson Fachin interveio na crise aberta pelo caso Banco Master e suspendeu as decisões conflitantes de André Mendonça e Flávio Dino sobre a cúpula da Polícia Federal. Andrei Rodrigues permanece no comando da PF por enquanto. Fachin também marcou para 15 de setembro uma sessão extraordinária do plenário para analisar a PET 16.662, que tornou públicas informações envolvendo Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. O movimento muda o centro da crise: decisões que vinham sendo tomadas individualmente por ministros passam a ser organizadas pela Presidência do STF e, no caso de Moraes, submetidas aos 11 ministros da Corte.

Edson Fachin durante sessão plenária do STF em 3 de setembro de 2026.
Fonte: Alejandro Zambrana/STF
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Lula pede abertura completa das investigações

Lula entrou diretamente na disputa sobre a publicidade das investigações do Banco Master ao pedir que os sigilos sejam retirados de todas as frentes do caso, “seja quem for, doa a quem doer”. A cobrança ocorre depois de informações que atingiram Alexandre de Moraes terem vindo a público enquanto outros procedimentos, incluindo frentes relacionadas ao Dark Horse, permanecem sob sigilo. Lula afirmou que o país precisa de transparência e criticou o que chamou de vazamentos seletivos com impacto eleitoral. A manifestação amplia a dimensão política da crise: além da disputa dentro do STF sobre a condução das investigações, governo e oposição agora também disputam quais informações do caso Master devem ser abertas ao público.

Lula durante anúncio do atendimento Sem Fila na Previdência Social, no Palácio do Planalto, em Brasília, em 3 de setembro de 2026.
Fonte: Ricardo Stuckert/PR

Delação do Dark Horse avança e fica nas mãos de Mendonça

Antônio Carlos Freixo Júnior, o “Mineiro”, passou por uma audiência no STF para confirmar a voluntariedade do acordo de colaboração premiada firmado com a PGR. A etapa é exigida antes da homologação. Agora, cabe a André Mendonça decidir se o acordo atende aos requisitos legais. A eventual homologação não significa que as informações dadas por Freixo foram comprovadas, mas permite que a colaboração passe a produzir efeitos jurídicos. Freixo aparece na investigação como intermediário no caminho de recursos ligados ao financiamento do filme “Dark Horse”. O avanço da delação torna essa frente do caso Master ainda mais relevante politicamente e coloca Mendonça no centro da próxima decisão.

André Mendonça ao lado de montagem com o cartaz do filme “Dark Horse”.
Fonte: Foto de Mendonça: Gustavo Moreno/STF. Montagem: Trendahora.
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Mendonça afasta chefe da PF e amplia crise do caso Master

André Mendonça afastou preventivamente o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada, dentro da PET 16.662, ligada aos desdobramentos do caso Banco Master. A Segunda Turma do STF formou maioria para manter a medida, embora o julgamento tenha sido interrompido por pedido de vista. A reação também alcançou a cúpula da PF, enquanto a AGU prepara recurso contra o afastamento. O episódio marca uma nova etapa da crise: a disputa que antes se concentrava em relatórios, sigilos e na atuação de ministros do STF passou a atingir diretamente o comando da Polícia Federal e a relação entre Judiciário e Executivo.

André Mendonça e Andrei Rodrigues, diretor-geral afastado da PF.
Fonte: Gustavo Moreno/STF e Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Mendonça abre caso Moraes, mas mantém Dark Horse sob sigilo

André Mendonça retirou o sigilo da PET que revelou informações sobre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, mas três procedimentos ligados ao financiamento do filme Dark Horse continuam sob sigilo. A comparação ganhou peso porque Mendonça chegou ao STF por indicação de Jair Bolsonaro, enquanto o Dark Horse envolve negociações de Flávio Bolsonaro com Vorcaro. O vínculo histórico não comprova favorecimento, mas a diferença de publicidade passou a ser questionada por parlamentares, que pedem ao STF critérios uniformes para definir o que deve permanecer protegido. Parte do material do Dark Horse pode exigir sigilo por envolver diligências ainda em andamento. A questão agora é por que os procedimentos permanecem fechados de forma ampla enquanto Mendonça invocou o interesse público para abrir o caso Moraes.

Montagem ilustrativa mostra André Mendonça representado como a estátua da Justiça diante do STF, em referência ao debate sobre o sigilo das investigações ligadas ao caso Dark Horse.
Fonte: Ilustração editorial Trendahora.

Moraes tem até sexta para responder a Fachin

Alexandre de Moraes tem até sexta-feira, 11 de setembro, para responder aos questionamentos feitos pelo presidente do STF, Edson Fachin, após a crise aberta pelas investigações do Banco Master. O mesmo prazo vale para André Mendonça, Paulo Gonet e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Fachin quer esclarecer como diferentes autoridades agiram durante as investigações e nos desdobramentos posteriores, incluindo o tratamento dado a informações envolvendo autoridades com foro, a ordem de Mendonça para identificar pessoas citadas no material apreendido e a atuação da PGR no controle da atividade policial. Depois do prazo, com ou sem as manifestações, a PET 16.704 volta para análise de Fachin, que decidirá os próximos passos.

Alexandre de Moraes durante sessão plenária do STF em 3 de setembro de 2026.
Fonte: Alejandro Zambrana/STF

Tarcísio, Kassab e Credcesta entram no centro das acusações de Vorcaro

Vorcaro afirma que houve um acordo para manter o Credcesta funcionando no sistema de empréstimos consignados dos servidores de São Paulo. Segundo ele, parte desse acordo envolvia uma doação eleitoral oficial de R$ 2 milhões feita por seu cunhado, Fabiano Zettel, à campanha de Tarcísio de Freitas em 2022. Vorcaro também cita Gilberto Kassab nas tratativas. O Credcesta já havia sido autorizado a operar no governo João Doria. A acusação, portanto, não é de que Tarcísio criou o negócio, mas de que teria existido um acordo para garantir sua continuidade depois que ele assumisse o governo. Tarcísio e Kassab negam qualquer acordo ou favorecimento. As acusações motivaram pedidos de investigação ao STF e ao Ministério Público de São Paulo.

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Mendonça libera caso Moraes para análise do plenário do STF

André Mendonça liberou para análise do plenário do STF a PET 16.662, que reúne o relatório produzido pela Polícia Federal a partir do celular de Daniel Vorcaro e traz referências a Alexandre de Moraes, Paulo Gonet e Andrei Rodrigues. O movimento coloca o colegiado no centro da disputa sobre a validade da apuração. Gonet pede a anulação do relatório por entender que Mendonça ultrapassou seus poderes, enquanto o presidente do STF, Edson Fachin, continua responsável por definir quando e em quais condições o processo será colocado em pauta. Não há data de julgamento marcada.

Flávio Dino, André Mendonça, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli durante sessão plenária do STF em 3 de setembro de 2026.
Fonte: Luiz Silveira/STF
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Tarcísio entra no caso Master após revelação sobre doação de R$ 2 milhões

O caso Banco Master passou a atingir diretamente Tarcísio de Freitas. Daniel Vorcaro afirma que uma doação oficial de R$ 2 milhões feita por seu cunhado, Fabiano Zettel, à campanha de Tarcísio em 2022 integrava um acordo maior relacionado à continuidade do Credcesta em São Paulo. A PKL One, responsável pelo Credcesta, já havia sido credenciada antes de Tarcísio assumir o governo. A acusação de Vorcaro, porém, trata do período seguinte: ele afirma que Gilberto Kassab teria participado de um acerto para garantir que o negócio continuasse operando após a troca de governo. Tarcísio e Kassab negam qualquer acordo ou favorecimento. Pedidos para que a versão de Vorcaro seja investigada já foram apresentados ao STF e ao Ministério Público de São Paulo. Até agora, não há decisão pública anunciando a abertura de uma investigação específica contra Tarcísio ou Kassab por esses fatos.

Tarcísio entra no caso Master após revelação sobre doação de R$ 2 milhões
Fonte: © Lula Marques/Agência Brasil
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Gonet passa a ter de explicar referências no caso Master

Paulo Gonet entrou diretamente na crise do Banco Master. O Conselho Superior do MPF abriu um procedimento para analisar referências ao procurador-geral encontradas no material de Daniel Vorcaro e deu 10 dias para que ele apresente explicações. O movimento ocorre depois de Gonet pedir a anulação da apuração que produziu o relatório da PF. Agora, a própria PGR também abriu um procedimento para verificar como esse documento foi elaborado e se houve interferência externa em sua produção. A sequência coloca no centro do caso a autoridade que chefia a instituição responsável por atuar nos grandes processos criminais perante o STF.

Paulo Gonet, procurador-geral da República, durante sessão plenária do STF em 11 de junho de 2026.
Fonte: Victor Piemonte/STF.
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Fachin tira ofensiva de Moraes contra Mendonça do inquérito das fake news

A disputa entre Alexandre de Moraes e André Mendonça no caso Banco Master passou a ser conduzida diretamente pela Presidência do STF. Fachin determinou que a decisão de Moraes e os relatórios usados contra Mendonça saiam do Inquérito 4.781, relatado pelo próprio Moraes, e sejam reunidos em um procedimento sob sua responsabilidade. A PGR terá de avaliar primeiro se a forma usada por Moraes para levar as acusações adiante foi regular. A decisão ocorre três dias depois de Moraes acionar o inquérito das fake news, no mesmo dia em que novas revelações sobre seus contatos com Daniel Vorcaro vieram a público.

Edson Fachin durante sessão plenária do Supremo Tribunal Federal, em 3 de setembro de 2026.
Fonte: Gustavo Moreno/STF
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Moraes usa inquérito das fake news contra Mendonça

Alexandre de Moraes usou o Inquérito 4.781, conhecido como inquérito das fake news, para requisitar relatórios da Polícia Federal sobre a condução de investigações que atingiram ministros do STF. A ordem foi dada no mesmo dia em que veio a público o novo relatório da PF sobre sua relação com Daniel Vorcaro. Dois dias depois, Moraes usou esse material para apontar possíveis irregularidades e crimes na atuação de André Mendonça. A reação muda o foco da crise para a forma como a investigação foi conduzida, enquanto Moraes ainda não apresentou uma resposta pública detalhada às novas mensagens, encontros e demais elementos encontrados pela PF.

Ministros do Supremo Tribunal Federal durante sessão plenária realizada em Brasília, em 3 de setembro de 2026.
Fonte: Luiz Silveira/STF.
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Fachin dá cinco dias para Moraes, Mendonça, Gonet e Andrei se explicarem

Edson Fachin determinou que Alexandre de Moraes, André Mendonça, o procurador-geral Paulo Gonet e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, prestem explicações por escrito em até cinco dias úteis sobre pontos levantados no caso Master. A medida ocorre após a PGR pedir a anulação da apuração que produziu o relatório envolvendo Moraes e depois de Mendonça defender que a questão seja analisada pelo plenário do Supremo. Fachin afirmou que pretende esclarecer a legalidade dos procedimentos antes de definir os próximos passos.

Banco Central liquida empresas ligadas a ex-sócio do Master

O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Trustee e da Banvox, empresas ligadas a Mauricio Quadrado, ex-sócio e ex-diretor de investimentos do Banco Master. O BC apontou graves violações às normas do sistema financeiro e tornou indisponíveis bens de administradores e controladores. As empresas disseram ter sido surpreendidas e negaram irregularidades.

Importante

Bolsonaro, Tarcísio e Kassab são citados em acusação de Vorcaro

Em propostas de colaboração premiada rejeitadas pela PF e pela PGR, Daniel Vorcaro afirmou que R$ 5 milhões em doações eleitorais de 2022 — R$ 3 milhões para Jair Bolsonaro e R$ 2 milhões para Tarcísio de Freitas — teriam sido contrapartida de um suposto acordo articulado por Gilberto Kassab para manter o Credcesta em operação. As doações oficiais estão registradas, mas a alegação de que eram propina não está comprovada. Kassab e Tarcísio negaram as acusações.

Crise do Master leva Gilmar a propor veto a delegados da PF em gabinetes do STF

Gilmar Mendes propôs a Edson Fachin que o STF deixe de manter delegados da Polícia Federal nos gabinetes dos ministros. A discussão ganhou força durante a crise provocada pelas investigações do Banco Master e pelas divergências envolvendo André Mendonça, Alexandre de Moraes e a PF. Atualmente há delegados cedidos a gabinetes do Supremo.

Empresa de Ratinho Jr. aparece entre pagamentos do Master

Uma empresa que tem o apresentador Ratinho, o governador Ratinho Junior e outros familiares como sócios recebeu R$ 1,68 milhão do Banco Master. O Grupo Massa afirma que os pagamentos se referiam exclusivamente a serviços publicitários relacionados ao Credcesta. O material divulgado não aponta irregularidade de Ratinho Jr. nessa relação comercial.

Vorcaro diz que Galípolo e Banco Central incentivaram acordo Master-BRB

Daniel Vorcaro afirmou à Polícia Federal que o Banco Central, incluindo o presidente Gabriel Galípolo e outros diretores, manteve postura de “concordância e incentivo” à negociação entre Master e BRB. A declaração representa a versão do ex-banqueiro e, isoladamente, não demonstra irregularidade de Galípolo ou dos diretores. O próprio Banco Central posteriormente rejeitou a operação.

Importante

Freixo diz que entregava dinheiro vivo a Vorcaro em malas

Antônio Freixo afirmou em sua colaboração que realizava movimentações financeiras para Daniel Vorcaro e obtinha grandes quantidades de dinheiro em espécie por meio de operadores. Segundo seu relato, os valores eram colocados em malas e entregues ao banqueiro. Freixo também controlava a empresa que realizou repasses ao fundo americano relacionado a Dark Horse. Ele afirma não saber o destino final de todo o dinheiro movimentado.

Antonio Freixo (Mineiro)/EntrePay em evento
Fonte: Antonio Freixo (Mineiro)/EntrePay em evento. Imagem: Divulgação
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PGR fecha delação com empresário ligado aos repasses para Dark Horse

A PGR fechou acordo de colaboração premiada com Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro. A empresa dele aparece nas investigações como estrutura utilizada para transferir recursos de Daniel Vorcaro ao Havengate Development Fund, nos Estados Unidos, ligado ao financiamento de Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro. O acordo foi enviado a André Mendonça e ainda depende de homologação do STF.

Pedido ao STF amplia repercussão dos áudios de Nikolas

Após a divulgação dos áudios entre Nikolas Ferreira e Daniel Vorcaro, a deputada Sâmia Bomfim pediu ao relator André Mendonça que avalie a necessidade de ouvir Nikolas e Thiago Rodrigues de Faria no inquérito do Master. O ofício também pede esclarecimentos sobre o ativo minerário mencionado nas conversas. O pedido não significa que os dois tenham sido convocados ou incluídos como investigados

Mendonça deixa sociedade do instituto onde recebeu Vorcaro

André Mendonça anunciou sua saída da sociedade do Instituto Iter, local onde ocorreu seu encontro com Daniel Vorcaro em março de 2025. O ministro afirmou que cederá as cotas dele e da esposa sem contrapartida financeira e continuará ligado à instituição apenas como professor. Mendonça diz que nunca recebeu lucros do instituto.

PGR pede arquivamento das acusações de intimidação feitas por Vorcaro

A PGR pediu o arquivamento da apuração aberta a partir do depoimento em que Daniel Vorcaro relatou supostas ameaças, intimidações e maus-tratos. Segundo a Procuradoria, o ex-banqueiro não apresentou fatos concretos ou elementos mínimos que justificassem novas diligências. O pedido se refere a essas acusações específicas e não encerra as demais investigações do caso Master.

Importante

Áudios revelam pedido de Nikolas a Vorcaro antes de críticas a Moraes

Áudios divulgados nesta quinta-feira mostram que Nikolas Ferreira procurou Daniel Vorcaro em março de 2025 para apresentar Thiago Rodrigues de Faria e intermediar uma demanda envolvendo um ativo minerário. Registros da Câmara mostram que Thiago ainda integrava o gabinete do deputado naquele momento. A revelação acrescenta um novo capítulo à rede política de Vorcaro. Nikolas havia criticado um evento financiado pelo Master em 2024, depois se desculpou com o banqueiro e, em 2026, passou a cobrar publicamente explicações sobre as relações de Vorcaro com ministros do STF, chegando nesta semana a defender o afastamento de Alexandre de Moraes. O material divulgado não demonstra que o pedido de 2025 tenha sido atendido nem que Nikolas tenha recebido vantagem.

Nikolas Ferreira (PL-MG) durante sessão deliberativa da Câmara dos Deputados, em Brasília, em 27 de maio de 2026.
Fonte: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
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Gabinete de Mendonça ouviu Vorcaro sem presença da PF

O gabinete de André Mendonça confirmou que Daniel Vorcaro foi ouvido na semana passada sem a presença da Polícia Federal. A oitiva foi conduzida por um juiz auxiliar e acompanhada por representante do Ministério Público. Segundo o gabinete, a defesa pediu urgência após relatar “graves intimidações” contra Vorcaro. Mendonça afirmou que a ausência da PF seguiu uma diretriz de proteção ao depoente e negou que Alexandre de Moraes tenha sido assunto da audiência, cujo conteúdo permanece sob sigilo.

Importante

Mendonça confirma que também se reuniu com Vorcaro

André Mendonça confirmou que se encontrou pessoalmente com Daniel Vorcaro em março de 2025. Segundo o ministro, a reunião ocorreu por iniciativa do empresário e tratou de uma ação envolvendo precatórios de interesse do Banco Master. O encontro aconteceu antes de Mendonça assumir, em fevereiro de 2026, a relatoria das investigações do Master no Supremo. A confirmação amplia a reconstrução dos contatos de Vorcaro com integrantes da Corte.

André Mendonça e Alexandre de Moraes durante sessão plenária do STF nesta quarta-feira (2), em Brasília.
Fonte: Antonio Augusto/STF — 2 de setembro de 2026.
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Fachin fala em “especial gravidade” e anuncia medidas

Edson Fachin se pronunciou pela primeira vez sobre a crise aberta pelas novas revelações do caso Master. O presidente do STF classificou o momento como de “especial gravidade” e afirmou que a autoridade do cargo não confere privilégios. Fachin disse que os fatos serão analisados antes da adoção das “medidas cabíveis e necessárias”. A manifestação leva o caso para a Presidência do Supremo e aumenta seu peso institucional.

PGR pede anulação da apuração que identificou Moraes nas mensagens

A Procuradoria-Geral da República pediu ao STF a anulação da apuração que resultou no novo relatório sobre as mensagens entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes. Paulo Gonet argumenta que, diante de elementos envolvendo outro ministro do Supremo, o aprofundamento da investigação dependeria de autorização do plenário. O pedido abre uma disputa não apenas sobre o conteúdo das mensagens, mas também sobre a validade do procedimento adotado por André Mendonça.

Fonte: Agência Brasil

Caso Moraes entra na disputa eleitoral e muda uso político do Master

O caso Banco Master ganhou uma nova dimensão eleitoral após as revelações sobre a relação entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes. Flávio Bolsonaro passou a usar o episódio para reforçar uma narrativa antiga do bolsonarismo: a de que Moraes perseguiu Jair Bolsonaro e sua família por meio de decisões judiciais. O movimento cria uma disputa pelo significado político do caso. Vorcaro continua sendo fonte de desgaste para Flávio por causa do financiamento ligado ao projeto Dark Horse, mas as novas informações envolvendo Moraes permitem ao candidato tentar ampliar o foco do Master e transformar o principal antagonista de sua família em alvo da campanha.

Flávio Bolsonaro e Alexandre de Moraes aparecem em montagem com o símbolo do Banco Master, em referência à disputa política aberta pelas novas revelações do caso Vorcaro.
Fonte: Ilustração editorial Trendahora.
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Mensagens ampliam ligação entre Vorcaro, Moraes e contrato do Master

Mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro mostram que o banqueiro tratava como prioridade o contrato milionário do Banco Master com o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes. Em uma das conversas, Vorcaro ordenou que ninguém tivesse acesso ao documento. Outros registros mostram cobranças para priorizar pagamentos e preocupação com a forma como os repasses eram feitos. O novo material também amplia a cronologia da relação entre Vorcaro e Moraes: encontros ocorreram antes e durante a vigência do contrato e, posteriormente, o banqueiro procurou o ministro enquanto buscava informações e ajuda relacionadas à PF e à PGR. André Mendonça retirou o sigilo da PET 16.662 e determinou que os novos elementos sejam levados ao plenário do STF em sessão pública.

Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, personagens centrais dos novos documentos e mensagens revelados na investigação sobre o Banco Master.
Fonte: Montagem Trendahora. Alexandre de Moraes: Rosinei Coutinho/STF, 26 de agosto de 2026. Daniel Vorcaro: Divulgação.
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Defesa tenta levar investigação de ‘Dark Horse’ ao STF após provas chegarem à PF

A investigação sobre “Dark Horse” ganhou uma nova disputa depois que a Polícia Civil de São Paulo enviou à PF documentos, depoimentos e dados obtidos na apuração de um contrato de R$ 108 milhões ligado a entidade presidida por Karina Gama. Na mesma noite, a defesa de Karina pediu ao ministro André Mendonça que suspendesse a investigação paulista e levasse o caso ao STF. Os advogados afirmam que a Polícia Civil passou a investigar aspectos do financiamento do filme que já estão sob análise do Supremo, enquanto a apuração paulista sustenta que segue o caminho de recursos ligados ao contrato municipal. O movimento ocorre em um caso que passou a reunir três trilhas diferentes: recursos da Prefeitura de São Paulo, emendas parlamentares e dinheiro ligado a Daniel Vorcaro. Não há prova de que recursos públicos tenham financiado o filme.

Pôster de “Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro estrelado por Jim Caviezel.
Fonte: Divulgação

Vídeo que associa Flávio a Vorcaro vira alvo de decisão do TSE

Daniel Vorcaro voltou ao centro de um desdobramento político da campanha presidencial após André Mendonça determinar a retirada de um vídeo feito com inteligência artificial que associa o dono do Banco Master a Flávio Bolsonaro. Além da remoção, o ministro determinou que a Meta forneça dados capazes de ajudar a identificar o responsável pelo perfil que publicou o conteúdo. A decisão trata do uso eleitoral da montagem e não julga o mérito das controvérsias envolvendo Flávio e Vorcaro.

Ministro André Mendonça durante sessão plenária do STF em 20 de agosto de 2026.
Fonte: Gustavo Moreno/STF
Fonte: TSE, UOL e MetrópolesLer matéria relacionada

Flávio diz que caso Dark Horse é “página virada” e volta a citar Vorcaro

Flávio Bolsonaro voltou a responder nesta quinta-feira (20) sobre o financiamento do filme Dark Horse, produção sobre Jair Bolsonaro que recebeu recursos ligados ao empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master. Durante agenda de campanha em São Paulo, o candidato afirmou que considera o episódio uma “página virada” e disse já ter prestado os esclarecimentos necessários. Ao ser questionado sobre o caso, Flávio deslocou a cobrança para Lula e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, citando investigações que envolvem o filho do presidente. A manifestação mostra que o caso Master continua incorporado à disputa política mesmo sem um novo avanço investigativo divulgado nesta quinta.

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Flávio afirma que foto com “Sicário” foi manipulada por IA

Flávio Bolsonaro afirmou que a fotografia em que aparece ao lado de Luiz Phillipi Mourão foi manipulada por inteligência artificial. O senador citou a aparência da mão de Mourão como suposto indício de alteração. A declaração representa uma mudança em relação à manifestação anterior, na qual Flávio dizia não saber se a foto era verdadeira e admitia que poderia se tratar de um registro casual. Nenhum laudo técnico da equipe do senador foi apresentado publicamente.

Flávio Bolsonaro e Daniella Marques durante transmissão em que afirmou que a foto com Luiz Phillipi Mourão foi manipulada por inteligência artificial
Fonte: Reprodução/Redes sociais
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Foto mostra Flávio Bolsonaro ao lado de investigado do caso Master

O ICL Notícias divulgou uma fotografia de Flávio Bolsonaro ao lado de Luiz Phillipi Mourão, investigado no caso Banco Master e conhecido como “Sicário”. A imagem teria sido registrada em 2022, em um hotel no Rio de Janeiro. Flávio afirmou que não conhece Mourão e que a fotografia pode ter sido feita após um pedido casual. A divulgação acrescenta um novo elemento à repercussão política do caso, que já envolvia contatos do senador com Daniel Vorcaro relacionados ao financiamento do filme “Dark Horse”.

Flávio Bolsonaro posa ao lado de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão em fotografia divulgada pelo ICL Notícias
Fonte: Reprodução/ICL Notícias e CLIP

Caso Vorcaro volta à crise entre Flávio e Michelle

O nome de Daniel Vorcaro voltou ao centro do desgaste político envolvendo Flávio e Michelle Bolsonaro. Após Michelle repostar vídeo de Anthony Garotinho sobre uma suposta festa atribuída ao fundador do Banco Master, Flávio negou ter participado do encontro e disse que sua relação com Vorcaro se limitou ao projeto de financiamento de um filme sobre Jair Bolsonaro. O episódio não muda, por enquanto, a situação jurídica do caso Banco Master, mas reforça o impacto político da investigação no entorno de Flávio Bolsonaro. Por isso, a atualização entra no Radar Banco Master como registro de repercussão política, não como novo avanço da apuração formal.

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PF tende a rejeitar delação de Vorcaro pela segunda vez; nova proposta cita Dark Horse e Ciro Nogueira

A defesa de Daniel Vorcaro entregou novos anexos à PF e à PGR com informações sobre o financiamento do filme Dark Horse (R$ 61 milhões ligados ao senador Flávio Bolsonaro) e sobre a relação com o senador Ciro Nogueira (PP-PI), incluindo suposto pagamento de mesada de R$ 500 mil e envio de projeto de lei favorável ao banqueiro. A defesa não enquadra os repasses ao filme como propina. Investigadores avaliam que o material não apresenta fatos novos suficientes e a tendência é rejeitar o acordo pela segunda vez. O prazo dado pelos investigadores para fechar qualquer acordo é julho de 2026. Uma reunião entre advogados e PF/PGR está prevista para esta semana. Para ter validade, o acordo precisa ser homologado pelo ministro André Mendonça (STF), que já sinalizou exigir fatos novos comprovados.

PF tende a rejeitar delação de Vorcaro pela segunda vez; nova proposta cita Dark Horse e Ciro Nogueira
Fonte: Ilustração editorial Trendahora

Gabriel Paiva - comentário

Gabriel Paiva, comentarista jurídico do Trendahora, avalia que a nova proposta de colaboração de Daniel Vorcaro terá de superar um padrão mais alto de exigência após a rejeição da primeira versão.

"A nova proposta de colaboração premiada de Daniel Vorcaro chegou descrita por fontes como ‘reformulada, ampliada e aprofundada’. Honestamente, seria surpreendente se fosse diferente. A primeira versão foi rejeitada pela PF por uma razão bastante objetiva: Vorcaro tentou construir uma narrativa que, segundo a avaliação dos investigadores, não entregava elementos novos suficientes sobre pontos centrais da apuração. Essa estratégia, além de não funcionar, revelou muito sobre a postura inicial do ex-banqueiro diante da investigação."

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Vorcaro apresenta nova versão de proposta de delação à PF e à PGR

A defesa de Daniel Vorcaro entregou nova proposta de colaboração premiada após a primeira versão ser rejeitada pela Polícia Federal.

A defesa de Daniel Vorcaro apresentou à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República uma nova versão da proposta de colaboração premiada no caso Banco Master. Segundo a CNN Brasil, fontes com acesso ao material afirmam que a nova proposta foi “reformulada, ampliada e aprofundada” e detalha melhor relações do ex-banqueiro com autoridades dos Três Poderes e nomes da oposição. A proposta ainda precisa ser analisada por PF e PGR. Caso avance, eventual acordo deverá ser encaminhado ao ministro André Mendonça, relator do caso no STF, para homologação. Até lá, a colaboração não está formalizada e o conteúdo apresentado pela defesa não equivale a acusação judicial consolidada.

Alcolumbre rejeita pressão por CPMI do Banco Master e fala em “palanque eleitoral”

Davi Alcolumbre criticou a pressão de parlamentares pela criação de uma CPMI do Banco Master e disse que a comissão seria usada como “palanque eleitoral”, enquanto PF, MPF e Justiça já investigam o caso.

O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, criticou nesta terça-feira a pressão para instalar uma CPMI sobre o Banco Master. Segundo ele, parlamentares da direita e da esquerda cobraram a leitura do requerimento, mas a criação da comissão serviria para “fazer palanque eleitoral”, não para “passar o Brasil a limpo”. Alcolumbre também afirmou que Polícia Federal, Ministério Público Federal e Justiça já investigam o caso. Na mesma fala, disse não saber quem seria o culpado, citando como possibilidades pessoas envolvidas, Banco Central ou Comissão de Valores Mobiliários. A pressão pela CPMI já vinha de uma sessão do Congresso em 21 de maio, quando parlamentares governistas e de oposição cobraram a leitura dos requerimentos. Na ocasião, Alcolumbre afirmou que o momento da leitura é ato discricionário da Presidência do Congresso, apoiando-se em artigos do Regimento Interno do Senado. A Câmara também registrou que um dos pedidos partiu do senador Flávio Bolsonaro, citado no contexto das conversas gravadas com Daniel Vorcaro sobre recursos para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro.

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TCE-RJ rejeita contas de Castro e cita operações ligadas ao Banco Master

Tribunal rejeitou as contas de 2025 da gestão Cláudio Castro após apontar irregularidades contábeis e fiscais envolvendo Rioprevidência e Banco Master.

O TCE-RJ rejeitou as contas de 2025 da gestão do ex-governador Cláudio Castro por 3 votos a 1. O parecer seguirá para a Alerj, que dará a palavra final sobre a aprovação ou rejeição das contas. O principal ponto de alerta envolve operações do Rioprevidência com o Banco Master. Segundo a apuração publicada pelo Metrópoles, o Tribunal apontou superavaliação de R$ 1,13 bilhão no patrimônio do governo estadual e determinou auditoria extraordinária sobre investimentos estaduais de R$ 5,01 bilhões. A decisão amplia a dimensão institucional do caso Banco Master, que passa a aparecer também na análise das contas públicas do Rio de Janeiro.

TCE-RJ rejeita contas de Castro e cita operações ligadas ao Banco Master
Fonte: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Flávio diz ter conversado com Vance e Rubio após encontro com Trump

Senador afirmou ter se reunido com JD Vance e Marco Rubio em Washington, ampliando a agenda nos EUA em meio à crise política do caso Vorcaro.

Flávio Bolsonaro disse ter se reunido com o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, e com o secretário de Estado, Marco Rubio, um dia depois do encontro com Donald Trump no Salão Oval. Segundo o senador, as conversas trataram de crime organizado, terras raras, liberdade de expressão e da situação de saúde de Jair Bolsonaro. A atualização amplia o peso político da viagem. A agenda deixa de ser apenas uma foto com Trump e passa a ser apresentada por Flávio como uma rodada de articulação com nomes centrais do governo americano. Ao mesmo tempo, o caso Daniel Vorcaro segue como pano de fundo da pré-campanha, depois que o senador reconheceu ter pedido recursos a um banqueiro preso para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro.

Flávio Bolsonaro se reúne com Marco Rubio durante agenda em Washington, após encontro com Donald Trump na Casa Branca.
Fonte: Reprodução/X/@FlavioBolsonaro
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Vorcaro pagou degustação milionária para Castro antes de aporte no Master

Evento de uísque em Nova York teria custado cerca de R$ 5 milhões e ocorreu um dia antes de aporte de R$ 80 milhões do Rioprevidência no Banco Master.

O caso Banco Master ganhou uma nova frente política após a revelação de que Daniel Vorcaro pagou uma degustação de uísque para Cláudio Castro em Nova York um dia antes de um aporte de R$ 80 milhões do Rioprevidência no banco. O dado adiciona pressão sobre a relação entre o governo do Rio e o controlador do Master.

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Flávio se reúne com Trump na Casa Branca em meio à crise Vorcaro

Senador publicou foto com Donald Trump no Salão Oval enquanto tenta reagir ao desgaste político provocado pela ligação com Daniel Vorcaro.

Flávio Bolsonaro confirmou que se reuniu com Donald Trump na Casa Branca e publicou uma foto ao lado do presidente americano no Salão Oval. A imagem marca uma nova etapa da cobertura: a aproximação com Trump deixou de ser apenas uma tentativa de agenda e passou a ser usada como ativo político pelo senador. O movimento ocorre enquanto Flávio tenta conter o desgaste provocado pelo caso Daniel Vorcaro. O senador reconheceu ter buscado recursos do banqueiro ligado ao Banco Master para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro, mas afirma que a negociação envolvia investimento privado, sem irregularidade.

Flávio se reúne com Trump na Casa Branca em meio à crise Vorcaro
Fonte: Divulgação
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Mendonça manda Vorcaro voltar para sala especial na PF após parecer da PGR

André Mendonça decidiu que Daniel Vorcaro deve permanecer na Superintendência da Polícia Federal, mas fora da carceragem comum, em meio às negociações de delação com a PGR.

O ministro André Mendonça, do STF, decidiu que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, deve permanecer preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, mas determinou que ele volte para uma sala especial/estado-maior, e não fique na carceragem comum. A decisão ocorreu após parecer da Procuradoria-Geral da República, que apontou risco de exposição midiática e vulnerabilidade caso o banqueiro permanecesse em cela comum. A movimentação é relevante porque ocorre no meio da disputa em torno da delação de Vorcaro. A Polícia Federal rejeitou a proposta apresentada pela defesa, mas a PGR ainda negocia um acordo com o banqueiro. Antes de ir para a carceragem, Vorcaro estava em uma sala onde tinha liberdade para receber os advogados responsáveis pela proposta de colaboração. Mendonça também negou o pedido da defesa para transferir Vorcaro para a Papudinha. Na prática, a decisão mantém o banqueiro dentro da estrutura da PF, mas em condição especial, preservando o acompanhamento direto do caso no momento em que a frente jurídica da investigação segue aberta e pode ter impacto político no caso Banco Master.

Mendonça manda Vorcaro voltar para sala especial na PF após parecer da PGR
Fonte: © Secretaria da Administração Penitenciária-SP

Lula usa “Lei Daniel Vorcaro” para atacar Flávio Bolsonaro

Presidente ironizou o senador após revelações sobre pedido de dinheiro a Daniel Vorcaro para financiar filme sobre Jair Bolsonaro.

A crise envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro ganhou nova camada política após Lula usar a expressão “Lei Daniel Vorcaro” em evento no Espírito Santo. A fala tenta inverter a crítica histórica da direita à Lei Rouanet e transformar o caso Banco Master em munição eleitoral contra o senador. O episódio reforça que a ligação de Flávio com Vorcaro deixou de ser apenas um problema de defesa pública e passou a integrar a disputa direta pela narrativa presidencial. A reação de Lula ocorre no mesmo momento em que o senador tenta reposicionar sua campanha e buscar apoio fora do país.

Discurso do presidente Lula durante evento cultural em Aracruz - Espírito Santo.
Fonte: Ricardo Stuckert/PR
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Flávio Bolsonaro busca reunião com Trump em meio à crise do caso Vorcaro

Segundo a Reuters, o senador tenta viabilizar uma reunião com Donald Trump em Washington enquanto sua campanha enfrenta desgaste pela ligação com Daniel Vorcaro.

A crise envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro ganhou uma nova camada política com a tentativa de aproximação com Donald Trump. A Reuters informou que o senador busca uma reunião em Washington, em meio ao desgaste provocado pela revelação de negociações ligadas ao financiamento de um filme sobre Jair Bolsonaro. O movimento amplia o alcance político do caso Banco Master. Além dos efeitos jurídicos e financeiros da investigação envolvendo Vorcaro, a crise agora se conecta diretamente à estratégia eleitoral de Flávio e à tentativa de recomposição de sua imagem junto ao campo conservador e a empresários.

Plenário da Câmara dos Deputados durante sessão conjunta do Congresso Nacional, com discurso do senador Flávio Bolsonaro na tribuna.
Fonte: Andressa Anholete/Agência Senado
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Vorcaro é transferido para cela comum após período preso na PF

Daniel Vorcaro foi transferido para uma cela comum após quase dois meses preso em dependências da Polícia Federal.

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi transferido para uma cela comum após quase dois meses preso em dependências da Polícia Federal. A mudança marca uma nova etapa na condição de custódia do banqueiro, que segue preso em meio aos desdobramentos da Operação Compliance Zero. A transferência altera a situação prisional de Vorcaro, mas não representa, por si só, conclusão da investigação, avanço de delação ou mudança no mérito das acusações. O caso Banco Master segue aberto em diferentes frentes, envolvendo Polícia Federal, STF, sistema financeiro, BRB, possíveis conexões políticas e apuração sobre o caminho do dinheiro.

Daniel Vorcaro
Fonte: Banco Master/Divulgação

PF apura se dinheiro de Vorcaro bancou Eduardo Bolsonaro nos EUA

Polícia Federal investiga se recursos ligados a Daniel Vorcaro foram usados para bancar despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

A investigação sobre Daniel Vorcaro e o Banco Master ganhou uma nova frente política. Segundo apuração do blog da Andréia Sadi, no G1, a Polícia Federal investiga se recursos ligados ao banqueiro foram usados para bancar despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. A linha de apuração busca esclarecer se o dinheiro pedido a Vorcaro foi realmente destinado ao filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro, ou se o projeto audiovisual foi usado como justificativa para a transferência dos valores. Investigadores tentam entender se o recurso foi aplicado no filme, se houve desvio de finalidade ou se parte do dinheiro foi usada para custear a permanência de Eduardo nos EUA.

PF apura se dinheiro de Vorcaro bancou Eduardo Bolsonaro nos EUA
Fonte: © Lula Marques/ Agência Brasil
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Artistas citados por Flávio mostram ambição internacional de filme ligado a Vorcaro

Nova matéria do Trendahora explica quem são Jim Caviezel e Cyrus Nowrasteh, nomes citados por Flávio Bolsonaro em áudio sobre pagamentos do filme financiado com pedido de apoio a Daniel Vorcaro.

O caso Banco Master ganhou uma camada adicional de contexto com a identificação dos artistas citados por Flávio Bolsonaro em áudio sobre pagamentos do filme Dark Horse, produção sobre Jair Bolsonaro. Jim Caviezel, escalado para interpretar o ex-presidente, e Cyrus Nowrasteh, diretor do longa, são nomes ligados ao cinema conservador e religioso nos Estados Unidos. A presença dos dois ajuda a explicar a dimensão internacional do projeto. O filme não era tratado apenas como uma produção política brasileira, mas como uma obra em inglês voltada também a um público estrangeiro, especialmente conservador. Esse contexto reforça por que os pagamentos e compromissos da produção aparecem como ponto sensível nos áudios atribuídos a Flávio.

Artistas citados por Flávio mostram ambição internacional de filme ligado a Vorcaro
Fonte: Ilustação editorial Trendahora

G1 reúne mensagens e áudio de Flávio pedindo dinheiro a Vorcaro

Nova publicação do G1 reuniu textos e áudio que mostram Flávio Bolsonaro pedindo dinheiro a Daniel Vorcaro para o filme sobre Jair Bolsonaro.

O caso Banco Master ganhou uma nova camada documental após o G1 reunir mensagens e áudio que mostram Flávio Bolsonaro pedindo dinheiro a Daniel Vorcaro para Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro. O material reforça a ligação direta entre o senador e o dono do Banco Master, já apontada em áudios, mensagens e documentos divulgados pelo Intercept Brasil. Entre os pontos destacados está uma troca de mensagens em que Flávio trata de um possível jantar com Jim Caviezel, ator escalado para interpretar Jair Bolsonaro no filme, e Cyrus Nowrasteh, diretor da produção. O episódio amplia o contexto político da cobertura porque mostra tratativas frequentes entre Flávio e Vorcaro em torno do financiamento do projeto.

Fonte: G1
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Áudio atribuído a Flávio Bolsonaro amplia dimensão política do caso Vorcaro

Matéria do Trendahora destaca áudio divulgado pelo Intercept que atribui a Flávio Bolsonaro uma cobrança a Daniel Vorcaro por repasses ligados ao filme sobre Jair Bolsonaro.

O caso Daniel Vorcaro/Banco Master ganhou uma nova frente política após a divulgação de um áudio atribuído a Flávio Bolsonaro. Segundo reportagem do Intercept Brasil, registros indicam que o senador negociou diretamente com Vorcaro repasses milionários para financiar Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro. A apuração afirma que Vorcaro teria se comprometido a repassar US$ 24 milhões para a produção e que ao menos US$ 10,6 milhões teriam sido pagos entre fevereiro e maio de 2025. O próprio Intercept afirma que não há evidência, nas mensagens analisadas, de que todos os pagamentos previstos tenham sido realizados.

Áudio atribuído a Flávio Bolsonaro amplia dimensão política do caso Vorcaro
Fonte: Andressa Anholete/Agência Senado
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Flávio confirma pedido a Vorcaro e nega irregularidades após divulgação de áudio

Após a divulgação de áudio atribuído a Flávio Bolsonaro, o senador confirmou que pediu apoio financeiro a Daniel Vorcaro para o filme sobre Jair Bolsonaro, mas negou irregularidades.

O caso Banco Master ganhou uma nova frente política após Flávio Bolsonaro confirmar que pediu apoio financeiro a Daniel Vorcaro para o filme Dark Horse, produção sobre Jair Bolsonaro. A confirmação veio depois da divulgação, pelo Intercept Brasil, de áudios, mensagens e documentos que apontam uma negociação envolvendo o senador e o dono do Banco Master. Flávio nega irregularidades. Em manifestação pública, afirmou que o caso envolve a busca de patrocínio privado para um filme privado sobre a história do pai, sem dinheiro público, sem oferta de vantagem ilegal e sem recebimento pessoal de valores.

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Advogado deixa defesa de Ciro Nogueira no caso Master

O advogado Kakay deixou a defesa do senador Ciro Nogueira em meio aos desdobramentos das investigações sobre o Banco Master. A saída foi atribuída a uma decisão de comum acordo, e o criminalista Conrado Gontijo assumiu o caso.

O caso Master teve novo desdobramento jurídico com a saída de Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, da defesa do senador Ciro Nogueira. Segundo o próprio advogado, a decisão ocorreu de comum acordo com o parlamentar, sem relação com atritos públicos ou com algum elemento específico do processo. A defesa passa a ser conduzida por Conrado Gontijo, criminalista ligado ao mesmo grupo jurídico que já atuava no caso. A troca ocorre em meio ao avanço das apurações da Polícia Federal sobre a relação entre o senador e o Banco Master, ponto que mantém o caso no centro da cobertura política e institucional.

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PF aponta suspeita de viagens pagas por Vorcaro a Ciro Nogueira

Segundo o Jornal Nacional, a Polícia Federal suspeita que Daniel Vorcaro pagou ao menos três viagens internacionais do senador Ciro Nogueira, do PP, dentro da investigação sobre o Banco Master.

A Polícia Federal suspeita que Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, pagou ao menos três viagens internacionais do senador Ciro Nogueira, do PP. A informação foi divulgada pelo Jornal Nacional nesta sexta-feira (8), em novo desdobramento da quinta fase da Operação Compliance Zero. A suspeita se soma a outros pontos já atribuídos pela investigação à relação entre Vorcaro e o senador. Segundo reportagens anteriores sobre o relatório enviado ao STF, a PF apontou indícios de pagamentos mensais, uso de imóvel, despesas com restaurantes, hospedagens e viagens internacionais. A defesa de Ciro Nogueira nega irregularidades e afirma que o senador está à disposição para esclarecimentos. O novo ponto reforça a dimensão política do caso Banco Master, porque amplia a atenção sobre possíveis vantagens recebidas por um parlamentar em troca de atuação de interesse do banco. Até aqui, as informações devem ser tratadas como suspeitas da Polícia Federal, ainda dependentes de apuração, contraditório e análise judicial.

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Defesa de Vorcaro entrega anexos de proposta de delação

Material apresentado à PF e à PGR será analisado antes de qualquer eventual acordo de colaboração premiada.

A defesa de Daniel Vorcaro apresentou à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República os anexos de uma proposta de delação premiada no âmbito das investigações sobre o caso Banco Master. A entrega do material abre uma nova etapa nas tratativas, mas ainda não significa que a delação tenha sido aceita ou homologada. PF e PGR devem avaliar se os anexos trazem fatos novos, elementos de prova e utilidade para os inquéritos. O caso tem impacto nacional por envolver sistema financeiro, órgãos de controle, STF, Banco Central, BRB e possíveis repercussões políticas.

Daniel Vorcaro
Fonte: Divulgação/Master

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O que está acontecendo agora

O caso entrou em uma nova fase nesta quinta-feira (3). Edson Fachin determinou que Alexandre de Moraes, André Mendonça, Paulo Gonet e Andrei Rodrigues prestem esclarecimentos sobre os novos episódios envolvendo o Master. Ao mesmo tempo, a PGR fechou acordo de colaboração com Antônio Freixo, empresário ligado a movimentações financeiras de Vorcaro e aos repasses para Dark Horse. Também vieram a público áudios envolvendo Nikolas Ferreira e uma proposta de delação rejeitada na qual Vorcaro acusa doações eleitorais a Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas de integrarem um suposto acordo articulado por Gilberto Kassab. As situações são diferentes: algumas informações estão documentadas, outras são alegações de Vorcaro ainda não comprovadas e há casos em que os citados negam irregularidades.

Por que isso importa

O Master deixou de ser apenas um caso bancário. As investigações agora alcançam relações de Vorcaro com integrantes do Judiciário, autoridades responsáveis pela própria apuração e políticos de diferentes campos. Além disso, novas colaborações podem esclarecer como funcionava a movimentação do dinheiro e quais eram os vínculos efetivos do banqueiro com essas pessoas. A divulgação ocorre em plena campanha presidencial, fazendo com que cada nova revelação também tenha repercussão eleitoral.

Impacto para o Brasil

O caso pode produzir consequências em três frentes principais: institucional, com questionamentos sobre STF, PGR e Polícia Federal; política, por atingir personagens diretamente envolvidos na eleição de 2026; e financeira, pela investigação das estruturas utilizadas pelo Banco Master e empresas relacionadas.

Fontes e metodologia

O Trendahora acompanha documentos oficiais, decisões judiciais, manifestações de STF, PGR, Polícia Federal, Banco Central e demais órgãos envolvidos, além de declarações públicas dos citados e reportagens de veículos que tiveram acesso aos autos, mensagens e propostas de colaboração. Na cobertura, o Radar diferencia fatos documentados, acusações ainda sem comprovação, versões dos envolvidos e relações comerciais que não representam, por si só, irregularidade. Informações são atualizadas conforme surgem novos documentos, respostas ou decisões oficiais.

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