O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que pausou um ataque planejado contra o Irã para dar espaço às negociações em torno de uma nova proposta iraniana transmitida a Washington por meio do Paquistão.
A informação foi divulgada pela Reuters nesta segunda-feira, 18 de maio, em meio ao impasse sobre a guerra no Oriente Médio, o controle do Estreito de Ormuz e as condições para uma eventual redução das hostilidades.
Segundo a agência, a proposta revisada apresentada pelo Irã tem como foco inicial o fim da guerra, a reabertura do Estreito de Ormuz e o alívio de sanções marítimas. Questões mais sensíveis, como o programa nuclear iraniano, ficariam para rodadas posteriores de negociação.
Trump afirmou que os militares americanos seguem preparados para uma ofensiva de grande escala caso não haja um acordo considerado aceitável por Washington. A declaração mantém a pressão sobre Teerã mesmo após a pausa temporária na ação militar.
A mediação paquistanesa recoloca Islamabad no centro das tentativas de reduzir a escalada entre Estados Unidos e Irã. O Irã confirmou que suas posições foram transmitidas ao lado americano pelo Paquistão, mas ainda não há indicação de que um acordo esteja fechado.
A proposta iraniana também ocorre em um momento de forte atenção sobre o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo e gás natural liquefeito. Qualquer mudança na segurança da região pode afetar preços internacionais de energia e pressionar mercados em diferentes países.
Para o Brasil, o impacto direto ainda não está claro. Mas uma nova escalada envolvendo Ormuz poderia ter efeitos indiretos sobre petróleo, dólar, combustíveis e inflação, especialmente se houver interrupção prolongada no fluxo de energia pelo Golfo Pérsico.
O ponto central da negociação, neste momento, é que a diplomacia avança sob ameaça militar. A proposta abre uma janela para conversas, mas não elimina o risco de nova ofensiva caso os Estados Unidos considerem que Teerã está usando as tratativas apenas para ganhar tempo.
A Reuters informou que possíveis concessões americanas ainda não foram confirmadas por autoridades dos EUA. Por isso, o cenário segue indefinido: há mediação em curso, mas não há acordo formal anunciado.



