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Tensão entre Brasil e EUA no governo Trump

Acompanhe tarifas, restrições de vistos, pressões sobre o Pix e plataformas digitais, negociações diplomáticas e respostas do Brasil aos Estados Unidos.

Última atualização: 06 de ago. de 2026, 14:07

Montagem editorial representa Lula e Trump diante de um navio de contêineres, em referência à disputa tarifária entre Brasil e Estados Unidos.
Fonte: Ilustração editorial Trendahora

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Lula diz que procurará Trump, mas ligação ainda não tem data

Lula acrescentou Donald Trump ao esforço diplomático que já envolveu conversas com Xi Jinping e Vladimir Putin. O presidente brasileiro defende que as principais potências se reúnam para buscar saídas negociadas para os conflitos internacionais. O contato ocorre em meio à escalada entre Brasil e Estados Unidos, mas Lula não confirmou que tarifas, vistos ou outros pontos da crise bilateral estarão na pauta. Até agora, não há data ou preparação formal para o telefonema.

Lula chama revogação de visto de “irresponsável”

Lula classificou como “irresponsável” a revogação do visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Viotti. Foi a primeira manifestação pública direta do presidente após a medida anunciada pelo governo de Donald Trump. Os Estados Unidos afirmam que o visto poderá ser restabelecido caso o Brasil conceda o agrément a Daniel Perez, indicado para comandar a embaixada americana em Brasília. O governo brasileiro contesta as justificativas e acusa Washington de promover uma escalada politicamente motivada.

Lula durante entrevista aos canais Meteoro Brasil e Os Três Elementos, no Palácio da Alvorada, 5 de agosto de 2026.
Fonte: Reprodução/YouTube/Meteoro Brasil

Brasil acusa EUA de escalada de medidas hostis

A Presidência afirmou que a revogação do visto da embaixadora brasileira faz parte de uma “escalada deliberada de medidas hostis” dos Estados Unidos contra o Brasil. O governo disse que o pedido de agrément para Daniel Perez continua em análise, que não existe prazo obrigatório para a resposta e que os funcionários americanos impedidos de entrar no país pretendiam colocar em dúvida a integridade do sistema eleitoral brasileiro.

Importante

EUA revogam visto da embaixadora brasileira

Os Estados Unidos revogaram o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti, em resposta à demora do governo brasileiro em conceder o agrément a Daniel Perez, indicado por Donald Trump para comandar a Embaixada dos EUA em Brasília. O Departamento de Estado também citou a negativa brasileira de vistos a funcionários americanos. Washington afirmou que a medida não equivale à expulsão de Viotti e que o visto poderá ser restaurado caso o impasse diplomático seja resolvido.

Maria Luiza Ribeiro Viotti durante sabatina na Comissão de Relações Exteriores do Senado, em Brasília, em 11 de maio de 2023.
Fonte: Jefferson Rudy/Agência Senado
Importante

Brasil formaliza nova disputa na OMC contra duas tarifas dos EUA

O Brasil formalizou na Organização Mundial do Comércio uma nova disputa contra as tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos. O processo DS646 reúne a cobrança de 25% relacionada à investigação específica contra políticas brasileiras e a tarifa de 12,5% ligada à investigação sobre importações produzidas com trabalho forçado. O documento afirma que as medidas discriminam produtos brasileiros, ultrapassam os limites tarifários assumidos pelos Estados Unidos e foram adotadas por meio de determinações unilaterais. A abertura da disputa não suspende as cobranças; após 60 dias de consultas sem acordo, o Brasil poderá pedir a criação de um painel.

Monumento da OMC em Genebra aparece ao centro de uma composição gráfica com contêineres e guindastes, em referência à nova disputa comercial aberta pelo Brasil contra tarifas dos Estados Unidos.
Fonte: Ilustração editorial Trendahora.

Grupo mira dezembro para retomada do acordo Mercosul-Coreia

O grupo coordenado por Geraldo Alckmin ganhou um primeiro horizonte político. Segundo a Presidência sul-coreana, a equipe trabalhará para viabilizar na cúpula do Mercosul de dezembro o anúncio da retomada formal das negociações com a Coreia do Sul. O movimento ocorre enquanto as novas tarifas americanas aumentam a pressão para que o Brasil diversifique destinos comerciais. O acordo não foi apresentado como retaliação aos Estados Unidos, mas ganhou maior relevância dentro da estratégia brasileira de abertura de mercados.

Posse de Keiko amplia entorno conservador na tensão entre Brasil e EUA

A posse de Keiko Fujimori como presidente do Peru ampliou o grupo de governos sul-americanos mais próximos da direita e alterou o entorno político da disputa entre Brasil e Estados Unidos. Keiko assumiu após uma vitória apertada sobre a esquerda e foi recebida por lideranças conservadoras da região, enquanto o governo Trump enviou representação oficial à cerimônia. A mudança no Peru ocorre em um momento em que Washington amplia sua aproximação com governos alinhados em temas como segurança, economia e combate ao crime organizado. Para o Brasil, a posse acrescenta um novo elemento ao cenário de tensão com os Estados Unidos. Lula passa a enfrentar um ambiente regional mais favorável a Trump, enquanto Flávio Bolsonaro busca apresentar sua proximidade com o presidente americano e com Javier Milei como parte de uma articulação internacional da direita. A eleição brasileira será o principal teste desse movimento. O resultado indicará se a reorganização conservadora observada no Peru e em outros países também alcançará o maior país da América do Sul ou se Lula continuará como o principal contraponto regional ao governo Trump.

Keiko Fujimori discursa como presidente do Peru durante mensagem à nação, em 28 de julho de 2026.
Fonte: Presidência do Peru/Gob.pe

Lula usa SUS para criticar Trump após saída dos EUA da OMS

Durante visita ao Hospital Federal do Andaraí, no Rio de Janeiro, Lula pediu que Tedros Adhanom mostre a Donald Trump como o Brasil oferece atendimento universal por meio do SUS. A declaração amplia o confronto político entre os dois presidentes para a área da saúde global. Trump determinou a retirada dos Estados Unidos da OMS e a interrupção de novos repasses americanos à organização.

O presidente Lula e profissionais do Samu observam equipamentos de atendimento móvel durante visita ao Hospital Federal do Andaraí, no Rio de Janeiro, 28 de julho de 2026.
Fonte: Reprodução

Tarifa contra o Brasil faz parte de pacote aplicado a 60 parceiros

A nova tarifa contra o Brasil não foi anunciada de forma isolada. Os Estados Unidos colocaram em vigor cobranças de 10% ou 12,5% contra importações de 60 parceiros comerciais, entre eles China, União Europeia, Canadá, México, Índia, Japão e Reino Unido. Segundo o governo americano, as economias atingidas não proíbem ou não fiscalizam adequadamente a entrada de produtos fabricados com trabalho forçado em seus próprios mercados. A medida mostra que a pressão sobre o Brasil integra uma nova etapa global da estratégia tarifária de Donald Trump, embora o país também enfrente uma cobrança separada de 25%.

Importante

Brasil anuncia reciprocidade e OMC contra tarifa de 12,5%

O governo brasileiro rechaçou a tarifa de 12,5% aplicada pelos Estados Unidos após uma investigação sobre importações produzidas com trabalho forçado. A resposta transforma a nova cobrança em outra frente concreta da tensão entre os dois países, com medidas anunciadas no âmbito da Lei da Reciprocidade e da OMC.

Montagem editorial reúne o Palácio do Itamaraty, navio de contêineres e guindastes portuários para representar a resposta comercial do Brasil às tarifas dos Estados Unidos.
Fonte: Ilustração editorial Trendahora
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da RepúblicaLer matéria relacionada

Brasil vira teste da nova estratégia tarifária de Trump

A tarifa contra produtos brasileiros põe em prática a estratégia anunciada pelo governo Trump após a Suprema Corte limitar o uso da IEEPA para criar tarifas amplas. O USTR havia informado que recorreria a investigações da Seção 301 e manteria o processo já aberto contra o Brasil. A ação final brasileira mostra como Washington pretende sustentar novas cobranças por meio de investigações, audiências e decisões específicas.

Importante

Tarifa de 25% entra em vigor

Cobrança americana passou a valer às 1h01 desta quarta-feira, sem acordo de última hora ou contramedida brasileira publicada.

Importante

Tarifa entra em vigor e amplia tensão entre Brasil e EUA

A tarifa adicional de 25% dos Estados Unidos sobre determinados produtos brasileiros começa a ser aplicada em 22 de julho. A medida foi adotada após uma investigação que também questionou o Pix, decisões de tribunais brasileiros, plataformas digitais, propriedade intelectual, etanol e políticas ambientais. O governo brasileiro rejeitou as acusações e anunciou que prepara uma resposta com base na Lei da Reciprocidade. Até o momento, ainda não foram divulgados produtos, empresas ou serviços americanos que poderão ser atingidos.

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O que está acontecendo agora

A relação entre Brasil e Estados Unidos entrou em uma nova etapa de tensão com a aplicação, a partir de 22 de julho, de uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros. A medida foi baseada em uma investigação americana que não se restringiu a tarifas. O USTR também questionou o Pix, a atuação de tribunais brasileiros contra plataformas digitais, regras de propriedade intelectual, políticas ambientais, etanol e combate à corrupção. O governo brasileiro rejeita os argumentos e prepara possíveis contramedidas com base na Lei da Reciprocidade. Washington também prepara uma nova ação comercial relacionada a produtos associados a trabalho forçado. Uma tarifa adicional de 12,5% foi proposta para países enquadrados na investigação, mas ainda não há ato final confirmando sua aplicação ao Brasil.

Por que isso importa

A disputa deixou de envolver apenas exportações. As medidas americanas atingem temas de soberania regulatória, funcionamento do Pix, atuação de tribunais, plataformas digitais, política ambiental, propriedade intelectual e relações diplomáticas. A escalada pode influenciar investimentos, empregos, cadeias produtivas, empresas de tecnologia, emissão de vistos, cooperação entre os governos e o debate político brasileiro.

Impacto para o Brasil

O impacto para o Brasil é direto e ocorre em várias frentes. No comércio, empresas brasileiras enfrentam tarifas adicionais, perda de competitividade e necessidade de buscar novos mercados. Na área tecnológica, a investigação americana pressiona políticas relacionadas ao Pix e à regulação de plataformas digitais. Na diplomacia, restrições de vistos e medidas recíprocas já produziram atritos entre autoridades dos dois países. No campo institucional, o governo americano passou a questionar publicamente decisões judiciais e políticas internas brasileiras.

Fontes e metodologia

O Trendahora acompanha atos e comunicados da Casa Branca, Departamento de Estado, USTR, Departamento do Tesouro, Presidência da República, Itamaraty, MDIC, Camex e OMC, além de documentos oficiais, declarações públicas, dados econômicos e avaliações qualificadas. Esta página é atualizada apenas quando há informação nova relevante.

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