Eleições 2026 no Brasil
Acompanhe os principais movimentos das Eleições 2026 no Brasil, com foco na disputa presidencial, alianças estaduais, Congresso, Justiça Eleitoral e impactos políticos.
Última atualização: 14 de out. de 2026, 13:36

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Senado vota fim da escala 6x1 nesta quarta
O Senado colocou a PEC do fim da escala 6x1 como primeiro item da sessão desta quarta-feira. O texto reduz gradualmente a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, garante dois dias de descanso e mantém os salários. Além da votação em primeiro turno, líderes apresentaram um calendário especial que pode eliminar o intervalo regimental e permitir também o segundo turno nesta quarta. A PEC precisa de pelo menos 49 votos favoráveis em cada votação. A discussão ganhou peso eleitoral porque Lula incorporou o fim da 6x1 à campanha e Flávio Bolsonaro, que anteriormente criticava a proposta, passou a declarar apoio à mudança.

Flávio volta atrás e confirma debate com Lula
Flávio Bolsonaro voltou atrás e confirmou participação no debate da Band com Lula, marcado para domingo (18), às 20h. Na terça-feira, o candidato havia afirmado que não iria ao encontro. Nesta quarta, disse que a negativa fazia parte de uma estratégia. Com os dois candidatos confirmados, o programa será o primeiro debate frente a frente entre Lula e Flávio nesta campanha.
BTG/Nexus registra Flávio com 52% e Lula com 48% dos votos válidos
A primeira rodada do BTG/Nexus dedicada ao segundo turno colocou Flávio Bolsonaro com 48% das intenções de voto e Lula com 45%. Considerados apenas os votos válidos, o resultado é de 52% para Flávio e 48% para Lula. A margem de erro é de dois pontos percentuais. O levantamento também aponta um eleitorado bastante consolidado: 92% disseram já ter decidido o voto e não pretender mudá-lo, enquanto 7% admitem mudança até 25 de outubro. Foram entrevistadas 2.002 pessoas entre 10 e 12 de outubro. O registro no TSE é BR-07997/2026.
PoderData mostra diferença entre Flávio e Lula cair de 6 para 2 pontos
A pesquisa PoderData/AYA divulgada nesta terça-feira registrou Flávio Bolsonaro com 51% dos votos válidos e Lula com 49%. Os dois estão tecnicamente empatados considerando a margem de erro de 1,8 ponto percentual. Na rodada anterior, divulgada em 8 de outubro, Flávio aparecia com 53% e Lula com 47%. A diferença numérica caiu, portanto, de seis para dois pontos em cinco dias. Nos votos totais, Flávio tem 48% e Lula 46%; brancos e nulos somam 5% e 2% não souberam responder. O levantamento ouviu 3.000 pessoas entre 10 e 12 de outubro e está registrado no TSE sob o número BR-01209/2026.
Flávio muda posição e diz que votará pelo fim da escala 6x1
Flávio Bolsonaro declarou nesta terça-feira que votará a favor do fim da escala 6x1 no Senado. A posição representa uma mudança em relação às críticas feitas anteriormente pelo candidato, que havia acusado Lula de usar o tema de forma oportunista na eleição. A virada ocorre dois dias depois de o TSE suspender anúncios da campanha de Lula que apresentavam Flávio como contrário ao fim da escala. O tema passou ao centro da disputa eleitoral porque Lula tenta associá-lo diretamente às condições de trabalho, enquanto Flávio busca neutralizar essa vantagem política antes da votação no Senado.
MDB se divide: 17 diretórios apoiam Flávio e 10 ficam com Lula
O presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, anunciou apoio de 17 dos 27 diretórios da legenda a Flávio Bolsonaro. A articulação pró-Flávio teve participação de Ricardo Nunes e Tarcísio de Freitas e concentra principalmente diretórios do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Ao mesmo tempo, dez diretórios, sobretudo do Norte e Nordeste, declararam apoio a Lula. O movimento transforma a neutralidade adotada pelo MDB no primeiro turno em uma divisão explícita no segundo e mostra como a disputa presidencial está reorganizando alianças regionais dentro de um dos maiores partidos do país.
Flávio diz que não irá ao debate da Band
Flávio Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (13) que não irá ao debate presidencial da Band. A declaração muda o cenário anunciado pela própria emissora na segunda-feira, quando informou que os dois candidatos estavam confirmados. A ausência de Flávio não obriga o cancelamento: a legislação eleitoral permite a realização do debate mesmo sem um dos candidatos devidamente convidados. Lula mantém a disposição de participar dos debates do segundo turno.
Ipespe aponta Flávio com 52,7% e Lula com 47,3% dos votos válidos
O Ipespe/Abrapel registrou Flávio Bolsonaro com 49% das intenções de voto e Lula com 44%. Brancos e nulos somaram 5%, enquanto 3% não souberam ou não responderam. No cálculo apresentado pelo instituto para votos válidos, Flávio aparece com 52,7% e Lula com 47,3%. Foram entrevistados 1.500 eleitores entre 6 e 8 de outubro. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-00933/2026.
Ratinho Junior declara apoio a Flávio no segundo turno
Ratinho Junior declarou apoio a Flávio Bolsonaro depois de conversar com o candidato e com Tarcísio de Freitas. O movimento amplia a rede de alianças construída pelo candidato do PL após o primeiro turno. O gesto também mostra a divisão interna do PSD. O partido optou por não adotar uma posição nacional única, mas Ratinho se junta a Ronaldo Caiado no apoio a Flávio. A adesão ganha peso pela influência política do governador no Paraná e pela participação de Tarcísio na articulação.
TSE cobra Meta após campanha de Lula denunciar restrições nas redes
O ministro Marco Aurélio Bellizze deu 48 horas para a Meta apresentar informações técnicas sobre o tratamento dado aos conteúdos da campanha de Lula no Instagram e no Facebook. A coligação petista afirma ter sofrido “seletividade algorítmica” e restrições ao impulsionamento durante o segundo turno. O TSE também pediu registros de moderação e informações sobre uma rede de 255 perfis apontados pela campanha como inautênticos. A Meta negou favorecimento eleitoral, afirmou que parte dos problemas relatados foi técnica e disse estar comprometida com tratamento isonômico das candidaturas.
TSE suspende propaganda de Lula que associa Flávio ao caso Master
Kassio Nunes Marques suspendeu uma propaganda da campanha de Lula que apresentava Flávio Bolsonaro e seu vice, Alfredo Gaspar, como a “dupla dos escândalos”. A peça citava a investigação relacionada ao Banco Master no caso de Flávio e uma acusação contra Gaspar. Na decisão, Nunes Marques afirmou que a propaganda apresentou imputações criminais sem fundamentação mínima suficiente e omitiu contexto relevante, especialmente o arquivamento pelo STF do pedido de investigação envolvendo Gaspar. A decisão não encerra os casos citados nem julga o mérito das investigações relacionadas ao Banco Master; ela restringe a forma como as acusações foram apresentadas na propaganda eleitoral.
Lula ocupa Paulista enquanto Flávio reúne prefeitos com Tarcísio e Nunes
Lula participou neste domingo da Marcha pela Democracia na Avenida Paulista, acompanhado por Geraldo Alckmin e aliados, em uma mobilização com forte presença de jovens e movimentos sociais. O ato integra a tentativa da campanha de ampliar a mobilização para o segundo turno e reduzir a abstenção. No mesmo dia, Flávio Bolsonaro se reuniu em São Paulo com Tarcísio de Freitas, Ricardo Nunes e prefeitos da região metropolitana. O encontro buscou ampliar a articulação municipal do candidato no estado. Flávio também voltou a afirmar que manterá programas sociais caso seja eleito.
TSE manda suspender canal “Exército do Lula” no WhatsApp
O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, determinou que a Meta suspenda o canal “Exército do Lula” no WhatsApp em até três horas. A medida atende a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro e deve valer até a homologação do resultado do segundo turno. A decisão afirma que o canal vinha sendo usado para replicar em massa conteúdos que a Justiça Eleitoral já havia considerado inverídicos e também determina a preservação de dados e registros. O episódio atinge diretamente uma das estruturas digitais de mobilização que mais cresceram na campanha de Lula nesta etapa da eleição.
DataTrends mostra Flávio com 53,1% e Lula com 46,9% dos votos válidos
Pesquisa DataTrends divulgada neste domingo coloca Flávio Bolsonaro com 50% das intenções de voto e Lula com 44%. Brancos e nulos somam 5%, e 1% não soube ou não respondeu. Considerando apenas os votos válidos, o resultado é de 53,1% para Flávio e 46,9% para Lula. O levantamento ouviu 2.000 eleitores entre 7 e 9 de outubro, tem margem de erro de 2,19 pontos percentuais e registro BR-03576/2026 no TSE. O resultado reforça o cenário de vantagem de Flávio registrado por parte das pesquisas divulgadas após o primeiro turno, embora cada instituto use metodologia própria.
TSE manda Flávio retirar três publicações do X
O Tribunal Superior Eleitoral determinou por unanimidade a retirada de três publicações feitas por Flávio Bolsonaro no X. Os conteúdos haviam sido questionados pela Federação Brasil da Esperança, liderada pelo PT, em representação sobre propaganda eleitoral negativa contra Lula. Uma das publicações utilizou inteligência artificial para simular Lula em uma situação inexistente. As outras duas associavam o petista a organizações criminosas como PCC e Comando Vermelho. As postagens haviam sido publicadas em 30 e 31 de maio. A decisão ganha peso no segundo turno porque coloca novamente o uso de inteligência artificial e os limites da campanha digital no centro da disputa entre Lula e Flávio.
Propaganda do 2º turno começa no rádio e na TV
A propaganda eleitoral gratuita do segundo turno começou nesta sexta-feira (9) e será exibida no rádio e na televisão até 23 de outubro, dois dias antes da votação. Lula e Flávio Bolsonaro passam a ter exatamente o mesmo espaço: cinco minutos para cada candidatura em cada bloco de propaganda em rede e 12 minutos e 30 segundos diários para cada um nas inserções. A ordem começa pela candidatura mais votada no primeiro turno e passa a alternar entre os programas. A retomada também marca uma nova fase da disputa eleitoral. Nos primeiros programas, Flávio colocou a ideia de “mudança” no centro de sua campanha, enquanto Lula tenta associar uma eventual troca de governo a retrocessos e defender a continuidade de políticas de sua gestão.
Cury declara apoio a Flávio no segundo turno
Augusto Cury declarou apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno depois de apresentar uma lista de compromissos ao candidato do PL. Cury, que recebeu 2,89% dos votos no primeiro turno, afirmou que o apoio não representa um “cheque em branco” e que manterá independência para concordar ou discordar de um eventual governo. Entre os pontos apresentados estão medidas relacionadas a educação, telemedicina, microempresas, agricultura, proteção às mulheres e pacificação política. Flávio afirmou que pretende incorporar propostas de Cury ao programa. O movimento amplia a disputa pelos eleitores dos candidatos eliminados no primeiro turno.
Flávio começa o 2º turno à frente nas primeiras pesquisas
O segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Lula começou com vantagem numérica do candidato do PL nas primeiras pesquisas divulgadas após a votação de 4 de outubro. O PoderData/Aya apontou 53% a 47% para Flávio entre os votos válidos. O Datafolha registrou 52% a 48%, cenário classificado pelo instituto como empate técnico pela margem de erro. Nesta sexta-feira (9), a AtlasIntel mostrou 52,8% a 47,2% nos votos válidos. O levantamento da Atlas teve coleta entre 3 e 8 de outubro, atravessando o primeiro turno.
Polícia apura homem armado em ato pró-Lula na UFS
Um ato em apoio à reeleição de Lula, em frente à Universidade Federal de Sergipe, terminou em correria na noite de quinta-feira (8). Testemunhas relataram que um homem estava armado e teria disparado para o alto. Até 0h30 desta sexta-feira (9), a Polícia Civil ainda apurava o episódio. Não havia confirmação oficial do disparo, registro de feridos ou identificação pública do homem.
Vorcaro tentou chegar novamente a Lula; registros indicam tentativas sem sucesso por novo encontro
Novas mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro mostram o banqueiro pressionando interlocutores, entre eles Walfrido Warde e Guido Mantega, para tentar reabrir acesso a Lula enquanto o Banco Master enfrentava crescente resistência do Banco Central. Até agora, porém, os registros públicos disponíveis não indicam que as tentativas tenham conseguido produzir uma nova reunião. Não há registro conhecido de visita de Vorcaro ao Planalto em 2025, e a Presidência afirma que o encontro de dezembro de 2024 foi o único entre Lula e o banqueiro. O fato acrescenta uma nova peça ao mapa de influência do caso Master: documenta a tentativa de Vorcaro de levar sua versão diretamente ao topo do governo, mas não demonstra que tenha conseguido repetir o acesso obtido no ano anterior.
TSE anula votos de Garotinho e Ruas deve vencer no 1º turno
O TSE decidiu que os 274.411 votos recebidos por Anthony Garotinho não podem integrar o total de votos válidos da eleição para o governo do Rio de Janeiro. A decisão não transfere votos para Douglas Ruas: ela reduz a base usada no cálculo dos percentuais. Com isso, Ruas mantém seus 4,27 milhões de votos, mas deve passar de 49,27% para 50,88%. O TRE-RJ fará agora a retotalização e deverá proclamar o novo resultado. O tribunal também rejeitou a tentativa de Garotinho de desistir do recurso depois de conhecer o resultado das urnas e decidiu a questão pelo mérito.

Renan revê relação com a direita após derrota
Renan Santos começou a rever publicamente a estratégia que orientou sua campanha presidencial. Antes da eleição, ele tentava se apresentar como alternativa ao bolsonarismo dentro da direita; após a derrota, afirmou que já não se identifica com a direita nem com o antipetismo e reconheceu que “não existe direita sem Bolsonaro”. No dia 6, a revisão ficou ainda mais explícita. Renan classificou a direita como “entretenimento em rede social” e disse que, diante do resultado eleitoral, disputar espaço nesse campo passou a parecer “perda de tempo”. Apesar da mudança de diagnóstico, ele mantém oposição tanto a Flávio Bolsonaro quanto a Lula no segundo turno.

Lula muda estratégia para o segundo turno
A mudança começou a aparecer na prática nesta quarta-feira (7), quando Lula publicou seu primeiro vídeo em formato selfie da campanha e usou a gravação para desafiar Flávio Bolsonaro sobre o fim da escala 6x1. A correção de rota vai além das redes sociais. Lula afirmou que pretende fazer mais rádio, participar de debates e ampliar a presença nas ruas. A campanha também busca mensagens mais simples e ligadas à vida cotidiana, depois de Flávio concentrar uma forte ofensiva de impulsionamento digital na reta final do primeiro turno.

Trump entra no 2º turno elogiando Flávio
Donald Trump voltou a demonstrar preferência por Flávio Bolsonaro depois de o candidato terminar o primeiro turno à frente de Lula. O presidente americano classificou o resultado como uma “grande vitória” e afirmou esperar uma disputa apertada no segundo turno. A manifestação se soma a meses de aproximação entre Flávio e o governo americano, com encontros na Casa Branca e convergências em temas como segurança, tarifas, política externa e minerais críticos. Para os Estados Unidos, uma eventual vitória de Flávio também pode significar um Brasil mais próximo de Washington em meio à disputa estratégica com a China. O movimento ganha peso adicional porque autoridades brasileiras investigam possíveis formas de interferência externa na eleição, enquanto o TSE afirma não haver indícios de interferência no processo de votação.

Temer declara apoio a Flávio Bolsonaro no 2º turno
Michel Temer entrou na disputa do segundo turno ao declarar apoio a Flávio Bolsonaro. Em vídeo, o ex-presidente afirmou que as urnas mostraram uma busca por “novas ideias, novas atitudes e novos projetos” e disse que a “reconexão” desejada pelo eleitor seria representada por Flávio. O gesto amplia a lista de apoios políticos buscados pelas duas campanhas após o primeiro turno e coloca Temer, ex-presidente pelo MDB, no campo de Flávio nesta etapa da eleição.
Caso Master atravessa eleição e chega à nova Câmara
O resultado das eleições também mantém o caso Banco Master dentro da próxima composição da Câmara dos Deputados. Levantamento do Trendahora identificou dez deputados eleitos ou reeleitos cujos nomes aparecem em investigações, mensagens, negócios, viagens, eventos ou outras relações documentadas envolvendo Daniel Vorcaro e o banco. Os parlamentares estão distribuídos entre PL, Republicanos, União Brasil, PP, MDB e Podemos. Entre os casos estão relações registradas em mensagens apreendidas pela Polícia Federal, viagens em aeronaves ligadas a Vorcaro, atuação legislativa em temas que afetavam o Master e investigações relacionadas ao financiamento do filme Dark Horse. O resultado mostra como um dos principais escândalos políticos e financeiros de 2026 continuará tendo personagens dentro do Congresso a partir de 2027.

PL sai das urnas com maior bancada da Câmara e do Senado
O resultado das urnas também alterou o equilíbrio de forças no Congresso. O PL elegeu 19 senadores e deverá começar 2027 com 28 das 81 cadeiras do Senado, tornando-se a maior bancada da Casa. O PT deverá ter nove senadores e o MDB, oito. Segundo a Câmara, será a maior bancada partidária no início de uma legislatura no Senado desde a Constituição de 1988. Na Câmara dos Deputados, o PL também ficou em primeiro lugar, com 121 das 513 cadeiras projetadas para a próxima legislatura. A nova composição importa para a eleição presidencial porque, independentemente de quem vencer o segundo turno, o próximo governo terá de negociar com um Congresso em que o partido de Flávio Bolsonaro saiu significativamente fortalecido.
Cury e Renan não apoiam candidatos; PSD libera diretórios no segundo turno
A disputa pelos eleitores dos candidatos eliminados começou após a definição do segundo turno. Augusto Cury afirmou que não declarará apoio a Lula nem a Flávio Bolsonaro e disse que ninguém está autorizado a anunciar apoio em seu nome. Renan Santos também descartou apoiar qualquer um dos dois candidatos. O PSD, partido de Ronaldo Caiado, decidiu liberar seus diretórios estaduais para escolherem seus próprios posicionamentos. Romeu Zema, por sua vez, reafirmou sua oposição ao PT; durante a campanha, ele já havia declarado que apoiaria Flávio Bolsonaro em um eventual confronto direto com Lula. A movimentação passa a ser relevante porque o segundo turno começa com apenas 1,87 ponto percentual separando os dois primeiros colocados.
Flávio termina primeiro turno à frente de Lula; decisão fica para 25 de outubro
O primeiro turno encerrou a fase de múltiplas candidaturas e colocou Flávio Bolsonaro e Lula frente a frente pela Presidência. Segundo o TSE, com 99,99% das urnas apuradas, Flávio recebeu 56.104.268 votos, ou 47,03% dos válidos, enquanto Lula obteve 53.876.617 votos, equivalentes a 45,16%. A diferença foi de cerca de 2,23 milhões de votos. A partir de agora, o eixo da disputa muda: apoios dos candidatos eliminados, transferência de votos, alianças regionais e a composição política saída das urnas passam a pesar diretamente na campanha para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Real Time mantém diferença de quatro pontos entre Lula e Flávio
A três dias do primeiro turno, a nova rodada nacional do Real Time Big Data registra Lula com 43% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro com 39%. A diferença de quatro pontos está no limite da margem de erro de dois pontos percentuais. Na pesquisa anterior do mesmo instituto, Lula tinha 41% e Flávio 37%. Os dois avançaram numericamente dois pontos, mantendo a mesma distância. Em um eventual segundo turno, Flávio aparece com 46% e Lula com 45%, também dentro da margem de erro.

Pedido tenta reabrir caso das rachadinhas de Flávio
O deputado Rui Falcão (PT-SP), com participação do Grupo Prerrogativas, pediu ao Ministério Público do Rio de Janeiro a retomada da investigação das rachadinhas atribuídas ao antigo gabinete de Flávio Bolsonaro. A representação aponta como possível fato novo o registro de acesso do então deputado a um cofre bancário em 26 de novembro de 2012, um dia antes da formalização da compra de dois imóveis em Copacabana investigados por pagamentos em dinheiro vivo. Flávio nega irregularidades nessas operações. No mesmo dia, Alexandre Santini, ex-sócio de Flávio na empresa que operava uma franquia da Kopenhagen e personagem da investigação antiga, voltou ao noticiário com mensagens e documentos acumulados durante anos. As duas frentes são independentes: o arquivo de Santini não é a base do pedido apresentado ao MP-RJ. Até agora, o pedido não significa que uma nova investigação criminal contra Flávio tenha sido formalmente aberta.

TSE manda ação de Flávio contra Lula e Alckmin seguir em tramitação
O TSE recebeu para processamento uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral apresentada por Flávio Bolsonaro contra Lula e Geraldo Alckmin. O pedido cita suposto uso de estruturas e canais oficiais do governo em benefício eleitoral. O corregedor Ricardo Villas Bôas Cueva determinou que Flávio detalhe em 72 horas parte dos pedidos feitos na ação e concedeu cinco dias para Lula e Alckmin apresentarem defesa, documentos e testemunhas. O recebimento da ação permite o prosseguimento da investigação e não representa conclusão de que houve abuso de poder. O processo é a Aije 0602230-49.2026.6.00.0000.
Globo prepara último debate presidencial antes do primeiro turno
A TV Globo realizará em 1º de outubro o último debate presidencial previsto antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. O programa será transmitido também pela GloboNews e pelo g1. A emissora convidou candidatos que atendem aos critérios legais de representação partidária. A composição efetiva do debate depende das presenças confirmadas e de eventuais substituições previstas pela organização.
Fux suspende decisão de Dino e caso de Nossa Senhora vai ao plenário
Luiz Fux suspendeu os efeitos da decisão de Flávio Dino que havia derrubado uma determinação do TSE. Com isso, voltaram provisoriamente a valer as ordens eleitorais contra publicações que apresentam como verdadeira a alegação de que Flávio Bolsonaro ou sua família pretendem retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. Fux deu às plataformas 24 horas para voltar a cumprir as determinações e encaminhou a questão para análise colegiada. O episódio já passou por decisões de André Mendonça no TSE, Flávio Dino e Luiz Fux no STF e abriu também uma discussão institucional sobre os limites de atuação entre as duas Cortes às vésperas da votação.
Lula leva campanha ao Nordeste na reta final
Lula participou nesta terça-feira de ato eleitoral em Fortaleza e tem agenda também em Salvador durante a reta final da campanha. No Ceará, pediu votos entre mulheres e idosos, voltou ao tema de Nossa Senhora Aparecida e defendeu a proibição das casas de apostas. A movimentação ocorre enquanto as campanhas intensificam a busca por mobilização regional nos últimos dias antes da votação de 4 de outubro.
Vox mostra rejeição acima de 50% para Lula e Flávio
A pesquisa Vox Brasil mostra rejeição elevada aos dois candidatos que concentram a disputa presidencial. Flávio Bolsonaro registra 53,1% e Lula, 51,5%; a diferença entre os dois está dentro da margem de erro de 2,15 pontos percentuais. O dado ajuda a explicar uma característica da reta final: além da disputa por novos votos, as campanhas enfrentam limites relevantes de rejeição entre parcelas do eleitorado. A pesquisa ouviu 2.100 eleitores entre 26 e 28 de setembro e está registrada no TSE sob o protocolo BR-00895/2026.
Três pesquisas divulgadas no mesmo dia mantêm Lula e Flávio próximos
As três pesquisas mostram números diferentes para o primeiro turno, mas têm um ponto em comum no confronto direto: Lula e Flávio Bolsonaro aparecem dentro das respectivas margens de erro nas simulações de segundo turno. Na AtlasIntel/Bloomberg, Lula registra 45,3% e Flávio 42,2% no primeiro turno; no segundo, Flávio tem 47,7% e Lula 47,6%. A Palver aponta 44% para cada um no primeiro turno e 47% a 45% para Flávio no segundo. Já a Vox Brasil registra Lula com 41,1% e Flávio com 37,8%; no confronto direto, 45,2% a 44,7% para Flávio. Os levantamentos têm metodologias e margens de erro diferentes e medem a preferência dos entrevistados nos períodos em que foram realizados.
Revelação sobre jatinho atinge Flávio após ataque a Moraes
A revelação ganhou impacto eleitoral porque Flávio Bolsonaro havia transformado o uso da aeronave por Alexandre de Moraes em argumento político contra o ministro. Três dias antes de vir a público que ele próprio já havia viajado no mesmo PP-NLR, Flávio publicou um vídeo criticando Moraes pelo episódio. Em julho, também havia afirmado que nunca tinha entrado em avião de Daniel Vorcaro.

PT convoca ato pró-Lula na Paulista para a reta final
O PT convocou apoiadores de Lula para uma mobilização nacional no domingo, 27 de setembro, na última semana antes do primeiro turno das Eleições 2026. Em São Paulo, o ato está previsto para a Avenida Paulista. A convocação oficial consultada até agora não anuncia a presença de Lula nem informa horário específico para a manifestação na capital.

Trump critica governo Lula sobre PCC e CV na reta final da eleição
Donald Trump afirmou que o governo brasileiro falhou no enfrentamento ao PCC e ao Comando Vermelho. A declaração chega na reta final de uma disputa presidencial apertada entre Lula e Flávio Bolsonaro e coloca a segurança pública, uma das principais bandeiras do candidato do PL, novamente no centro da campanha. Pesquisas recentes mostram os dois próximos, embora os resultados variem entre os institutos. A conexão com Flávio é anterior à declaração. Em maio, durante aproximação com o governo americano, o senador pediu diretamente a Trump que PCC e CV fossem classificados pelos Estados Unidos como organizações terroristas. A administração americana adotou posteriormente a classificação, que Flávio passou a incorporar ao discurso político sobre segurança.
Lula leva financiamento de Dark Horse para disputa com Flávio
Lula colocou o caso Dark Horse no confronto eleitoral com Flávio Bolsonaro ao perguntar, em entrevista nesta quarta-feira (16), “cadê os R$ 130 milhões” negociados com Daniel Vorcaro para o filme sobre Jair Bolsonaro. Os documentos conhecidos mostram que o acordo previa até US$ 24 milhões, enquanto US$ 12,33 milhões foram identificados em remessas para um fundo nos Estados Unidos. Flávio é investigado no caso e nega irregularidades. O episódio ganha peso eleitoral porque Lula e Flávio estão entre os principais nomes da disputa presidencial, enquanto a relação de Flávio com Vorcaro passa a ser explorada diretamente no embate de campanha. Levantamentos recentes mostram uma disputa apertada entre os dois em cenários de segundo turno.

Prazo do caso Master alcança o segundo turno
André Mendonça concedeu em 25 de agosto mais 60 dias ao INQ 5.026, principal inquérito sobre Banco Master e BRB. O período adicional alcança o fim de semana de 24 e 25 de outubro, quando está previsto o eventual segundo turno das Eleições 2026. A coincidência ganha peso político porque mais de 30 quebras bancárias e fiscais ligadas ao caso Master continuam sob sigilo enquanto a PF ainda não apresenta a análise consolidada. Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência, aparece em outro núcleo já aberto da investigação, relacionado ao financiamento do filme “Dark Horse”.

Flávio vira investigado no caso Dark Horse
Flávio Bolsonaro entrou em uma nova fase da campanha após a abertura dos autos do caso Dark Horse revelar que ele é formalmente investigado por suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e delitos relacionados ao financiamento do filme por Daniel Vorcaro. A PGR também pediu que fossem examinados possíveis atos do mandato de Flávio que pudessem beneficiar Vorcaro ou empresas ligadas ao Banco Master. Até agora, não foi apontada uma contrapartida parlamentar específica comprovada. Politicamente, porém, a investigação coloca a relação entre Flávio e Vorcaro diretamente no centro da corrida presidencial, enquanto Lula e seus aliados tentam explorar o caso e Flávio sustenta que a abertura dos documentos demonstrará que não houve irregularidade.

Crise do Master chega ao plenário do STF
Edson Fachin assumiu o controle institucional da crise ligada ao Banco Master e marcou para 15 de setembro uma sessão extraordinária do plenário do STF sobre o material que envolve Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. A decisão ocorre no mesmo dia em que Lula pediu a abertura completa dos sigilos das investigações e criticou vazamentos seletivos com impacto eleitoral. Flávio Bolsonaro e seus aliados, por outro lado, vêm usando as revelações contra Moraes e a crise na Polícia Federal para atacar o governo e o Supremo. Com a intervenção de Fachin, parte da disputa deixa de depender de decisões individuais de ministros e passa para os 11 integrantes do STF. O julgamento do dia 15 tende a influenciar também a disputa política sobre quais revelações do caso Master terão maior peso na campanha.

Lula leva caso Master para a disputa eleitoral
Lula colocou o caso Banco Master diretamente no debate eleitoral ao afirmar que vazamentos seletivos das investigações estão impactando a disputa de 2026. O presidente pediu a quebra completa dos sigilos de todos os envolvidos. A cobrança ocorre enquanto informações que atingiram Alexandre de Moraes já vieram a público e outras frentes, incluindo procedimentos ligados ao Dark Horse e a Flávio Bolsonaro, permanecem sob sigilo. Com isso, o caso Master deixa de produzir apenas uma crise dentro do STF e passa também a integrar a disputa entre governo e oposição sobre quais revelações terão peso político durante a campanha.

Doação de R$ 2 milhões a Tarcísio entra no caso Master e ganha peso eleitoral
Uma doação eleitoral de 2022 passou a pesar na campanha de 2026. Daniel Vorcaro afirma que os R$ 2 milhões doados por seu cunhado Fabiano Zettel à campanha de Tarcísio de Freitas faziam parte de um acordo maior relacionado à continuidade do Credcesta no governo paulista. Segundo Vorcaro, Gilberto Kassab teria participado da articulação para manter o negócio após a troca de governo. Tarcísio e Kassab negam qualquer acordo ou favorecimento. A doação foi oficial e declarada à Justiça Eleitoral; o que está em discussão agora é a versão de Vorcaro sobre a motivação do pagamento. A acusação já chegou à campanha de 2026 e motivou pedidos de investigação no STF e no Ministério Público de São Paulo. O episódio conecta diretamente o caso Banco Master à disputa eleitoral, envolvendo Tarcísio, um dos principais nomes da eleição paulista, e Kassab, personagem central das articulações nacionais.

Quaest confirma avanço de Cury e empate técnico entre Lula e Flávio
A nova pesquisa Quaest manteve Lula e Flávio Bolsonaro nas duas primeiras posições da disputa presidencial, mas registrou uma mudança relevante no grupo seguinte: Augusto Cury passou de 2% para 10% das intenções de voto em relação à rodada anterior. No segundo turno, Lula aparece com 42% e Flávio com 41%, diferença dentro da margem de erro. Entre os eleitores independentes, Cury registra 24%, reforçando o avanço que já havia aparecido em outros levantamentos recentes.

Caso Moraes vira novo eixo da narrativa de perseguição do bolsonarismo
A campanha de Flávio Bolsonaro passou a explorar as novas revelações sobre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro dentro de uma narrativa que já vinha usando durante a eleição: a de que o ministro do STF perseguiu Jair Bolsonaro e tentou limitar politicamente sua família. O episódio ganha peso porque essa estratégia não começou com o Banco Master. Flávio já acusava Moraes de interferir na eleição e apresentava decisões contra Jair Bolsonaro como perseguição. Agora, com o próprio ministro sob questionamentos públicos no caso Vorcaro, o bolsonarismo tenta inverter o foco e transformar o principal antagonista da família em argumento de campanha.

Toffoli libera campanha de Renan Santos e mantém apuração sobre perfis
Dias Toffoli liberou novamente a participação de Renan Santos em debates, a propaganda eleitoral pela internet e o uso de recursos do Fundo Eleitoral. Segundo a nova decisão, as diligências adotadas para preservar informações sobre os perfis digitais já cumpriram sua finalidade. O caso, porém, não foi encerrado: as contas continuam fora dos sistemas de recomendação das plataformas, e o TSE ainda analisa a comunicação tardia dos perfis e o registro da candidatura.
Cury aparece em terceiro em duas pesquisas nacionais
Duas pesquisas nacionais divulgadas em 31 de agosto registraram Augusto Cury numericamente na terceira colocação da disputa presidencial. Na BTG/Nexus, ele chegou a 11%, atrás de Lula, com 39%, e Flávio Bolsonaro, com 33%. Na AtlasIntel/Bloomberg, Cury marcou 7,8%, contra 7,6% de Renan Santos. Como a margem de erro é de um ponto percentual, os dois estão tecnicamente empatados. A Nexus acrescenta outro dado relevante: 59% dos eleitores de Cury dizem ter o voto definido, percentual abaixo dos 85% registrados entre eleitores de Lula e Flávio.

Toffoli impõe restrições à campanha de Renan Santos
O ministro Dias Toffoli, do TSE, impôs novas restrições à campanha presidencial de Renan Santos (Missão). A medida atinge a campanha na internet, a participação em debates e repasses do Fundo Especial de Financiamento de Campanha. O caso envolve perfis digitais comunicados ao TSE depois do pedido inicial de registro da chapa. A decisão amplia o impacto do episódio, mas não significa que Renan esteja definitivamente fora das eleições: o julgamento do registro da candidatura permanece como uma questão separada.

Sabatina de Lula abre com foco em investigações
As quatro primeiras perguntas da sabatina de Lula foram sobre investigações envolvendo Lulinha. A sequência avançou ainda por Roberta Luchsinger, pessoas ligadas ao governo, o caso do INSS e o Banco Master antes de a entrevista migrar para propostas e temas de governo. Zema, Caiado e Renan Santos também enfrentaram cobranças duras nas sabatinas anteriores, mas começaram respondendo principalmente por gestão, posições ou propostas próprias. A comparação mostra uma diferença de enquadramento, sem demonstrar por si só tratamento desigual entre os candidatos.

Fim da 6x1 vira teste eleitoral no Senado
O senador Omar Aziz apresentou parecer favorável à PEC que reduz a jornada máxima para 40 horas e amplia o descanso semanal, mantendo o texto já aprovado pela Câmara. A estratégia evita reabrir o acordo entre os deputados e pode encurtar a tramitação justamente na última semana de votações do Senado antes das eleições. A pauta também passou a separar os candidatos à Presidência. Lula incorporou a redução da jornada à campanha; Flávio Bolsonaro defende um modelo com maior flexibilidade e pagamento por hora; e Renan Santos se posicionou contra a proposta. O Senado recebeu 14 emendas, mostrando que a disputa agora também envolve quanto da nova jornada deve ser definido pela Constituição e quanto poderá ser negociado entre trabalhadores e empregadores.

Renan atribui baixa presença de mulheres no Missão à perseguição
Durante sabatina da TV Globo, Renan Santos rejeitou que episódios envolvendo seu grupo político afastem eleitoras e atribuiu a baixa presença feminina no Missão à perseguição sofrida por mulheres na política. A violência política de gênero é documentada e pode afastar mulheres da atividade partidária, mas os dados não demonstram que esse fator, sozinho, explique uma composição de aproximadamente 92% de homens. A diferença também aparece no eleitorado: em pesquisa Indexa/Broadcast, Lula supera Renan por 3 pontos entre homens e por 21 pontos entre mulheres. O Trendahora também revisou episódios anteriores envolvendo Renan e Arthur do Val que tornam relevante discutir se fatores internos do próprio movimento podem contribuir para essa diferença.

Quaest começa mapa estadual da disputa por presidente e governador
A Quaest iniciou uma ampla rodada estadual das Eleições 2026, com levantamentos para presidente da República e governador em 24 estados e no Distrito Federal. Os primeiros resultados mostram cenários muito diferentes pelo país, tanto na disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro quanto nas corridas pelos governos locais. O Trendahora reuniu os números em uma página única, organizada por estado, que será atualizada conforme novas pesquisas forem divulgadas. A rodada permite acompanhar não apenas onde cada presidenciável está mais forte, mas também onde o voto para governador segue uma dinâmica diferente da disputa nacional.
Tarifas entram em nova fase durante campanha presidencial
A retomada das negociações entre Brasil e Estados Unidos ocorre em pleno período eleitoral. A tarifa atual de 25% tem origem em uma investigação comercial da Seção 301, mas sua aplicação passou a integrar a disputa política entre Lula e Flávio Bolsonaro sobre a relação com o governo Trump. O contexto eleitoral ganhou peso porque, em 2025, uma medida tarifária anterior de Trump citou explicitamente Jair Bolsonaro e a eleição brasileira de 2026. Já neste ano, Flávio Bolsonaro pediu aos EUA que adiassem a nova tarifa, relacionando sua proposta ao calendário eleitoral. A nova negociação, portanto, pode ter repercussão política mesmo sem haver qualquer redução de tarifa anunciada até agora.

Fim da 6x1 entra no centro da disputa eleitoral
Lula afirmou que o governo está mobilizado para aprovar o fim da escala 6x1 sem redução salarial justamente quando a PEC começou a avançar na CCJ do Senado. O relator Omar Aziz estima apoio superior a 65 senadores, acima dos 49 votos necessários em cada turno. A disputa, porém, passou a ser também pelo tempo. O Senado terá uma janela curta de sessões antes da eleição, e a oposição aposta nos prazos regimentais para dificultar uma conclusão rápida. O tema ganha peso eleitoral porque Lula tenta transformar a redução da jornada em uma entrega antes das urnas, enquanto o campo de Flávio Bolsonaro defende um modelo alternativo de jornada flexível e remuneração por hora.
Debate produz ganhos diferentes para Caiado, Renan e Cury
O primeiro debate presidencial das Eleições 2026 produziu resultados diferentes para Ronaldo Caiado, Renan Santos e Augusto Cury. Em uma dinâmica qualitativa do Instituto Travessia com 12 eleitores, Caiado teve a melhor avaliação e conseguiu atrair participantes que inicialmente apoiavam outros candidatos. Renan Santos transformou a exposição em crescimento digital: levantamento da Ativaweb DataLab atribuiu ao candidato saldo de 118.146 novos seguidores no período analisado após o debate. A estratégia agressiva também provocou rejeição e reações de alarme, especialmente após declarações sobre segurança pública. Augusto Cury, por outro lado, despertou forte curiosidade. Seu nome ultrapassou 200 mil pesquisas entre as tendências registradas pelo Google após o confronto, indicando um efeito de descoberta maior do que o observado nos outros dois participantes.

Flávio cria comissão evangélica para mobilizar 7 de Setembro
A campanha presidencial de Flávio Bolsonaro criou uma comissão com lideranças ligadas a diferentes denominações evangélicas para auxiliar na mobilização do ato de 7 de Setembro na Avenida Paulista. O movimento reforça a estratégia da candidatura em um segmento no qual Flávio registra forte desempenho eleitoral. No Datafolha mais recente, ele aparece com 62% entre evangélicos em eventual segundo turno contra Lula, que tem 29%.

PGR diz que PF não identificou negócio fechado entre Careca do INSS e governo
A Procuradoria-Geral da República afirmou em parecer enviado ao STF que a investigação da Polícia Federal não identificou a conclusão de negócios entre o governo federal e interesses ligados a Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, nas apurações que envolvem Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e a empresária Roberta Luchsinger. Segundo o parecer, a PF identificou contatos e tratativas envolvendo Roberta e o filho do presidente Lula, mas nenhuma das negociações investigadas foi efetivamente fechada pela administração federal. A PGR também afirma que essa apuração não está relacionada aos desvios de recursos de aposentados e pensionistas investigados no escândalo do INSS. A conclusão, porém, não encerra a investigação nem afasta a possibilidade de outros delitos. A própria PGR ressalvou que a ausência de contrato fechado não significa que eventual crime de tráfico de influência não possa ter ocorrido. Em paralelo, a PF sustenta em documentos da investigação que Lulinha e Roberta mantinham “comunhão de interesses econômicos” e atuação conjunta em tratativas relacionadas ao mercado de cannabis medicinal.
Mendonça manda retirar vídeo de IA que associa Flávio a Vorcaro
André Mendonça determinou a retirada de um vídeo publicado no Instagram que usa inteligência artificial para associar Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro. A decisão também obriga a Meta a fornecer dados cadastrais disponíveis que possam ajudar a identificar o responsável pelo perfil. Na análise preliminar, Mendonça apontou características de deepfake e considerou aplicáveis as regras eleitorais sobre conteúdo sintético. A liminar ainda será submetida ao plenário do TSE.

Flávio chama caso Dark Horse de “página virada” e mira Lula e Lulinha
Flávio Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (20), durante agenda de campanha em São Paulo, que considera “página virada” o caso envolvendo o financiamento do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro. O candidato do PL disse que já prestou contas sobre os recursos recebidos para a produção, que teve financiamento ligado a Daniel Vorcaro, do Banco Master. Ao responder às cobranças, Flávio direcionou o discurso para Lula e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e disse que o presidente e o filho é que deveriam prestar esclarecimentos. A fala ocorreu durante visita à zona leste paulistana, em uma agenda que incluiu o Mercado Municipal de São Miguel e atividades ao lado do prefeito Ricardo Nunes. A passagem também teve protestos contra Flávio e o governador Tarcísio de Freitas. O episódio mostra como o caso Banco Master e as investigações envolvendo Lulinha começam a ser incorporados diretamente ao embate entre as duas principais campanhas presidenciais.
PGR pede que inquérito sobre Lulinha deixe o STF
A PGR pediu ao Supremo Tribunal Federal que um dos inquéritos envolvendo Fábio Luís Lula da Silva seja remetido à primeira instância. Segundo informações divulgadas sobre a manifestação, a Procuradoria entende que a apuração não reúne investigados com foro por prerrogativa de função que justifiquem a permanência do caso no STF. O pedido não encerra a investigação nem representa absolvição. Se André Mendonça acolher a manifestação, o caso seguirá em tramitação fora do Supremo. A apuração envolve suspeitas relacionadas a uma tentativa de viabilizar um projeto de medicamentos à base de canabidiol junto ao Ministério da Saúde.
TSE restringe campanha de Marçal até julgar registro
O Tribunal Superior Eleitoral acolheu o pedido urgente do Ministério Público Eleitoral e impôs restrições imediatas à campanha presidencial de Pablo Marçal. Enquanto o registro estiver pendente de julgamento, Marçal não poderá acessar recursos do FEFC ou do Fundo Partidário, utilizar propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão nem participar de debates nos termos definidos pela liminar. A decisão não representa o indeferimento definitivo da candidatura. O mérito do registro ainda será julgado pelo TSE.
MPE pede restrições imediatas à campanha de Marçal
O Ministério Público Eleitoral passou a integrar formalmente a disputa sobre o registro de Pablo Marçal à Presidência. Além de pedir que o TSE rejeite a candidatura, a Procuradoria solicitou uma medida urgente para limitar atos de campanha enquanto o processo estiver pendente. A impugnação cita a condenação eleitoral que mantém Marçal inelegível por oito anos e também questiona o cumprimento do prazo de filiação ao PRTB.

Renan defende bomba atômica e Lula relaciona submarino nuclear à soberania
O tema nuclear entrou no debate eleitoral por caminhos diferentes. Renan Santos defendeu que o Brasil desenvolva uma bomba atômica e deixe o Tratado de Não-Proliferação Nuclear, proposta que vinculou à retomada da soberania nacional. Horas depois, em visita ao Centro Industrial Nuclear de Aramar, Lula defendeu recursos para concluir o submarino Álvaro Alberto e afirmou que o Brasil precisa ter força para “dizer não”. O projeto da Marinha utiliza propulsão nuclear, mas terá armamento convencional.

Marçal mira Renan em três aparições no mesmo dia
Pablo Marçal concentrou nesta segunda-feira (17) três aparições públicas — na Brasil Paralelo, no RedCast e no Inteligência Ltda. — nas quais Renan Santos e o partido Missão voltaram ao centro de suas críticas. Na primeira sabatina, Marçal confrontou internautas enquanto falava sobre o Missão. Horas depois, voltou a atacar politicamente Renan, questionou sua candidatura e afirmou que o adversário estaria reproduzindo estratégias usadas por ele em 2024. A sequência amplia um confronto que já vinha ocorrendo entre os dois candidatos e ganha espaço nos primeiros dias da campanha eleitoral de 2026.

Renan ataca candidatura de Marçal após sabatina
O confronto entre Pablo Marçal e o campo político do Partido Missão ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (17). Horas depois de Marçal reagir a internautas durante uma sabatina da Brasil Paralelo, Renan Santos criticou a candidatura do empresário e afirmou que sua entrada na disputa presidencial beneficia Flávio Bolsonaro. Renan também classificou Marçal como um “personagem folclórico da política brasileira”. Na própria sabatina, Marçal afirmou que mantém contato com Flávio e revelou que o senador foi a primeira pessoa para quem ligou depois de registrar sua candidatura.
Marçal confronta internautas ao falar do Missão
Durante sabatina, Pablo Marçal disse não querer o voto de críticos que o questionavam sobre o Missão, ironizou o tamanho do grupo e pediu que continuassem falando dele.

Quaest mostra eleitor mais decidido antes da campanha
A nova rodada da Quaest indica que 69% dos eleitores afirmam já ter uma escolha definitiva para a eleição presidencial de 2026. Em março, esse percentual era de 56%, o que sugere um endurecimento do voto às vésperas do início oficial da campanha. O levantamento também mostra que Lula e Flávio Bolsonaro concentram os eleitorados mais consolidados entre os principais nomes testados. Na mesma rodada, Lula aparece com 38% das intenções de voto no primeiro turno e Flávio com 31%, o que reforça o peso da polarização na largada formal da disputa.

Missão entrega ao TSE IP ligado à filiação de Flávio
A investigação sobre a filiação indevida de Flávio Bolsonaro ganhou um novo rastro técnico. O Missão afirma ter identificado o IP usado no cadastro inicial e enviou os dados ao TSE para auxiliar na identificação do responsável. Uma ferramenta pública associou o IP a Belo Horizonte, mas a localização é apenas aproximada e não permite identificar a pessoa responsável. O partido pede que provedores forneçam registros capazes de esclarecer de onde partiu o acesso.

TSE suspende processamento de novas filiações após caso Flávio
A filiação irregular de Flávio Bolsonaro provocou uma medida mais ampla da Justiça Eleitoral. O TSE suspendeu temporariamente o processamento de novas filiações no Filia enquanto investiga o episódio. O sistema continuará recebendo solicitações. A suspensão não interfere nas candidaturas das Eleições 2026, já que o prazo para os candidatos estarem filiados terminou em 4 de abril.

Flávio diz que e-mails eram spam; Renan aponta cliques
A disputa sobre a filiação indevida de Flávio Bolsonaro ao Missão ganhou um novo capítulo. Flávio confirmou que mensagens relacionadas ao procedimento chegaram ao seu gabinete, mas afirmou que sua equipe as interpretou como spam. Renan Santos, por outro lado, diz que registros do partido mostram abertura de mensagens e dois cliques em links enviados ao e-mail institucional utilizado no cadastro. Os dados divulgados ainda não identificam quem realizou os acessos. O TSE já descartou hackeamento de seu sistema e informou que a filiação foi efetivada por alguém com credenciais da legenda. A investigação agora precisa reconstruir quem acessou o e-mail, quem utilizou as credenciais partidárias e se as duas ações partiram da mesma pessoa.
TSE corrige filiação de Flávio e abre investigação sobre operação no Missão
O TSE retirou o vínculo de Flávio Bolsonaro com o Partido Missão e restabeleceu sua filiação ao PL. O problema havia impedido temporariamente o registro da candidatura presidencial. O tribunal descartou invasão de seu sistema e apontou o uso indevido de credenciais ligadas à legenda. A investigação agora busca identificar quem realizou a operação. O Missão afirma que também foi vítima e diz ter alertado o gabinete de Flávio sobre uma tentativa de filiação desde 2 de agosto.

Grupo investigado mirava Planalto e debate presidencial
A Operação Rede Interrompida ganhou novos detalhes após a divulgação de conversas analisadas pelos investigadores. O Ministério da Justiça já havia confirmado que o grupo discutia ataques a prédios da Esplanada em outubro. Material revelado posteriormente aponta também o Palácio do Planalto e um debate presidencial entre os possíveis alvos.

Gilmar avalia pedido de inquérito contra vice de Flávio
A situação jurídica de Alfredo Gaspar entrou na campanha presidencial após sua escolha como vice de Flávio Bolsonaro. A Polícia Federal pediu ao Supremo autorização para abrir um inquérito envolvendo uma acusação de estupro de vulnerável, mas Gilmar Mendes ainda não autorizou formalmente a investigação. O ministro aguarda novas diligências da PF e uma manifestação da Procuradoria-Geral da República. Gaspar nega a acusação, afirma que o caso divulgado envolveria um primo e diz ter disponibilizado material genético. A campanha de Flávio pediu o arquivamento urgente. O desdobramento passa a integrar a disputa eleitoral por atingir diretamente o candidato a vice poucos dias após a formação da chapa do PL.

Flávio escolhe Alfredo Gaspar após busca por vice mulher
Flávio Bolsonaro anunciou o deputado Alfredo Gaspar, do PL de Alagoas, como candidato a vice-presidente. A escolha ocorreu após PP, Republicanos e outras legendas não aderirem formalmente à candidatura. A definição cria uma chapa masculina e inteiramente composta pelo PL. Gaspar foi relator da CPMI do INSS e deve reforçar os discursos de segurança pública e combate à corrupção durante a campanha.

Dino autoriza terceiro inquérito sobre Lulinha
A nova decisão amplia para três o número de inquéritos autorizados pelo STF envolvendo Fábio Luís Lula da Silva. Os casos examinam diferentes suspeitas de atuação em negócios ligados a áreas do governo federal. A investigação ganha impacto eleitoral por envolver o filho do presidente Lula durante a campanha pela reeleição. A defesa nega irregularidades e afirma que Lulinha prestará esclarecimentos às autoridades.

TSE desmonta urna ao vivo e amplia ações de transparência
O TSE iniciou a primeira Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação com a desmontagem de uma urna ao vivo em rede nacional. A demonstração apresentou componentes físicos e mecanismos de auditabilidade do equipamento. Na abertura do segundo semestre da Corte, Nunes Marques afirmou que o sistema eletrônico constitui um patrimônio da democracia e disse que a Justiça Eleitoral permanece aberta à fiscalização da sociedade. A iniciativa amplia a atuação institucional do tribunal sobre segurança das urnas a 62 dias do primeiro turno.

“Prendeu, matou” vira coro no lançamento de Renan Santos
Parte do público reunido no lançamento da candidatura de Renan Santos à Presidência gritou “Prendeu! Matou!” durante o primeiro congresso nacional do Partido Missão, realizado em São Paulo. O episódio mostra que a expressão ligada às propostas de segurança pública da candidatura também foi adotada como palavra de ordem por parte da militância. O registro é relevante para a cobertura eleitoral por expor o tom e a identidade política usados pela campanha na disputa presidencial de 2026.

PT oficializa chapa Lula-Alckmin
Lula deixou oficialmente a condição de pré-candidato após a convenção nacional do PT realizada em São Paulo. Além da repetição da chapa com Geraldo Alckmin, o evento confirmou uma aliança formada por PT, PCdoB, PV, PSB, PDT, PSOL e Rede. O programa completo será apresentado no primeiro dia autorizado para a propaganda eleitoral.

Flávio diz que Jair Bolsonaro não sabia de vídeo de IA
Flávio Bolsonaro declarou que Jair Bolsonaro “não tinha a menor ideia” de que sua imagem e sua voz seriam simuladas por inteligência artificial durante a convenção que oficializou a candidatura do filho. A declaração reforça a versão apresentada pela defesa do ex-presidente ao STF e transfere para a campanha e para o PL a responsabilidade pela produção e exibição do material. O caso também está sob análise da Justiça Eleitoral.

Bolsonaro nega autorização a vídeo de IA
A defesa de Jair Bolsonaro negou que o ex-presidente tenha autorizado o uso de sua imagem e voz no vídeo de inteligência artificial apresentado pela campanha de Flávio Bolsonaro. A resposta tenta afastar a possibilidade de novo descumprimento das condições da prisão domiciliar. O episódio, porém, continua sob análise do TSE, que decidirá se o conteúdo violou a regra que proíbe deepfakes usados para favorecer ou prejudicar candidaturas.

Quaest mostra Tarcísio 15 pontos à frente de Haddad em São Paulo
A nova rodada da Genial/Quaest mostra Tarcísio de Freitas com 41% das intenções de voto para o governo de São Paulo, contra 26% de Fernando Haddad. A vantagem aumentou numericamente no cenário de primeiro turno, embora a lista de candidatos seja diferente da utilizada em abril. No segundo turno, o quadro permaneceu estável: Tarcísio passou de 49% para 48%, enquanto Haddad continuou com 32%. O resultado reforça a importância de São Paulo para as Eleições 2026, tanto pela disputa estadual quanto pelo papel dos dois candidatos na montagem dos palanques nacionais.

Posse de Keiko coloca eleição brasileira no centro da disputa regional
Keiko Fujimori assumiu a Presidência do Peru depois de derrotar o candidato de esquerda Roberto Sánchez. A mudança ocorre após vitórias da direita na Bolívia, no Chile e na Colômbia. A eleição brasileira passa a medir o alcance dessa guinada. Javier Milei já participou da campanha de Flávio Bolsonaro, enquanto as tarifas impostas pelo governo Trump entraram no confronto eleitoral entre o senador e Lula.

Milei entra na campanha de Flávio e Itamaraty chama embaixador
A participação de Javier Milei no lançamento da candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro ganhou dimensão diplomática. Depois de o presidente argentino pedir a derrota de Lula, atacar o presidente brasileiro e insultar Alexandre de Moraes, o Itamaraty chamou o embaixador Julio Bitelli de Buenos Aires para consultas em Brasília. O gesto não representa rompimento das relações com a Argentina, mas sinaliza descontentamento formal entre os governos. É a segunda vez em dois anos que Bitelli é chamado a Brasília após uma viagem de Milei ao Brasil marcada pela aproximação com o bolsonarismo. Em 2024, a medida ocorreu depois de o argentino participar de um evento conservador e encontrar Jair Bolsonaro. O episódio leva a atuação de um chefe de Estado estrangeiro para o centro da eleição brasileira de 2026 e conecta a disputa presidencial às relações diplomáticas do Brasil com um de seus principais parceiros regionais.

Flávio é oficializado pelo PL; PT fecha palanque de Lula em São Paulo
As convenções partidárias realizadas em São Paulo neste sábado reorganizaram o cenário eleitoral de 2026. O PL oficializou Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência, mas deixou em aberto a definição do vice e da composição final da chapa nacional. No campo governista, o PT confirmou em Campinas a chapa paulista formada por Fernando Haddad ao governo, Márcio França como vice e Marina Silva e Simone Tebet para o Senado. Lula participou do ato e reforçou o palanque no maior colégio eleitoral do país, embora sua candidatura presidencial ainda dependa da convenção nacional do partido. O dia também acrescentou novos elementos à cobertura eleitoral: Javier Milei participou do lançamento de Flávio, o evento do PL exibiu um vídeo de Jair Bolsonaro produzido com inteligência artificial e Lula fez um discurso contra interferência externa nas eleições brasileiras. O conjunto amplia a disputa para além das chapas e antecipa temas como soberania, tecnologia eleitoral e peso estratégico de São Paulo na corrida presidencial.

Datafolha mantém Lula à frente de Flávio no segundo turno
Nova pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira mostra Lula com 48% das intenções de voto contra 43% de Flávio Bolsonaro no segundo turno. Na rodada anterior, realizada em junho, o resultado era de 47% a 43%. No primeiro turno, Lula registra 40%, enquanto Flávio aparece com 32%. A pesquisa foi divulgada na véspera da convenção do PL que deverá confirmar a candidatura do senador à Presidência.

Incêndio em trem entra na disputa entre Haddad e Tarcísio
O incêndio em um trem da Linha 12-Safira foi incorporado à disputa eleitoral pelo governo de São Paulo. Fernando Haddad classificou o episódio como resultado do “caos nos trens privatizados” e atacou a gestão de Tarcísio de Freitas. Em sabatina realizada no mesmo dia, o pré-candidato do PT prometeu revisar contratos relacionados à CPTM, à Sabesp e ao novo centro administrativo estadual caso seja eleito.

Flávio leva debate sobre urnas a encontro com diplomatas
Flávio Bolsonaro abordou a segurança das urnas durante encontro com representantes diplomáticos em Brasília. O senador associou equipamentos utilizados no Brasil à Smartmatic, mas o TSE afirma que a empresa nunca forneceu urnas nem programas usados no sistema brasileiro. Flávio também pediu que outros países enviem observadores para acompanhar as Eleições 2026. O episódio entra no Radar por levar o sistema eleitoral ao centro da estratégia internacional do pré-candidato.
Michelle retoma crítica à aliança do PL com Ciro
Michelle Bolsonaro retomou a oposição ao apoio do PL a Ciro Gomes no Ceará. A ex-primeira-dama afirmou que dirigentes locais buscam entregar votos bolsonaristas a Ciro sem receber apoio para a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. A reação ocorreu depois que Ciro citou Ronaldo Caiado e Renan Santos como possibilidades para presidente. Segundo O Globo, aliados de Flávio demonstraram incômodo, mas não pretendem romper o acordo estadual.
Flávio muda resposta sobre foto com investigado do caso Master
Flávio Bolsonaro afirmou que a fotografia com Luiz Phillipi Mourão foi manipulada por inteligência artificial. A manifestação muda o tom da resposta inicial, em que o senador dizia não saber se o registro era verdadeiro. O episódio amplia a controvérsia em torno da pré-campanha presidencial de Flávio e da relação já revelada com Daniel Vorcaro. As análises divulgadas pelo ICL não apontaram indícios relevantes de manipulação.

Quaest mostra Lula oito pontos à frente de Flávio
A pesquisa Genial/Quaest de julho mostrou Lula oito pontos à frente de Flávio Bolsonaro em uma simulação de segundo turno, com placar de 45% a 37%. A evolução das últimas três rodadas indica aumento da distância: Lula tinha vantagem de um ponto em maio, seis em junho e oito em julho. Apesar do recuo, Flávio continua sendo o adversário da oposição com melhor desempenho contra o presidente entre os nomes testados.

Foto com investigado do caso Master gera nova controvérsia para Flávio
O ICL Notícias divulgou uma fotografia atribuída a 2022 que mostra Flávio Bolsonaro ao lado de Luiz Phillipi Mourão, investigado no caso Banco Master e conhecido como “Sicário”. O senador afirmou que não conhece Mourão e que pode ter atendido a um pedido casual de fotografia. O episódio acrescenta uma nova controvérsia à campanha presidencial de Flávio, que já enfrentava repercussões políticas por ter procurado Daniel Vorcaro em busca de financiamento para o filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro. A divulgação ocorre no momento em que o senador aparece como principal nome da oposição na disputa contra Lula.

OAB pede contato profissional entre Flávio e Bolsonaro
O Conselho Federal da OAB pediu a Alexandre de Moraes que Flávio Bolsonaro possa manter comunicação pessoal e reservada com Jair Bolsonaro exclusivamente para assuntos profissionais. A entidade afirma que o senador também atua como advogado constituído do pai e que a suspensão pessoal não deve impedir de forma absoluta o exercício da defesa. O pedido não restabelece automaticamente as visitas familiares ou políticas. A restrição de 90 dias permanece em vigor enquanto Moraes não se manifestar.

Flávio acusa Moraes de interferência eleitoral após suspensão de visitas
Flávio Bolsonaro reagiu à decisão que o impede de visitar Jair Bolsonaro por 90 dias e acusou Alexandre de Moraes de interferir na disputa presidencial. O senador afirmou que a medida atravessa o primeiro turno, anunciou que recorrerá e declarou que a mensagem divulgada no sábado foi a quinta carta pública escrita pelo pai desde o início das restrições judiciais. A reação amplia o confronto político em torno da decisão, mas não altera seus efeitos imediatos. A suspensão permanece válida enquanto não houver nova manifestação judicial.
Moraes suspende visitas de Flávio após divulgação de carta
A divulgação da carta em que Jair Bolsonaro chamou Flávio de porta-voz passou a produzir consequências judiciais. Alexandre de Moraes suspendeu por 90 dias as visitas do senador, deu 48 horas à defesa do ex-presidente para explicar se ele sabia que o documento seria publicado e encaminhou o material à Procuradoria-Geral Eleitoral. O envio à área eleitoral abre uma nova frente de análise, mas ainda não representa condenação por propaganda antecipada.

Dino relaciona emendas atribuídas a Cunha à campanha em Minas
Flávio Dino relacionou a atuação atribuída a Eduardo Cunha sobre emendas parlamentares à anunciada candidatura do ex-deputado por Minas Gerais. Segundo a decisão, diálogos e planilhas indicam que Cunha discutia municípios, valores e substituições de beneficiários mesmo sem exercer mandato. A Polícia Federal sustenta que os recursos eram direcionados a municípios de interesse político e eleitoral. A nova camada conecta a investigação sobre as emendas à disputa de 2026, ao indicar possível uso de influência sobre verbas públicas para construir apoio local em Minas. A defesa nega irregularidades e afirma que houve apenas interlocução política legítima.

Flávio tenta organizar campo bolsonarista após Datafolha em SP
A pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro ganhou uma nova camada de pressão dentro do próprio bolsonarismo. Depois do Datafolha em São Paulo, que mostrou o senador competitivo contra Lula no maior colégio eleitoral do país, aliados e influenciadores da direita passaram a criticar publicamente a estratégia, a comunicação e a organização da articulação eleitoral de Flávio. O movimento expõe um desafio que vai além dos percentuais da pesquisa: transformar competitividade eleitoral em comando político dentro do campo bolsonarista. Flávio aparece como principal nome da direita no cenário testado, mas ainda precisa consolidar sua candidatura, reduzir ruídos internos e organizar uma base que não está completamente alinhada em torno dele. Nesse contexto, Michelle Bolsonaro voltou a ser peça sensível. Flávio afirmou à CNN Brasil que espera a ex-primeira-dama entrar na campanha “no tempo dela” e disse acreditar que ela pensa como ele na disputa contra Lula. A declaração tenta reduzir a leitura de afastamento, mas confirma que a presença de Michelle ainda é tratada como um fator político relevante para a campanha.
Documento de Flávio propõe tarifa suspensa e pressão mantida
Flávio Bolsonaro propôs ao USTR suspender a tarifa de 25% contra produtos brasileiros, mas sem encerrar a investigação comercial aberta pelos Estados Unidos. O documento apresentado pelo senador prevê uma negociação de 180 dias, prorrogável por mais 90 dias, com possibilidade de retomada da pressão americana. O texto também cita a eleição de 2026, o Pix e o Mercosul, transformando a audiência comercial em um episódio ligado à disputa política brasileira e ao alinhamento internacional do país.

Datafolha mostra 37% sem candidato espontâneo em SP
A nova pesquisa Datafolha em São Paulo mostrou empate entre Lula e Flávio Bolsonaro na estimulada, com 35% para cada um. Mas a espontânea revelou outro dado relevante para a cobertura eleitoral: 37% dos eleitores não souberam citar um candidato quando os nomes não foram apresentados. O dado indica que a disputa paulista já aparece polarizada quando a lista é apresentada, mas ainda tem uma parcela expressiva de eleitores sem candidato lembrado. Lula tem mais lembrança espontânea, enquanto Flávio aparece competitivo na estimulada e enfrenta o desafio de consolidar identidade própria como nome presidencial.

Pré-candidato ao Senado apoiado por Flávio Bolsonaro é preso em operação da PF
A 6ª fase da Operação Unha e Carne atingiu Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo, presidente do União Brasil no Rio e nome ligado ao projeto eleitoral de Flávio Bolsonaro no estado. A prisão em flagrante ocorreu após a Polícia Federal encontrar um fuzil no veículo do político, segundo coberturas jornalísticas que acompanharam a operação.

Flávio leva tarifa dos EUA ao debate eleitoral de 2026
Flávio Bolsonaro entrou na agenda oficial da audiência do USTR sobre a investigação comercial dos Estados Unidos contra o Brasil. Em documento enviado ao órgão americano, o senador pediu a suspensão da tarifa de 25%, mas defendeu um mecanismo de negociação com gatilho de 180 dias e manutenção da pressão sobre o Brasil. O documento também cita a eleição de 2026, o Pix e regras do Mercosul, deslocando a discussão comercial para o centro da disputa política brasileira.
Lula leva disputa com Flávio para o campo do Pix e das tarifas dos EUA
Lula reagiu à manifestação de Flávio Bolsonaro ao órgão comercial dos Estados Unidos e passou a tratar o caso como uma disputa de soberania sobre o Pix. A controvérsia ocorre dentro da investigação americana que pode levar à tarifa de 25% sobre bens brasileiros. Flávio afirma ser contra a tarifa, mas defende uma negociação com Washington para reduzir preocupações dos EUA sobre o sistema brasileiro de pagamentos. O episódio conecta comércio exterior, tecnologia financeira e a disputa presidencial de 2026.

Flávio nega festa de Vorcaro após repost de Michelle
Flávio Bolsonaro negou ter participado de uma festa ligada a Daniel Vorcaro depois que Michelle Bolsonaro repostou vídeo de Anthony Garotinho sobre uma suposta celebração do banqueiro. A fala transformou o repost em novo capítulo da crise pública entre os dois.
Atlas/Bloomberg mostra Lula à frente de Flávio no 2º turno
A pesquisa Atlas/Bloomberg de junho colocou Lula à frente de Flávio Bolsonaro em uma simulação de segundo turno para 2026. O petista aparece com 48,8%, contra 42,3% do senador do PL, enquanto 8,9% dizem não saber, votar branco ou anular. O levantamento também mostra Flávio com 53% de rejeição, atrás apenas de Aécio Neves entre os nomes testados. Na comparação por áreas de governo, Lula lidera na maioria dos temas, mas Flávio aparece à frente em criminalidade e tráfico de drogas.

Michelle deixa comando do PL Mulher após crise com Flávio
Michelle Bolsonaro decidiu deixar a presidência nacional do PL Mulher após a crise pública com Flávio Bolsonaro. A saída transforma o atrito familiar e partidário em um problema institucional para o PL, já que Michelle comandava a estrutura feminina da legenda desde 2023. O episódio importa para a cobertura eleitoral porque atinge a montagem de palanques, a mobilização de mulheres conservadoras e a tentativa de consolidar Flávio como nome do bolsonarismo para 2026. A crise começou em torno de alianças do PL no Ceará e agora passa a afetar a organização nacional do partido.
Ciro se afasta de vídeo de Michelle e chama crise de problema do PL
Ciro Gomes afirmou que não assistiu e não pretende assistir ao vídeo em que Michelle Bolsonaro critica Flávio Bolsonaro em meio à disputa sobre os rumos do PL no Ceará. O ex-ministro tentou se afastar do confronto e classificou o episódio como um problema do PL nacional. A fala é relevante para a cobertura das Eleições 2026 porque Ciro está no centro da divergência regional: parte do PL cearense defende aproximação com sua candidatura ao governo do Ceará, enquanto Michelle resiste à composição no primeiro turno e apoia uma linha mais alinhada à direita bolsonarista local. O desdobramento mostra como uma articulação estadual passou a pressionar a estratégia nacional do bolsonarismo. Ao evitar comentar diretamente Michelle e Flávio, Ciro preserva espaço para negociação no Ceará, enquanto o PL tenta conter a exposição pública de suas divisões internas.

Michelle expõe crise com Flávio e amplia tensão no PL
Michelle Bolsonaro tornou pública uma crise com Flávio Bolsonaro ao afirmar que foi desrespeitada pelo senador durante uma conversa sobre os rumos do PL no Ceará. A divergência envolve a aproximação do partido com Ciro Gomes e a defesa, por Michelle, de uma estratégia mais alinhada a nomes da direita local. O episódio importa para a cobertura das Eleições 2026 porque mostra uma disputa interna no bolsonarismo em torno de alianças estaduais, palanques regionais e comando político dentro do PL. A crise também ocorre em um momento em que Flávio é tratado como nome central do partido para a corrida presidencial. Depois da manifestação de Michelle, Flávio participou de uma live e evitou citar diretamente a ex-primeira-dama. A tensão, porém, expôs o desafio do PL de sustentar discurso de unidade enquanto negocia alianças locais para 2026.

TSE confirma datas e cargos das Eleições 2026
O Tribunal Superior Eleitoral definiu o calendário das Eleições 2026, que terão votação para presidente, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais. O primeiro turno ocorrerá em 4 de outubro, com eventual segundo turno em 25 de outubro para presidente e governadores.
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O que está acontecendo agora
O primeiro turno das Eleições 2026 definiu uma disputa direta entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela Presidência. Flávio terminou à frente, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula, segundo o TSE. A eleição entra agora em uma nova fase: os dois candidatos disputam o segundo turno em 25 de outubro, enquanto apoios dos candidatos eliminados, alianças estaduais, composição do novo Congresso e estratégias para conquistar eleitores fora das bases de PL e PT passam ao centro da campanha.
Por que isso importa
A eleição de 2026 vai definir o comando do Executivo federal, os governos estaduais e uma renovação expressiva do Congresso Nacional. O resultado terá impacto direto na governabilidade, na agenda econômica, na relação entre Planalto e Congresso, na composição de forças no Senado e na capacidade de avanço ou bloqueio de reformas, investigações, indicações a tribunais e políticas públicas.
Impacto para o Brasil
O impacto para o Brasil é direto. A eleição presidencial definirá o rumo do governo federal, enquanto as disputas para governos estaduais e Congresso poderão alterar o equilíbrio político nacional. A renovação do Senado também é central porque a Casa tem papel decisivo em sabatinas de autoridades, indicações ao STF, processos de impeachment, CPIs e votações estruturais.
Fontes e metodologia
O Trendahora acompanha fontes oficiais, decisões da Justiça Eleitoral, calendário do TSE, declarações públicas de autoridades, movimentações partidárias, pesquisas registradas, agências de notícias, veículos nacionais, redes sociais verificadas e avaliações qualificadas. Esta página é atualizada apenas quando há informação nova relevante.
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