O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 48,8% das intenções de voto em uma simulação de segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que registra 42,3%, segundo a pesquisa Atlas/Bloomberg de junho sobre a corrida presidencial de 2026. Outros 8,9% disseram não saber, votar branco ou anular.

O resultado indica uma vantagem de 6,5 pontos percentuais para Lula no confronto direto com Flávio. A distância aparece em um levantamento que, ao mesmo tempo, mostra desgaste do governo: 52,3% dos entrevistados desaprovam o desempenho do presidente, enquanto 45,9% aprovam.

A pesquisa ouviu 4.999 respondentes por recrutamento digital aleatório, método identificado pelo instituto como Atlas RDR. A coleta foi feita entre 26 e 30 de junho de 2026, com margem de erro de 1 ponto percentual, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. O relatório informa registro no TSE sob o número BR-04582/2026.

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Lula também lidera no 1º turno

No cenário principal de primeiro turno com Lula, o petista aparece com 46,3%. Flávio Bolsonaro vem em segundo, com 36,6%. Na sequência aparecem Renan Santos, com 7,8%; outros candidatos, com 3,2%; Ronaldo Caiado, com 2,9%; Romeu Zema, com 2%; e não sabe, branco ou nulo, com 1,2%.

O quadro reforça Lula como nome mais competitivo no levantamento, mas também mostra que Flávio concentra a maior parte do voto oposicionista entre os nomes testados. A diferença entre os dois no primeiro turno é de 9,7 pontos percentuais.

Rejeição de Flávio chega a 53%

A pesquisa também mediu rejeição, perguntando em quais políticos o eleitor “não votaria de jeito nenhum”. Nesse recorte, Flávio Bolsonaro aparece com 53%, atrás apenas de Aécio Neves, que marca 54%. Lula tem 48,6% de rejeição; Jair Bolsonaro, 45,2%; e Michelle Bolsonaro, 43,2%.

Esse dado é central para entender a disputa. Flávio aparece como principal nome eleitoral do bolsonarismo no cenário testado, mas também carrega uma rejeição mais alta que a de Lula, Jair Bolsonaro e Michelle Bolsonaro no levantamento.

Segurança pública é o ponto de vantagem de Flávio

No comparativo por áreas de governo, Lula aparece à frente de Flávio Bolsonaro em temas como saúde, educação, política externa, meio ambiente, democracia, geração de empregos, economia e inflação, pobreza e desigualdade social, infraestrutura, combate à corrupção e equilíbrio fiscal.

A exceção mais relevante é criminalidade e tráfico de drogas. Nesse tema, Flávio registra 47% de confiança, contra 43% de Lula. Em impostos e carga tributária, os dois aparecem empatados, com 45% cada.

A leitura política é que Lula mantém vantagem eleitoral geral, mas Flávio ainda encontra seu melhor terreno em segurança pública, uma agenda tradicionalmente forte para a direita e com alto potencial de mobilização na campanha.

Sem Lula, governistas também aparecem à frente

O relatório também testa cenários de segundo turno sem Lula. Neles, Geraldo Alckmin aparece com 47,4% contra 41,7% de Flávio Bolsonaro. Fernando Haddad marca 46,4% contra 42,8% do senador.

Esses cenários não indicam definição de candidatura, mas ajudam a medir a força relativa de nomes ligados ao governo diante do principal nome bolsonarista testado na pesquisa.

O que o levantamento mostra para 2026

A pesquisa Atlas/Bloomberg mostra uma disputa ainda polarizada, mas com sinais distintos em cada camada. Lula lidera no voto estimulado de primeiro e segundo turno, mesmo sob desaprovação majoritária. Flávio Bolsonaro segue como adversário competitivo, mas enfrenta rejeição elevada e depende de temas como segurança pública para reduzir a distância.

Como toda pesquisa eleitoral, o levantamento retrata o momento da coleta e não deve ser tratado como previsão de resultado. A disputa ainda depende de alianças, calendário oficial, candidaturas confirmadas, tempo de campanha e acontecimentos políticos até a eleição.