Alexandre de Moraes tem até sexta-feira, 11 de setembro, para responder aos questionamentos feitos pelo presidente do STF, Edson Fachin, após a crise aberta pelas investigações do Banco Master.

O mesmo prazo vale para André Mendonça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Cada um deverá prestar informações sobre os pontos relacionados à própria atuação.

O que Fachin quer esclarecer

Fachin listou quatro questões que considera necessárias para entender como diferentes autoridades agiram durante as investigações e nos desdobramentos posteriores.

Uma delas é a atuação da Polícia Federal depois que surgiram informações envolvendo autoridades com foro no STF. Fachin quer esclarecer se o procedimento previsto para situações desse tipo foi respeitado.

Outro ponto envolve o possível uso de credenciais institucionais para acessar um documento particular e a eventual chegada de informações protegidas por sigilo judicial a uma pessoa investigada.

Fachin também pediu explicações sobre a ordem de André Mendonça para que a PF identificasse pessoas mencionadas no material apreendido no caso Master e sobre a atuação da PGR no controle da atividade policial.

Fachin decidiu então centralizar as diferentes controvérsias abertas pelo episódio e ouvir Moraes, Mendonça, Gonet e Andrei antes de decidir quais providências deverão ser tomadas.

O que acontece depois de sexta

Encerrado o prazo, com ou sem a apresentação das respostas, a PET 16.704 volta para análise de Fachin.

A partir daí, o presidente do STF poderá decidir quais medidas serão adotadas e como as diferentes questões abertas pela crise serão encaminhadas dentro da Corte.

Em paralelo, André Mendonça já liberou ao plenário a PET 16.662, que reúne o relatório produzido pela PF a partir do celular de Vorcaro. Ainda não há data marcada para essa análise.

Sexta-feira, portanto, encerra uma etapa importante da crise: depois de receber as versões de Moraes, Mendonça, Gonet e Andrei, Fachin terá mais elementos para decidir como o Supremo tratará tanto as informações encontradas no caso Master quanto os questionamentos sobre a forma como elas foram investigadas.