O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou a aliados que não pretende abrir mão de fazer uma nova indicação ao Supremo Tribunal Federal após a derrota de Jorge Messias no Senado.
A informação foi publicada pelo G1, no blog da jornalista Ana Flor, um dia depois de o plenário rejeitar o nome de Messias para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso.
A sinalização mostra que o Planalto tenta preservar a prerrogativa presidencial de escolher ministros do Supremo, mesmo após uma derrota rara no Senado. Agora, a disputa passa para uma nova etapa: a escolha de outro nome capaz de passar pela Comissão de Constituição e Justiça e, depois, pelo plenário da Casa.
Messias, atual advogado-geral da União, havia sido indicado por Lula para ocupar a vaga aberta com a saída de Barroso. O nome dele chegou a ser aprovado na Comissão de Constituição e Justiça, mas foi barrado na votação decisiva do plenário.
O Senado rejeitou Messias por 42 votos contrários e 34 favoráveis. Para ser aprovado, o indicado precisava de ao menos 41 votos favoráveis entre os 81 senadores.
A derrota foi historicamente incomum. Lula se tornou o primeiro presidente em mais de um século a ter um indicado ao Supremo barrado pelo Congresso.
A nova indicação tende a exigir uma negociação mais cuidadosa com o Senado. A rejeição de Messias expôs resistência ao nome escolhido pelo Planalto e ampliou o peso político da próxima escolha.
A vaga no STF segue aberta. Até que um novo nome seja indicado, sabatinado e aprovado pelo Senado, a composição da Corte continuará incompleta.



