O senador Flávio Bolsonaro reagiu à rejeição de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal e classificou o resultado como uma derrota política do governo Lula.
Flávio afirmou que a votação não representou apenas uma derrota pessoal de Messias, mas do governo. O senador também disse ter pedido votos contra a indicação, embora tenha negado uma articulação ativa para derrubar o nome no plenário.
Em publicação no X, Flávio também celebrou o resultado. O senador escreveu que, “por 42 votos a 34, o Senado fez história” e afirmou que “o Brasil tem futuro”. No mesmo post, ele disse que a votação teria impedido, em sua avaliação, maior influência da esquerda e do PT sobre o Estado e a Justiça.
A declaração desloca a reação da oposição para uma leitura mais ampla da derrota. Flávio tenta apresentar o placar como sinal de enfraquecimento político do Planalto no Senado, e não apenas como rejeição a um nome específico para o Supremo.
Messias foi indicado por Lula para a vaga aberta com a saída de Luís Roberto Barroso. O advogado-geral da União precisava de ao menos 41 votos favoráveis para ser aprovado, mas recebeu 34 votos a favor e 42 contra, segundo o Senado.
A rejeição foi um revés raro em indicações para o STF. Foi a primeira vez em 132 anos que o Senado brasileiro rejeitou um indicado presidencial à Corte.
Com o resultado, Lula terá que escolher outro nome e enviar uma nova indicação ao Senado. O próximo indicado também precisará passar pela Comissão de Constituição e Justiça e, depois, pelo plenário.
A fala de Flávio reforça a nova fase da disputa política aberta pela rejeição de Messias. Depois do placar no Senado, a oposição busca transformar a derrota do indicado em argumento sobre a capacidade de articulação do governo Lula no Congresso.



