Atualização em 9 de julho: A crise avançou para além do Estreito de Ormuz. A Jordânia afirmou ter interceptado oito mísseis lançados do Irã contra seu território, sem registro de mortos, feridos ou danos materiais.
A Guarda Revolucionária do Irã afirma ter lançado 10 mísseis balísticos contra a base de Al-Azraq, na Jordânia. A reivindicação de que a base foi atingida não foi confirmada por Amã.
O episódio amplia o alcance da crise aberta pelos ataques americanos contra o Irã. A tensão que começou em torno de Ormuz passou a envolver também países que abrigam ou cercam estruturas militares associadas aos Estados Unidos no Oriente Médio.
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Atualização 8 de julho: O U.S. Central Command anunciou nesta quarta-feira, 8 de julho, que forças americanas começaram uma nova rodada de ataques adicionais contra o Irã. Segundo o comando militar, a ação busca reduzir a capacidade iraniana de ameaçar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz.
Donald Trump disse nesta quarta-feira, 8 de julho, que o memorando de entendimento assinado com o Irã para tentar encerrar a guerra está “acabado”. A declaração foi dada em Ancara, na Turquia, antes da cúpula da Otan.
“Para mim, acho que acabou. Não quero lidar com eles”, afirmou Trump. O presidente americano também disse considerar uma “perda de tempo” negociar com a liderança iraniana.
A fala ocorre após uma nova rodada de ataques dos Estados Unidos contra o Irã. O U.S. Central Command informou que forças americanas atingiram mais de 80 alvos em 7 de julho, em resposta a ataques contra embarcações comerciais no Estreito de Ormuz.
Segundo o comando americano, os alvos incluíram sistemas de defesa aérea, redes de comando e controle, radares costeiros, capacidades de mísseis antinavio e pequenas embarcações ligadas à Guarda Revolucionária Islâmica.
A escalada também teve uma frente econômica. A OFAC, órgão do Departamento do Tesouro dos EUA responsável por sanções, revogou a licença que autorizava temporariamente operações ligadas à produção, entrega e venda de petróleo bruto, petroquímicos e derivados de origem iraniana.
Acordo anunciado em junho perde força
O memorando havia sido apresentado pela Casa Branca como parte de uma estratégia para reabrir o Estreito de Ormuz à navegação e impedir que o Irã avançasse em seu programa nuclear.
Agora, a declaração de Trump enfraquece a tentativa de estabilização. A Casa Branca ainda havia tratado o acordo como uma vitória diplomática, mas os ataques recentes, a revogação da licença de petróleo e a retomada das ameaças militares recolocaram Washington e Teerã em rota de colisão.
O Estreito de Ormuz é uma das rotas mais sensíveis do comércio mundial de energia. Por isso, qualquer escalada entre EUA e Irã pode afetar petróleo, dólar e inflação em outros países.
EUA abrem nova fase da ofensiva
A declaração de Trump não ficou isolada. Depois de afirmar que o acordo com o Irã está encerrado, os Estados Unidos anunciaram uma nova rodada de ataques adicionais contra alvos iranianos em 8 de julho.
O CENTCOM diz que a operação busca enfraquecer a capacidade de Teerã de ameaçar navios no Estreito de Ormuz. A fala pública de Trump, por sua vez, reforçou a ideia de que Washington pretende responder militarmente sempre que atribuir ao Irã ataques contra embarcações.
Na prática, a crise entrou em uma fase mais grave do que a registrada na publicação inicial. O que antes era risco de colapso do cessar-fogo virou uma escalada em andamento, com novos ataques americanos, pressão econômica sobre o petróleo iraniano e aumento do risco para uma das rotas de energia mais importantes do mundo.
Escalada chega à Jordânia
A crise ganhou um novo desdobramento nesta quinta-feira, 9 de julho. A Jordânia afirmou ter interceptado oito mísseis lançados do Irã contra seu território, sem registro de vítimas ou danos materiais.
A Guarda Revolucionária do Irã afirma ter lançado 10 mísseis balísticos contra a base de Al-Azraq, na Jordânia. A reivindicação de que a base foi atingida não foi confirmada por Amã.
O episódio reforça a mudança de fase da crise. Depois de Trump declarar o acordo interino encerrado e os EUA anunciarem ataques adicionais, a escalada passou a envolver também países que abrigam ou cercam estruturas militares associadas aos Estados Unidos no Oriente Médio.



