Atualização: A reação regional contra o Irã ganhou força após os ataques a países do Golfo e à Jordânia. O secretário-geral do GCC condenou os ataques contra Bahrain, Kuwait e Jordânia e afirmou que a continuidade das ações representa uma escalada inaceitável e ameaça direta à segurança regional.
O bloco também condenou ataques contra o petroleiro saudita Wadiyan e o navio qatari Al Rekayyat no Estreito de Ormuz, afirmando que os episódios colocaram em risco a navegação internacional e os suprimentos globais de energia.
A nova camada diplomática mostra que a crise deixou de envolver apenas Washington e Teerã. Países do Golfo agora tratam os ataques como ameaça coletiva, enquanto ainda pedem contenção e reabertura plena de Ormuz.
Leia: Bloco do Golfo condena ataques do Irã e cobra resposta internacional
A Jordânia afirmou nesta quinta-feira, 9 de julho, que interceptou e derrubou oito mísseis lançados do Irã em direção ao território jordaniano. Segundo as autoridades do país, não houve registro de mortos, feridos ou danos materiais.
O episódio ocorreu em meio à nova escalada entre Estados Unidos e Irã, após Washington ampliar ataques contra alvos iranianos e Donald Trump declarar que o acordo interino com Teerã está “acabado”.
Publicidade
A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter lançado 10 mísseis balísticos contra a base militar de Al-Azraq, na Jordânia. Teerã também reivindicou ataques contra estruturas militares associadas aos Estados Unidos na região.
A versão iraniana, porém, não foi confirmada pela Jordânia. O governo jordaniano informou a interceptação de oito mísseis e disse que a queda de destroços não causou vítimas nem danos materiais.
Jordânia entra no mapa da escalada
A entrada da Jordânia no episódio muda o alcance da crise. Até agora, o centro da tensão estava no Estreito de Ormuz, nos ataques contra embarcações comerciais e na disputa entre Washington e Teerã sobre a navegação na região.
Com a reivindicação de ataque contra Al-Azraq, a crise passa a atingir também a rede regional de bases e instalações associadas à presença militar americana no Oriente Médio.
A base de Al-Azraq fica em uma região estratégica da Jordânia e já apareceu em episódios anteriores da guerra como alvo reivindicado por forças iranianas. Por isso, a nova declaração de Teerã reforça a tentativa de ampliar o custo regional da ofensiva americana.
Amã tenta conter dano interno
As autoridades jordanianas trataram o episódio como violação do espaço aéreo e acionaram sirenes após a detecção dos mísseis. A mensagem oficial buscou reforçar que o país interceptou a ameaça e que não houve impacto direto sobre civis ou estruturas.
Essa distinção é importante. O Irã diz ter mirado uma base militar; a Jordânia afirma ter derrubado os projéteis antes que causassem danos. Até o momento, não há confirmação independente de que a base de Al-Azraq tenha sido atingida.
A Jordânia também condenou novos ataques iranianos contra Bahrain e Kuwait, classificando os episódios como violação de soberania e ameaça à segurança regional.



