A Guarda Revolucionária do Irã afirmou nesta terça-feira, 14 de julho, que lançou mísseis balísticos contra instalações e posições de forças americanas em uma base aérea na Jordânia.
As Forças Armadas jordanianas informaram que os sistemas de defesa do país interceptaram e derrubaram quatro mísseis que entraram no espaço aéreo da Jordânia vindos do território iraniano.
Segundo o governo jordaniano, não houve mortos, feridos ou danos materiais. Equipes do Corpo Real de Engenharia foram enviadas a diferentes locais para recolher e proteger os destroços dos projéteis.
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Jordânia não confirma impacto em base
A nota jordaniana não informou qual seria o alvo dos quatro mísseis. Também não confirmou que instalações militares americanas tenham sido atingidas.
Na versão divulgada pela agência estatal iraniana IRNA, a Guarda Revolucionária declarou que o alvo eram instalações e posições de tropas dos Estados Unidos em uma base aérea utilizada em ataques contra o território iraniano.
O comunicado iraniano não identificou a base pelo nome nem apresentou uma avaliação verificável de danos. Até a publicação, não havia confirmação pública americana ou jordaniana de impacto em uma instalação militar.
Novo episódio após ataque de 9 de julho
O ataque desta terça-feira é separado do episódio registrado em 9 de julho, quando a Guarda Revolucionária afirmou ter lançado dez mísseis contra a base de Al-Azraq, também conhecida como Base Aérea Muwaffaq Salti.
Naquela ocasião, a Jordânia informou que havia interceptado oito projéteis e que não ocorreram vítimas nem danos materiais. A alegação iraniana de danos à base não foi confirmada por Amã.
A diferença entre os dois episódios é relevante: no ataque anterior, o Irã identificou Al-Azraq como alvo. Na nova reivindicação, o comunicado se refere apenas a uma base aérea com presença americana.
Ataque ocorre após ofensiva americana de cinco horas
A nova ação iraniana ocorreu depois de o Comando Central dos Estados Unidos informar a conclusão de uma missão de cinco horas contra alvos militares no Irã.
Segundo o CENTCOM, a operação terminou às 23h15 de segunda-feira no horário de Brasília e atingiu alvos em Bushehr, Chabahar, Jask, Konarak, Abu Musa e Bandar Abbas.
O comando americano afirmou ter utilizado munições de precisão contra sistemas de defesa costeira, instalações de mísseis e drones e capacidades marítimas iranianas.
A ofensiva foi apresentada pelos Estados Unidos como resposta aos ataques contra embarcações comerciais que transitam pelo Estreito de Ormuz.
Escalada se espalha pela região
A troca de ataques já alcançou diferentes países que mantêm bases ou instalações usadas por forças americanas. O Bahrein também informou ter interceptado mísseis e drones iranianos nos últimos dias, enquanto Teerã reivindicou ações contra posições militares no Golfo.
Ao mesmo tempo, os Estados Unidos retomaram nesta terça-feira o bloqueio contra embarcações que entram ou saem de portos e áreas costeiras iranianas.
A combinação entre ataques militares, interceptações em países vizinhos e restrições à navegação mantém elevada a tensão ao redor do Estreito de Ormuz.
Impacto para o Brasil
Não há impacto militar direto para o Brasil. Os possíveis reflexos ocorrem principalmente pelo mercado de energia, pelos seguros marítimos, pelos fretes internacionais e pelo câmbio.
O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas mundiais de petróleo e gás. Uma redução prolongada do tráfego ou novos ataques contra embarcações podem pressionar preços internacionais e elevar custos para importadores e exportadores brasileiros.



