Um novo petroleiro foi atingido nas proximidades do Estreito de Ormuz enquanto os Estados Unidos iniciavam a décima noite consecutiva de ataques contra o Irã, em uma nova escalada da disputa pelo controle da principal passagem marítima do Golfo Pérsico.
A autoridade marítima britânica UKMTO registrou que uma embarcação foi atingida por um projétil não identificado. As circunstâncias do ataque e a autoria não haviam sido esclarecidas oficialmente até a publicação.
O ataque ocorreu em meio a uma nova ofensiva americana. O U.S. Central Command informou que as operações começaram às 16h de segunda-feira no horário da costa leste dos Estados Unidos, 17h em Brasília, por ordem do presidente Donald Trump.
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A nova operação completa dez noites consecutivas de bombardeios americanos. O comando militar afirma que os ataques buscam reduzir a capacidade iraniana de ameaçar embarcações comerciais e restringir a navegação no Estreito de Ormuz.
A décima noite começou poucas horas depois de Donald Trump ameaçar o Irã com uma resposta ampliada pelas mortes de militares americanos. O presidente afirmou ter enviado uma diretriz ao Pentágono, mas não revelou se a ordem envolvia novos alvos ou uma expansão das operações.
Duas rotas entram no centro da guerra
A escalada deixou de envolver apenas Ormuz. Os houthis, grupo armado do Iêmen alinhado ao Irã, anunciaram um embargo marítimo contra a Arábia Saudita e ameaçaram navios ligados ao país.
O anúncio não significa que o Estreito de Bab el-Mandeb tenha sido efetivamente fechado. A coalizão liderada pela Arábia Saudita afirmou que adotou medidas para proteger seus navios e prometeu responder a eventuais ataques.
Bab el-Mandeb conecta o mar Vermelho ao Golfo de Áden e ao mar Arábico. A passagem é utilizada por navios que seguem em direção ao Canal de Suez, enquanto Ormuz concentra a saída marítima do Golfo Pérsico.
Dados da Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos classificam Ormuz como a passagem de petróleo mais importante do mundo. Em 2023, o volume transportado pelo estreito correspondeu a aproximadamente 20% do consumo mundial de derivados líquidos de petróleo.
Uma interrupção também em Bab el-Mandeb poderia obrigar parte dos navios a contornar o sul da África, ampliando o tempo das viagens, o consumo de combustível, os custos de frete e os seguros marítimos.
Diplomacia continua sem cessar-fogo
O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que mediadores apresentaram propostas para conter a escalada, mas não anunciou aceitação de uma trégua.
O ministro do Interior iraniano, Eskandar Momeni, também chegou a Islamabad para reuniões com autoridades paquistanesas. O Paquistão tem atuado como interlocutor entre Teerã e Washington, mas ainda não há um novo cessar-fogo formalizado.



