O Conselho Superior do Ministério Público Federal analisa nesta sexta-feira (25) se há elementos suficientes para abrir uma investigação sobre o procurador-geral da República, Paulo Gonet, por sua atuação em processos relacionados ao Banco Master.
A sessão extraordinária foi convocada especificamente para analisar a Notícia de Fato PGR-00385698/2026. O foco está sobretudo nas PETs 15.556 e 16.662, que tramitam no Supremo Tribunal Federal e fazem parte das investigações envolvendo Daniel Vorcaro e o Master.
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14h43 — julgamento ainda não tem resultado final
O Conselho Superior do MPF ainda não concluiu a análise sobre Paulo Gonet. Antes da interrupção da sessão, o placar parcial estava em 2 a 1 contra a abertura de uma investigação.
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O relator, Francisco Sanseverino, votou contra designar outro subprocurador para investigar Gonet e foi acompanhado por Celso de Albuquerque Silva.
Janice Ascari abriu divergência. Ela defendeu uma apuração preliminar conduzida por outro subprocurador, mas sem afastar Gonet do caso Master neste momento.
A votação ainda precisa prosseguir antes da proclamação do resultado.
A sessão está em andamento e é transmitida ao vivo. Até a última atualização desta matéria, ainda não havia resultado final publicado pelo Conselho Superior do MPF.
O que o Conselho está decidindo
A discussão de hoje não é se Gonet é culpado ou inocente. Os conselheiros precisam decidir uma etapa anterior: se o material existente justifica que outro subprocurador-geral seja designado para investigar possível crime comum atribuído ao chefe da PGR.
Se o Conselho entender que há elementos suficientes, um subprocurador será escolhido para conduzir a apuração. Se entender que não há base para avançar, o procedimento pode ser arquivado.
Como Gonet é o interessado no procedimento, ele não participa da votação. A sessão é presidida pelo vice-presidente do Conselho, Nicolao Dino, e o relator é Francisco de Assis Vieira Sanseverino.
Em uma das mensagens atribuídas ao ex-banqueiro, Vorcaro pergunta se determinada situação poderia ser revertida com “Paulo e Andrei”. Os investigadores associaram as referências a Paulo Gonet e ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Gonet também aparece em registros envolvendo o advogado Ciro Soares.
Parlamentares do Novo levaram o caso ao Conselho e pediram que Gonet deixasse de atuar nas investigações do Master. A representação abriu a discussão interna sobre quem deve conduzir procedimentos nos quais o próprio chefe da PGR aparece entre os nomes citados.
Gonet nega manter relação de amizade com Vorcaro ou ter interesse pessoal nos processos. Ele afirma que encontrou o ex-banqueiro presencialmente uma única vez, durante um evento jurídico em Londres, e sustenta que permanece apto a atuar no caso.
O julgamento desta sexta é o desdobramento direto do procedimento que o Trendahora acompanha desde o início de setembro, quando Gonet deixou de aparecer apenas como autoridade responsável pelo caso e passou também a ser citado no material sob análise das instituições.



