O número de mortos pelos terremotos que atingiram a Venezuela subiu para 2.954, de acordo com novo balanço atribuído ao Ministério da Informação do país. As autoridades também contabilizam 16.592 feridos e 16.309 pessoas sem moradia.

O novo levantamento foi apresentado neste sábado (4), em meio à continuidade das buscas por sobreviventes e vítimas sob os escombros. Os terremotos atingiram a costa venezuelana em 24 de junho e deixaram La Guaira entre as regiões mais afetadas.

O governo venezuelano informou que quase 30 mil agentes locais foram mobilizados para atuar na resposta ao desastre. O trabalho também conta com 3.281 resgatistas internacionais, segundo os dados divulgados pelas autoridades.

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Buscas continuam em áreas atingidas

As operações de busca e resgate seguem em andamento, mesmo com a redução das chances de encontrar sobreviventes depois de vários dias. A continuidade das equipes nas áreas atingidas mostra que o balanço de vítimas ainda pode mudar.

Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, afirmou que equipes médicas já atenderam 22.445 pessoas desde os terremotos. O atendimento ocorre em hospitais, unidades improvisadas e estruturas montadas para receber moradores afetados pelo desastre.

A tragédia também deixou milhares de pessoas fora de casa. Parte dos desabrigados está em abrigos oficiais, enquanto outros permanecem em acampamentos ou próximos às áreas destruídas, à espera de informações sobre familiares e imóveis.

Balanço cresceu em 24 horas

O novo número representa uma alta em relação ao balanço anterior, que apontava 2.645 mortos. Em um dia, o total oficial aumentou em 309 mortes confirmadas.

O número de feridos também subiu. No balanço anterior, havia mais de 12 mil feridos; agora, são 16.592. O total de pessoas sem moradia passou de cerca de 15 mil para 16.309.

A atualização reforça a dimensão da tragédia e mantém a Venezuela em estado de emergência humanitária. Os números ainda não são finais, porque há áreas de difícil acesso e registros de pessoas desaparecidas.

Relatos de sobreviventes expõem força dos tremores

Além do novo balanço oficial, relatos de sobreviventes ajudam a dimensionar o impacto dos terremotos. Em La Guaira, um homem identificado como Juan Zapata contou que estava em seu apartamento quando foi arremessado pela força do tremor e acabou soterrado.

Ele passou mais de dois dias preso entre ferragens antes de ser retirado por resgatistas civis. O caso se soma a outros episódios de sobrevivência registrados nos últimos dias, incluindo o resgate do vigilante Hernán Alberto Gil Flores, retirado com vida dos escombros do shopping Galerías Playa Grande após mais de uma semana preso.

Esses resgates ganharam repercussão porque contrastam com a escala crescente da tragédia. Ao mesmo tempo em que as equipes encontram sobreviventes em casos raros, o número de mortos continua subindo.

Venezuela enfrenta crise humanitária

Os terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 atingiram a Venezuela com menos de um minuto de diferença em 24 de junho. Desde então, equipes locais, voluntários e grupos estrangeiros trabalham em busca de sobreviventes, atendimento médico, remoção de escombros e apoio a famílias desalojadas.

La Guaira segue como um dos principais focos da emergência. A região concentra prédios danificados, estruturas instáveis e moradores que ainda procuram parentes desaparecidos.