Israel compartilhou com os Estados Unidos uma nova informação de inteligência sobre um suposto plano iraniano para assassinar Donald Trump, segundo o Wall Street Journal.

A informação ainda não foi confirmada publicamente por autoridades israelenses ou iranianas. Por isso, o caso deve ser tratado como um alerta de inteligência relatado pelo jornal, e não como confirmação pública de que o plano estava em execução.

Segundo a reportagem, Israel teria informado Washington de que o Irã desenvolveu um novo plano contra Trump. O suposto alerta surge em um momento de alta tensão entre Estados Unidos, Israel e Teerã.

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Trump já vinha citando ameaças iranianas contra sua segurança. Em declaração recente, o presidente americano afirmou que estaria entre os principais alvos de Teerã e disse estar “em todas as listas”.

O pano de fundo é a morte de Qassem Soleimani, comandante da Força Quds da Guarda Revolucionária do Irã, em um ataque americano em 2020 autorizado por Trump. Desde então, autoridades americanas tratam possíveis planos de retaliação iraniana contra Trump e outros ex-integrantes do governo dos EUA como uma ameaça persistente.

Histórico de casos anteriores

O suposto novo alerta não aparece isolado. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos já apresentou casos anteriores envolvendo planos atribuídos a operadores ligados ao Irã.

Em novembro de 2024, o Departamento de Justiça anunciou acusações contra Farhad Shakeri, descrito como ativo ligado à Guarda Revolucionária. Segundo a acusação, Shakeri teria recebido a tarefa de vigiar e planejar o assassinato de Donald Trump.

O caso anterior não confirma o suposto novo plano relatado pelo Wall Street Journal, mas mostra que autoridades americanas já tratararam publicamente ameaças ligadas ao Irã contra Trump como risco real.

A diferença agora é que a nova informação teria partido de Israel e sido compartilhada com Washington em meio à escalada regional. Se novas confirmações públicas surgirem, o caso pode aumentar a pressão política nos EUA por uma resposta mais dura contra Teerã.

Atualização: alerta é relativizado e Trump eleva tom

Após a publicação do suposto alerta israelense, autoridades americanas citadas pela TV israelense Channel 12 disseram que a informação compartilhada por Israel trataria de conversas gerais entre autoridades iranianas sobre matar Donald Trump, e não de um plano específico já estruturado.

A mesma apuração afirma que os oficiais americanos viram o repasse da informação como uma tentativa de Israel de melhorar a relação com Trump e influenciar a política dos EUA para o Irã.

Trump, por sua vez, elevou o tom. Em entrevista ao New York Post, o presidente americano disse ter deixado instruções para uma resposta militar contra o Irã caso seja assassinado. A fala reforça que, mesmo sem confirmação pública de um novo plano em execução, a ameaça virou mais um ponto de pressão política na crise entre Washington, Israel e Teerã.