O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) recebeu autorização do governo dos Estados Unidos para permanecer no país até 27 de outubro de 2027, apesar de ter seus passaportes brasileiros cancelados pela Polícia Federal após uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
A informação consta em registros migratórios da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP), reproduzidos pela CNN Brasil. Flávio chegou a Miami na quarta-feira (28), acompanhado da família, após deixar o Brasil mesmo estando proibido judicialmente de viajar.
O registro indica que o senador recebeu uma autorização da categoria DT, conhecida como Discretionary Parole. Trata-se de uma permissão temporária que pode ser concedida individualmente por razões humanitárias urgentes ou por benefício público significativo para os Estados Unidos.
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A modalidade não equivale a um visto convencional nem à concessão de asilo político. O motivo específico utilizado pelas autoridades americanas para autorizar a entrada de Flávio não foi divulgado publicamente.
O que acontece com as investigações no Brasil?
A autorização americana não altera as determinações da Justiça brasileira.
Em nota divulgada na quarta-feira (28), a Polícia Federal confirmou que o STF havia proibido Flávio de deixar o país e determinado a apreensão de seus passaportes. Como os documentos não foram entregues, a corporação cancelou os passaportes comum e diplomático e registrou um alerta migratório.
A PF também informou que não identificou a saída do senador pelos postos oficiais de controle migratório brasileiros e que investiga as circunstâncias do descumprimento das decisões judiciais.
A corporação esclareceu, entretanto, que as restrições de viagem não tornam Flávio automaticamente foragido nem autorizam sua prisão por si só.
Permissão de um ano não significa proteção definitiva
Pelas regras americanas, a parole permite a permanência por prazo determinado, mas pode ser encerrada pelas autoridades dos EUA antes do vencimento.
A autorização também não impede, por si só, a análise de um eventual pedido de extradição apresentado pelo Brasil, que dependeria de procedimentos jurídicos próprios.



