A maioria dos eleitores brasileiros chega ao início oficial da campanha presidencial de 2026 dizendo que já decidiu em quem votar. Pesquisa Quaest divulgada nesta semana mostra que 69% consideram sua escolha definitiva, enquanto 30% ainda admitem trocar de candidato.
O grau de definição aumentou desde março. Naquela rodada da Quaest, 56% dos entrevistados afirmavam que o voto para presidente já era definitivo e 43% ainda consideravam mudar de opção. A diferença representa um avanço de 13 pontos percentuais na parcela que diz ter fechado sua escolha.
A consolidação ocorre justamente na passagem da pré-campanha para a campanha oficial. Segundo o calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a propaganda eleitoral nas ruas e na internet passa a ser permitida neste domingo, 16 de agosto.
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Lula e Flávio têm eleitorados mais consolidados
Os dados mostram diferenças importantes entre as bases dos candidatos.
Entre os eleitores que declaram voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 77% afirmam que a decisão é definitiva e 22% dizem que ainda podem mudar.
No eleitorado de Flávio Bolsonaro (PL), 70% consideram a escolha definitiva, enquanto 30% admitem a possibilidade de trocar de candidato.
Os dois principais nomes da disputa têm, portanto, os eleitorados mais consolidados entre os candidatos testados. Na mesma rodada, Lula aparece com 38% das intenções de voto no primeiro turno e Flávio com 31%.
A situação é diferente entre os demais candidatos. Entre os eleitores de Renan Santos (Missão), 57% dizem ter voto definitivo e 43% ainda podem mudar. Ronaldo Caiado (PSD) registra 55% de voto consolidado e 45% de possibilidade de mudança.
Romeu Zema (Novo) apresenta o eleitorado menos definido entre os nomes testados: 23% consideram o voto definitivo e 77% dizem que ainda podem escolher outro candidato.
Voto ficou mais rígido desde março
A comparação com março mostra que o avanço da definição não ficou restrito ao conjunto do eleitorado.
Na pesquisa divulgada em março, 67% dos eleitores de Lula consideravam o voto definitivo. Agora, são 77%.
Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, o índice passou de 63% em março para 70% na nova rodada.
Os números indicam que a campanha começa com as duas maiores candidaturas apoiadas por parcelas relativamente mais consolidadas de seus eleitorados, enquanto existe mais possibilidade declarada de migração entre os candidatos que aparecem atrás na disputa.
Isso não significa que 31% de todo o eleitorado esteja necessariamente disponível para qualquer candidato. A pergunta mede se a própria pessoa considera sua escolha definitiva ou admite mudá-la até a eleição.
Campanha começa neste domingo
O primeiro turno das Eleições 2026 está marcado para 4 de outubro.
A partir de 16 de agosto, candidaturas, partidos, federações e coligações poderão realizar propaganda eleitoral nas ruas e na internet, de acordo com o calendário do TSE.
A nova rodada da Quaest foi realizada presencialmente com 2.004 eleitores entre 10 e 13 de agosto. A margem de erro do levantamento geral é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-06773/2026.



