O ex-deputado federal Alexandre Ramagem foi preso nesta segunda-feira, 13 de abril de 2026, pelo ICE, o serviço de imigração e controle de aduanas dos Estados Unidos. A informação foi confirmada pela Polícia Federal à CNN Brasil, e a Exame informou que a PF também confirmou o caso à GloboNews e ao G1.
A prisão recoloca Ramagem no centro de um processo que já vinha se arrastando entre Brasil e Estados Unidos desde o fim de 2025. Condenado pelo Supremo Tribunal Federal no caso da tentativa de golpe, ele já tinha pedido formal de extradição apresentado pelo governo brasileiro ao Departamento de Estado americano em 30 de dezembro de 2025, sem prazo público para análise.
Segundo a cobertura inicial desta segunda, Ramagem foi condenado a 16 anos de prisão no processo da trama golpista. Nos registros do próprio STF, a pena fixada para ele foi de 16 anos, 1 mês e 15 dias de reclusão, em regime inicial fechado.
De acordo com a PF, Ramagem deixou o Brasil de forma clandestina pela fronteira de Roraima com a Guiana antes de seguir para os Estados Unidos. A Agência Brasil informou, em janeiro, que ele embarcou com passaporte diplomático que não havia sido apreendido, e registrou que o pedido de extradição já estava em tramitação.
A situação política de Ramagem também já havia mudado no Brasil antes da prisão desta segunda-feira. Em 18 de dezembro de 2025, a Mesa Diretora da Câmara declarou a perda de seu mandato, decisão depois registrada tanto em ato oficial quanto em comunicação institucional da Casa.
As informações iniciais sobre a prisão ainda circulam em caráter preliminar em parte da imprensa. Ramagem teria sido detido em Orlando, na Flórida, por questões migratórias, mas esse detalhamento ainda aparecia em atualização nas primeiras informações consultadas.
O dado mais sólido, neste momento, é que a detenção ocorre quando o pedido brasileiro de extradição já estava formalizado havia mais de três meses. Na prática, isso faz a prisão de Ramagem nos EUA deixar de ser apenas um episódio policial isolado e a transforma em um novo capítulo de um caso que envolve condenação no STF, fuga do território brasileiro e cooperação diplomática entre os dois países. Essa leitura decorre da sequência factual já pública até aqui.
Até a publicação desta reportagem, não havia nas fontes abertas consultadas um cronograma oficial para eventual extradição ou remoção ao Brasil, nem detalhamento público completo do enquadramento usado pelas autoridades americanas no procedimento de custódia.



