Os protestos estudantis no Irã chegaram ao quinto dia consecutivo, com registros verificados de manifestações em Teerã, Shiraz e Mashhad, segundo informações publicadas por veículos internacionais.

Os atos são descritos como os primeiros protestos em larga escala desde a repressão às manifestações nacionais ocorridas em janeiro. As mobilizações têm ocorrido principalmente dentro ou nos arredores de campi universitários.

Em diversas instituições, centenas de estudantes foram ouvidos entoando slogans anti-establishment. Vídeos verificados mostram que as manifestações continuam mesmo após dias consecutivos de mobilização.

FORÇAS DE SEGURANÇA NAS IMEDIAÇÕES DOS CAMPI

Imagens confirmadas indicam a presença de forças de segurança armadas próximas à University of Pars, em Teerã, e à Shiraz University, na província de Fars. Também foram verificados vídeos mostrando agentes em motocicletas nas imediações da University of Pars.

Em gravações feitas do lado de fora da University of Pars, estudantes aparecem entoando a frase:

“Esta é a última batalha, Pahlavi retornará.”, em referência ao ex-príncipe herdeiro Reza Pahlavi.

O pai de Reza Pahlavi foi deposto em 1979, durante a Revolução Islâmica que resultou na atual estrutura política do país.

REABERTURA DAS UNIVERSIDADES E AULAS ONLINE

Os protestos começaram após a reabertura das universidades no sábado. As instituições estavam fechadas desde 4 de janeiro, oficialmente devido a “condições de frio severo”.

Críticos afirmam que o fechamento teve como objetivo impedir protestos.

Relatos publicados pela mídia iraniana indicam que aulas em pelo menos três universidades foram transferidas para o formato online, medida que pode ter sido adotada para conter a expansão das manifestações.

GOVERNO FALA EM “LINHAS VERMELHAS”

Em meio à escalada das tensões, o governo iraniano afirmou que há “linhas vermelhas” que não serão ultrapassadas diante dos protestos.

Os confrontos verbais entre grupos pró e anti-governo dentro dos campi elevam a tensão política em um momento sensível, marcado pela retomada das atividades acadêmicas e pela presença de forças de segurança nas imediações das universidades.

As manifestações seguem em andamento.