Marco Rubio afirmou nessa quarta-feira (28) que os Estados Unidos não esperam realizar novas ações militares na Venezuela e que a única presença militar americana no país, segundo ele, seria a de fuzileiros navais responsáveis pela segurança da embaixada.
A declaração foi feita durante uma audiência na Comissão de Relações Exteriores do Senado dos EUA, onde Rubio foi questionado por membros do senado sobre as ações recentes do governo do presidente Donald Trump envolvendo a Venezuela.
Segundo o secretário, o foco da atual política americana é a estabilização do país e a construção de um caminho para a retomada de relações diplomáticas, incluindo a possibilidade de reabertura da embaixada dos Estados Unidos em Caracas.
PRIMEIRA AUDIÊNCIA APÓS MUDANÇA DE PODER EM CARACAS
Essa foi a primeira vez que Marco Rubio prestou esclarecimentos públicos ao Senado sobre a política dos Estados Unidos em relação à Venezuela desde sua nomeação como secretário de Estado.
Durante a audiência, Rubio afirmou que as comunicações mantidas com as novas lideranças venezuelanas têm sido, segundo ele, “respeitosas e produtivas”. O secretário disse esperar avanços no processo político do país sem necessidade de nova ação militar imediata.
RELAÇÃO COM NOVA LIDERANÇA VENEZUELANA
Rubio declarou que o governo norte-americano pretende trabalhar em conjunto com a atual liderança de fato em Caracas, citando Delcy Rodríguez, com o objetivo de estabilizar o país e criar condições para uma transição política.
As declarações do secretário ocorrem dias depois de um pronunciamento da própria Rodríguez, no qual ela afirmou que a Venezuela não aceitará ordens de Washington nem interferências externas em seus assuntos internos.
O secretário defendeu ainda que a remoção de Nicolás Maduro foi considerada necessária pelo governo dos Estados Unidos por razões de segurança nacional, mencionando preocupações relacionadas à presença e à influência de atores considerados adversários dos EUA na Venezuela.
QUESTIONAMENTOS NO CONGRESSO
Apesar das declarações de Rubio, parlamentares democratas e alguns republicanos expressaram, durante a audiência, preocupações com a falta de transparência do governo Trump sobre as operações realizadas na Venezuela.
Segundo esses senadores, ainda há dúvidas sobre a legalidade da ação militar realizada em 3 de janeiro e sobre os limites da atuação americana no país após a mudança de poder.
Rubio, por sua vez, reiterou que não há ocupação militar em andamento e que o objetivo do governo é avançar por meios diplomáticos.



