O técnico do Egito, Hossam Hassan, fez o gesto antirracismo da Fifa durante a derrota por 3 a 2 para a Argentina, nesta terça-feira, 7 de julho, pelas oitavas de final da Copa de 2026, em Atlanta. O treinador cruzou os braços em forma de “X” e recebeu cartão amarelo do árbitro François Letexier.
O gesto não é apenas uma reclamação comum. A Fifa adotou o sinal de braços cruzados como parte de seu protocolo contra racismo. Pela regra, jogadores, árbitros e integrantes das equipes podem usar o gesto para comunicar abuso racista e acionar o procedimento de três etapas da entidade.
O protocolo prevê que a partida seja interrompida no primeiro momento. Se o abuso continuar, o jogo pode ser suspenso, com atletas e arbitragem deixando o campo. Em último caso, a partida pode ser abandonada.
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O episódio aconteceu em um jogo já marcado por forte tensão. O Egito chegou a abrir 2 a 0, mas sofreu a virada nos minutos finais, com gols de Cristian Romero, Lionel Messi e Enzo Fernández. A comissão egípcia reclamou de lances de arbitragem, incluindo um possível pênalti antes do gol decisivo da Argentina.
O lance envolvendo Hossam Hassan ganhou peso porque ocorreu em meio a novos vídeos de hostilidade contra IShowSpeed nas arquibancadas. O influenciador norte-americano já estava no centro de outra investigação da Fifa, aberta após um episódio de racismo no jogo Argentina x Cabo Verde, disputado em 3 de julho.
Naquele caso, a Fifa informou que apurava uma interação entre o influenciador e um torcedor argentino. IShowSpeed, que acompanhava a partida e fazia transmissão ao vivo, foi alvo de uma fala racista nas arquibancadas.
A repetição de episódios envolvendo torcedores argentinos, o gesto antirracismo do técnico do Egito e a reação da arbitragem colocam a Copa novamente sob pressão fora do campo. A Fifa tem tratado o combate à discriminação como uma das bandeiras institucionais do torneio, mas os casos recentes expõem a distância entre o protocolo e sua aplicação durante partidas de alta tensão.



