A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou as tarifas globais impostas pelo presidente Donald Trump, anulando uma das principais medidas de sua política comercial no segundo mandato.
A decisão concluiu que Trump não tinha autoridade legal para impor tarifas comerciais amplas com base na justificativa utilizada pelo governo. O caso envolvia o uso de poderes executivos para aplicar tarifas de forma abrangente a parceiros comerciais dos Estados Unidos.
Segundo o entendimento da Corte, o presidente excedeu os limites da autoridade conferida pela legislação utilizada para sustentar a medida. Com isso, a decisão estabelece limites à capacidade do Executivo de recorrer a determinadas leis para impor tarifas globais.
A medida representava um dos pilares da agenda comercial de Trump e afetava diversos parceiros comerciais dos Estados Unidos. Entre os países impactados estavam nações que mantêm fluxo relevante de comércio com o mercado americano.
O Brasil estava entre os países afetados pelas tarifas globais, o que coloca a decisão como um fator relevante para as relações comerciais entre Brasília e Washington. A anulação das tarifas devem influenciar exportações e o ambiente de comércio bilateral.
A decisão da Suprema Corte é considerada um dos maiores reveses jurídicos enfrentados por Trump neste segundo mandato, atingindo diretamente um dos eixos centrais de sua política econômica.



