A Rússia lançou uma nova ofensiva de grande escala contra a Ucrânia nesta quarta-feira (14), combinando dezenas de mísseis e mais de uma centena de drones. O principal alvo foi a infraestrutura de energia, e ao menos 600 mil pessoas ficaram sem eletricidade após os ataques. Assista
Segundo a Força Aérea da Ucrânia, foram detectados 39 mísseis que seguiram trajetória balística e 128 drones de diferentes tipos. As defesas ucranianas afirmam ter derrubado ou neutralizado quatro dos mísseis e 115 drones. Impactos foram registrados em pelo menos 22 locais.
Energia voltou ao centro dos ataques
Kyiv, a região da capital e Kharkiv estiveram entre os principais alvos. Zelensky afirmou que houve danos em 26 elementos do sistema elétrico e em quatro instalações do setor de petróleo e gás. A capital já havia sofrido um dos ataques mais letais deste ano em julho.
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Em Kyiv, os ataques provocaram cortes emergenciais de eletricidade em vários distritos. Prédios residenciais também foram atingidos. O balanço oficial registrava três mortos e 32 feridos, entre eles uma criança de 8 anos.
Lutsk teve seis mortos
A ofensiva também alcançou Lutsk, no oeste do país. Segundo a prefeitura, seis pessoas morreram e 12 ficaram feridas.
Um grande incêndio atingiu a EuroGurt, na rua Koniakina. Destroços também danificaram um apartamento no nono andar de um edifício residencial.
O episódio mostra que a ofensiva não ficou restrita à capital ou às áreas mais próximas da frente de combate: ataques e danos foram registrados em diferentes partes do território ucraniano.
Por que o ataque chama atenção agora
A infraestrutura de energia voltou a ser o centro da disputa justamente quando os Estados Unidos tentam abrir uma frente de negociação para interromper ataques contra esse tipo de alvo.
Donald Trump havia anunciado uma iniciativa de cessar-fogo energético, mas o Kremlin afirmou posteriormente que as conversas ainda estavam em andamento. Na prática, os ataques contra instalações de energia continuaram.
Com o inverno se aproximando no hemisfério norte, danos a usinas, redes e sistemas de distribuição têm um efeito que vai além do campo de batalha: atingem iluminação, aquecimento, água, transporte e serviços essenciais das cidades.


