DAVOS (20/01/2026) — O presidente da França, Emmanuel Macron, reagiu publicamente nesta terça-feira (20) às movimentações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em torno da Groenlândia, após Trump divulgar mensagens privadas atribuídas a Macron com proposta de reunião do G7 em Paris logo depois do Fórum Econômico Mundial, em Davos.
Em declaração no próprio evento, Macron afirmou que a Europa não deve ceder a intimidação e criticou uma lógica de força nas relações internacionais, em referência ao endurecimento do discurso americano ligado ao impasse sobre a Groenlândia e às pressões econômicas que vêm acompanhando o episódio.
Vazamento expõe bastidores e amplia desgaste diplomático
A tensão ganhou um novo capítulo quando Trump publicou imagens de conversas privadas nas redes sociais. Nas mensagens divulgadas, Macron aparece oferecendo a possibilidade de organizar um encontro do G7 em Paris após Davos, além de propor diálogo direto. A divulgação tornou pública a tentativa francesa de abrir um canal político, e, ao mesmo tempo, evidenciou o grau de atrito entre Washington e líderes europeus.
Europa endurece o tom e discute resposta
A reação de Macron ocorre em um momento em que governos europeus reforçam a defesa da soberania territorial na região e discutem instrumentos de resposta econômica diante da escalada de pressão americana. O tema passou a dominar parte do debate político em Davos e vem provocando movimentações coordenadas dentro da União Europeia.
Por que isso importa agora
A Groenlândia voltou ao centro da disputa geopolítica por seu peso estratégico no Ártico e por seu impacto direto nas relações entre Estados Unidos e Europa. Ao reagir de forma pública e dura no mesmo dia do vazamento, Macron sinaliza que o assunto deixou de ser apenas uma controvérsia diplomática e entrou no terreno de confronto político aberto entre aliados históricos.



