Uma investigação militar dos Estados Unidos aponta que forças americanas podem ter sido responsáveis pelo ataque que atingiu uma escola de meninas na cidade de Minab, no sul do Irã. A informação foi revelada pela agência Reuters, com base em fontes ligadas à apuração.
O ataque ocorreu em 28 de fevereiro de 2026, durante os primeiros dias da ofensiva militar conduzida por Estados Unidos e Israel contra alvos iranianos.
Segundo autoridades iranianas, 153 pessoas morreram, a maioria estudantes e funcionárias da escola. Os números, no entanto, não foram verificados de forma independente.
Investigação interna dos EUA
De acordo com a reportagem da Reuters, investigadores militares norte-americanos acreditam que é provável que forças dos Estados Unidos tenham sido responsáveis pelo ataque, embora a investigação ainda não tenha chegado a uma conclusão definitiva.
Fontes ouvidas pela agência afirmam que a análise inicial aponta para a possibilidade de que o bombardeio tenha ocorrido durante operações militares na região.
Imagens de satélite e análises independentes indicam que o prédio da escola e um complexo ligado à Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) foram atingidos por munições explosivas lançadas do ar.
Especialistas afirmam que ataques contra estruturas civis, como escolas, podem representar uma violação do direito internacional humanitário, dependendo das circunstâncias e das conclusões finais da investigação.
Contexto do ataque
A escola atingida fica na cidade portuária de Minab, na província iraniana de Hormozgan, região próxima ao estreito de Ormuz, área estratégica para o transporte global de petróleo.
O ataque ocorreu no mesmo dia em que Estados Unidos e Israel lançaram uma série de bombardeios contra instalações militares iranianas em diferentes partes do país.
Segundo autoridades americanas, os alvos das operações eram instalações militares, e não estruturas civis.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou anteriormente que o país não tem como política atacar deliberadamente escolas ou outros alvos civis, e que os relatos estão sendo investigados.
Pressão por investigação internacional
O escritório de direitos humanos da ONU também pediu uma investigação independente sobre o ataque, destacando a necessidade de esclarecer as circunstâncias do bombardeio.
Se a responsabilidade americana for confirmada, o episódio poderá se tornar um dos casos mais graves de mortes de civis envolvendo forças dos Estados Unidos no Oriente Médio em décadas, segundo analistas ouvidos pela imprensa internacional.
A investigação militar segue em andamento.



