A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos rejeitou uma resolução que buscava exigir autorização do Congresso para que o governo continuasse hostilidades militares contra o Irã.
A votação terminou em 219 votos contra 212, em uma decisão apertada que ocorreu no sexto dia do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
A proposta utilizava os mecanismos da War Powers Resolution, legislação que regula o uso das forças armadas americanas em conflitos sem declaração formal de guerra.
O que a resolução buscava
O texto da resolução determinaria que o presidente dos Estados Unidos não poderia continuar hostilidades contra o Irã sem autorização específica do Congresso, salvo em casos de autodefesa diante de um ataque iminente.
Parlamentares que apoiaram a medida afirmaram que o objetivo era reafirmar o papel constitucional do Congresso na autorização de guerras.
Divisão entre parlamentares
A votação ocorreu majoritariamente ao longo de linhas partidárias, mas houve dissidências nos dois lados.
Dois republicanos votaram a favor da resolução, enquanto quatro democratas votaram contra, alinhando-se à posição do governo.
Durante o debate no plenário, o deputado republicano Rick Crawford afirmou que a iniciativa era motivada por oposição política ao presidente.
“Sabemos que não estaríamos aqui hoje se o nome do presidente não fosse Donald Trump”, declarou.
Tramitação no Congresso
Mesmo se tivesse sido aprovada na Câmara, a resolução ainda precisaria passar pelo Senado para entrar em vigor.
Além disso, qualquer tentativa de limitar formalmente as ações militares poderia enfrentar veto presidencial, que exigiria maioria qualificada do Congresso para ser derrubado.
Segundo relatos do Congresso, o Senado já havia bloqueado uma resolução semelhante.
Prazo previsto pela lei de guerra
A War Powers Resolution de 1973 estabelece que ações militares iniciadas sem autorização formal do Congresso devem ser encerradas após 60 dias, caso não haja aprovação legislativa.
Esse mecanismo cria um prazo aproximado até o fim de abril para que o governo busque autorização formal caso o conflito continue.



