Um grande apagão atingiu Cuba nos últimos dias e deixou milhares de pessoas sem energia elétrica, desencadeando protestos em diferentes pontos do país. O episódio ocorre em meio a um momento de tensão econômica e política na ilha e coincide com declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmando que o governo cubano estaria negociando um acordo com Washington.

Segundo autoridades cubanas, o sistema elétrico nacional sofreu uma falha significativa, provocando interrupções de energia que afetaram diversas regiões. Posteriormente, o governo informou que a rede elétrica foi reconectada, embora a crise energética tenha gerado forte insatisfação entre a população.

Após o apagão, protestos foram registrados em Cuba, com manifestantes indo às ruas depois que milhares permaneceram sem eletricidade. A falta de energia agravou um cenário já marcado por dificuldades econômicas e problemas recorrentes no sistema elétrico do país.

Enquanto a situação interna se deteriorava, o tema Cuba também apareceu no debate político em Washington.

Donald Trump afirmou que Cuba estaria negociando um acordo com ele, declaração feita durante um evento público ao lado do senador Marco Rubio, figura central da política externa americana para a América Latina.

Em outra declaração recente, Trump também afirmou que pretende “terminar com o Irã primeiro” antes de lidar com a questão cubana, indicando que a política externa dos Estados Unidos pode envolver diferentes frentes simultaneamente.

A combinação de crise energética, protestos internos e declarações vindas de Washington coloca novamente as relações entre Cuba e Estados Unidos no centro das atenções internacionais.

Nos últimos anos, o sistema elétrico cubano tem enfrentado dificuldades estruturais, com apagões frequentes e infraestrutura considerada envelhecida. Episódios de interrupção prolongada de energia costumam provocar forte reação popular, especialmente quando afetam grandes áreas do país.