O porta-aviões USS Gerald R. Ford (CVN-78) entrou no Mar Mediterrâneo, conforme reportado por veículos internacionais, em um contexto de aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã. A movimentação ocorre como parte do posicionamento estratégico americano na região.

O navio é o primeiro da classe Gerald R. Ford, considerada a mais avançada da Marinha dos Estados Unidos, e representa um dos principais ativos de projeção de poder naval do país.

CAPACIDADE OPERACIONAL

O USS Gerald R. Ford pode operar aproximadamente 75 aeronaves, incluindo caças, aeronaves de alerta aéreo antecipado, guerra eletrônica e helicópteros, dependendo da configuração do grupo aéreo embarcado.

O porta-aviões integra um grupo de ataque composto por navios de escolta e aeronaves embarcadas, ampliando seu alcance e capacidade de atuação em diferentes cenários operacionais.

PROPULSÃO NUCLEAR E AUTONOMIA

O navio utiliza dois reatores nucleares A1B. A propulsão nuclear significa que o porta-aviões é movido por energia gerada a partir de reatores nucleares, o que elimina a necessidade de reabastecimento frequente de combustível convencional.

Esse sistema garante elevada autonomia operacional e maior geração de energia elétrica para os sistemas internos da embarcação.

DIMENSÕES E PORTE

O USS Gerald R. Ford possui aproximadamente 337 metros de comprimento e cerca de 78 metros de largura máxima no convés. Seu deslocamento é de aproximadamente 100 mil toneladas.

Entre os diferenciais tecnológicos está o uso do sistema de lançamento eletromagnético de aeronaves (EMALS), que substitui as tradicionais catapultas a vapor e foi projetado para aumentar a eficiência das operações aéreas.

A entrada do superporta-aviões no Mediterrâneo ocorre em um momento sensível do cenário internacional, reforçando a presença naval dos Estados Unidos na região.