A Rússia afirmou que a situação de combustível em Cuba é “realmente crítica”, em meio ao agravamento da escassez energética na ilha. A declaração foi feita pelo porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, que atribuiu a crise às medidas impostas pelos Estados Unidos, classificadas por Moscou como responsáveis por sufocar a economia cubana.

Segundo o governo russo, há contato intensivo com Havana, com discussões em andamento sobre formas possíveis de resolver a situação ou oferecer assistência diante da falta de combustíveis. As declarações reforçam o apoio político da Rússia à Cuba em um momento de forte pressão econômica e diplomática.

PRESSÃO DOS EUA E AGRAVAMENTO DA ESCASSEZ

O governo dos Estados Unidos, sob a administração do presidente Donald Trump, declarou Cuba como “uma ameaça incomum e extraordinária” à segurança nacional. Washington também afirmou que não permitirá que a ilha receba petróleo da Venezuela, medida que contribuiu diretamente para o agravamento da crise energética.

Além disso, os EUA ameaçaram impor tarifas a países que continuarem enviando combustível a Cuba, incluindo o México. A sinalização aumentou a pressão internacional e reduziu ainda mais as alternativas de abastecimento da ilha.

APOIO POLÍTICO DE MOSCOU

Em resposta às sanções e restrições impostas a Cuba e à Venezuela, a Rússia reiterou sua solidariedade aos dois países e criticou práticas que considera “neo-coloniais”. O Kremlin afirmou que continuará acompanhando a situação e dialogando com o governo cubano sobre possíveis caminhos para mitigar os impactos da crise.

As declarações russas ocorrem em um contexto de tensão diplomática crescente entre Havana e Washington, com reflexos diretos no abastecimento energético e na economia cubana.