Andrew Mountbatten-Windsor, irmão mais novo do rei Charles, foi preso nesta quinta-feira (19) sob suspeita de “má conduta no exercício de função pública”, segundo informou a Reuters.

De acordo com a reportagem, a suspeita envolve alegações de que ele teria enviado documentos confidenciais do governo a Jeffrey Epstein enquanto atuava como enviado comercial do Reino Unido. Andrew foi preso e interrogado por detetives da Thames Valley Police, que confirmou a abertura de investigação formal.

A polícia afirmou que há “significativo interesse público” no caso e declarou que fornecerá atualizações quando apropriado. A prisão, segundo a explicação contextual da própria reportagem, não implica culpa, mas indica que há suspeita razoável para investigação.

A Reuters informa que, no início do mês, autoridades já analisavam alegações de que Andrew teria repassado documentos a Epstein quando ocupava o cargo de Special Representative for Trade and Investment. Segundo os documentos divulgados pelas autoridades dos Estados Unidos — mais de 3 milhões de páginas relacionadas a Epstein — haveria registros sugerindo que, em 2010, Andrew encaminhou relatórios sobre Vietnã, Singapura e outros locais visitados em viagens oficiais.

O rei Charles declarou ter recebido a notícia “com a mais profunda preocupação” e afirmou que as autoridades terão “apoio e cooperação plenos” da família. Segundo a Reuters, o Palácio de Buckingham não foi informado previamente sobre a prisão. O monarca acrescentou que “a lei deve seguir seu curso”.

A reportagem também relata que carros policiais descaracterizados e agentes à paisana foram vistos em Wood Farm, no Sandringham estate, onde Andrew atualmente reside. A Reuters descreve o episódio como “sem precedentes em tempos modernos” para um membro sênior da família real. Andrew já havia sido afastado de funções oficiais em 2019 por causa de seus vínculos com Epstein e, segundo a agência, foi privado de títulos e honrarias pelo irmão mais velho em outubro do ano passado.