A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, nesta quarta-feira (25), os irmãos Domingos Brazão e Chiquinho Brazão como mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, mortos em 14 de março de 2018, no Rio de Janeiro.
A decisão foi unânime no colegiado.
Além dos irmãos Brazão, também foram condenados Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, e outros dois réus apontados como integrantes da organização criminosa ligada ao crime.
O QUE O STF DECIDIU
De acordo com o entendimento do colegiado, Chiquinho Brazão e Domingos Brazão ordenaram o assassinato da vereadora. O julgamento considerou que o crime teve como motivação impedir que Marielle e seu partido criassem obstáculos a um esquema ilegal de grilagem de terras na zona oeste do Rio de Janeiro.
Os ministros também concluíram que Rivaldo Barbosa atuou para dificultar as investigações do caso.
Os cinco condenados negaram envolvimento durante o julgamento.
RELEMBRE O CRIME
Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro e defensora de direitos humanos, tinha 38 anos quando foi assassinada. Ela foi morta a tiros após sair de um evento no centro da cidade. O motorista Anderson Gomes também morreu no ataque. Uma assessora que estava no veículo sobreviveu.
O crime provocou forte repercussão nacional e internacional e se tornou um dos casos mais emblemáticos da política brasileira recente.
DESDOBRAMENTOS ANTERIORES
Em 2024, os ex-policiais Ronnie Lessa e Élcio Queiroz foram condenados pelos disparos que mataram Marielle e Anderson. Ambos firmaram acordos de colaboração que contribuíram para o avanço das investigações.
Os irmãos Brazão foram presos no mesmo ano, após serem apontados como mentores do crime.
Com a decisão do STF, o caso entra em uma nova fase judicial, consolidando a responsabilização dos apontados como mandantes do assassinato que marcou a história política do país.



