O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (29), em entrevista ao portal Metrópoles, que o Supremo Tribunal Federal (STF) encontrará caminhos para lidar com os impactos institucionais provocados pelo caso Master, que envolve a liquidação extrajudicial do Banco Master e seus desdobramentos no sistema financeiro e no Judiciário.
Segundo Haddad, o episódio exige uma resposta clara à sociedade e pode se transformar em uma oportunidade para fortalecer as instituições, desde que seja conduzido de forma adequada.
DECLARAÇÕES SOBRE ENCONTRO COM LULA E TOFFOLI
As declarações feitas falam de um almoço fora da agenda oficial, realizado em dezembro de 2025, que reuniu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro Fernando Haddad e o ministro Dias Toffoli, relator do caso no STF.
De acordo com Haddad, Lula destacou nesse encontro que o caso Master representa uma oportunidade para que o Supremo dê uma resposta institucional consistente, reforçando o papel dos órgãos de investigação e controle.
Em entrevista, Haddad afirmou que o presidente defendeu que o episódio seja tratado como uma chance de “fazer um trabalho bem-feito” e “entregar um país melhor”, com atuação coordenada de instituições como Polícia Federal, Coaf e Ministério Público.
IMPACTO FINANCEIRO E INVESTIGAÇÕES
A liquidação extrajudicial do Banco Master levou o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) a arcar com ressarcimentos na ordem de R$ 40,6 bilhões.
O Banco Master teve sua liquidação decretada pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025, após identificação de problemas de liquidez. O caso passou a ser investigado no âmbito do STF, sob relatoria de Dias Toffoli.
“QUEM AGIU DE MÁ-FÉ DEVE RESPONDER”, DIZ HADDAD
Nas declarações, Haddad afirmou ainda que pessoas de boa-fé acabaram sendo envolvidas no episódio, mas destacou que quem agiu de má-fé deve responder, dentro dos instrumentos legais disponíveis.
Segundo o ministro, o foco do governo é garantir que o caso seja tratado com transparência institucional, preservando a credibilidade do sistema financeiro e do Judiciário.



