O ex-presidente do Rioprevidência foi preso nesta terça-feira (3) durante uma operação da Polícia Federal que investiga irregularidades envolvendo investimentos do fundo previdenciário estadual no Banco Master, instituição financeira que foi posteriormente liquidada pelo Banco Central.

A prisão ocorreu no âmbito da segunda fase da Operação Barco de Papel, que apura crimes contra o sistema financeiro nacional relacionados à gestão de recursos destinados ao pagamento de aposentadorias e pensões de servidores públicos do Estado do Rio de Janeiro.

PRISÃO OCORREU EM ITATIAIA, INTERIOR DO RIO

O ex-dirigente foi detido em Itatiaia (RJ), quando seguia de São Paulo para o Rio de Janeiro em um carro alugado. A abordagem foi realizada por agentes da Polícia Federal com apoio da Polícia Rodoviária Federal.

Após a prisão, ele foi conduzido à Delegacia da Polícia Federal em Volta Redonda e, posteriormente, seria encaminhado à Superintendência da PF no Rio de Janeiro.

INVESTIGAÇÃO APURA OBSTRUÇÃO E OCULTAÇÃO DE PROVAS

De acordo com a Polícia Federal, a prisão temporária foi determinada pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro diante de indícios de obstrução das investigações e ocultação de provas relacionadas ao caso.

A operação também cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços no Rio de Janeiro e em Santa Catarina. Outros dois mandados de prisão temporária ainda não haviam sido cumpridos até a última atualização divulgada pelas autoridades.

LIGAÇÃO COM INVESTIMENTOS NO BANCO MASTER

A investigação tem como foco aplicações realizadas pelo Rioprevidência em letras financeiras emitidas pelo Banco Master. Entre novembro de 2023 e julho de 2024, o fundo previdenciário estadual teria investido aproximadamente R$ 970 milhões nesses títulos.

Segundo a PF, os papéis adquiridos não contavam com cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o que elevou significativamente o risco das operações.

IMPACTO POTENCIAL SOBRE SERVIDORES PÚBLICOS

As autoridades apontam que os investimentos sob investigação podem ter colocado em risco recursos destinados ao pagamento de aposentadorias e pensões de cerca de 235 mil servidores públicos estaduais.

O ex-presidente do Rioprevidência havia deixado o cargo em janeiro de 2026, após a deflagração da primeira fase da Operação Barco de Papel.

O QUE É RIOPREVIDÊNCIA

O Rioprevidência é uma autarquia vinculada ao governo do Estado do Rio de Janeiro, responsável pela gestão do regime próprio de previdência dos servidores públicos estaduais, incluindo aposentadorias e pensões.