Gianni Infantino afirmou nesta terça-feira, 31 de março, em Antalya, na Turquia, que o Irã disputará seus jogos da Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos como previsto, apesar da guerra em curso e da pressão da federação iraniana para transferir as partidas ao México. A declaração foi dada durante a visita do presidente da FIFA à seleção iraniana, que faz preparação para o torneio.
A posição da FIFA contraria o movimento recente da Football Federation Islamic Republic of Iran, que vinha negociando uma mudança de sede por razões de segurança. Em março, a Reuters informou que a entidade iraniana buscava levar os três jogos da fase de grupos para o México, enquanto o Ministério do Esporte do país havia proibido viagens de equipes nacionais e de clubes a países considerados hostis.
Com a decisão mantida, o Irã segue programado para disputar toda a fase de grupos em território americano. A equipe está no Grupo G e tem partidas previstas contra Nova Zelândia, Bélgica e Egito, com dois jogos na região de Los Angeles e um em Seattle. A Copa do Mundo de 2026 será disputada entre 11 de junho e 19 de julho, com sedes nos Estados Unidos, no México e no Canadá.
O posicionamento de Infantino foi dado no mesmo dia em que o Irã venceu a Costa Rica por 5 a 0 em amistoso em Antalya. Antes da partida, jogadores e integrantes da delegação iraniana posaram com fotos de crianças que, segundo a Associated Press, teriam sido mortas em ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel. O gesto reforçou o peso político e simbólico que passou a cercar a participação iraniana no Mundial.
A incerteza sobre a presença do Irã no torneio vinha crescendo desde o início de março, quando autoridades do país passaram a questionar a viabilidade de atuar em solo americano. Mesmo assim, a FIFA já havia sinalizado que trabalhava para manter a tabela anunciada em dezembro, e agora Infantino reforçou publicamente que a entidade seguirá com esse plano.
A decisão mantém a Copa de 2026 dentro de um cenário de tensão diplomática raro para o torneio. Ao confirmar os jogos do Irã nos Estados Unidos, a FIFA preserva o desenho original do calendário, mas também transforma a participação da seleção iraniana em um dos temas políticos mais sensíveis do Mundial antes mesmo do início da competição.



