Tensão EUA-Irã: Teerã alerta para conflito regional caso Washington ataque e classifica exércitos da UE como “terroristas”

DUBAI — As tensões entre o Irã e os Estados Unidos aumentaram neste domingo, com alertas de Teerã de que qualquer ataque americano poderia desencadear um conflito regional no Oriente Médio, enquanto o parlamento iraniano anunciou a designação dos exércitos da União Europeia como “grupos terroristas” em retaliação a sanções europeias recentes.

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, afirmou que uma ofensiva militar dos EUA não só seria rejeitada com força, mas também ampliaria uma guerra além das fronteiras iranianas. Segundo agências, Khamenei ressaltou que a nação não iniciaria hostilidades, mas responderia decisivamente a qualquer ataque externo.

A tensão ocorre enquanto os Estados Unidos aumentam sua presença naval no Golfo Pérsico, com um grupo de batalha de porta-aviões e outros navios de guerra destacados na região após advertências do presidente americano de possíveis ações caso o Irã não retome negociações ou cesse a repressão interna a protestos populares.

Autoridades iranianas também negaram relatos de que suas forças navais realizariam exercícios com fogo real no estreito de Ormuz, sinalizando uma mistura de retórica forte e ações cautelosas diante da escalada.

Apesar da forte retórica, fontes indicam que tanto Teerã quanto Washington mantêm canais de diálogo abertos, com interlocuções indicativas de que uma solução diplomática ainda é buscada por alguns aliados regionais, incluindo esforços de mediação de países vizinhos.

O contexto dessa crise inclui um inverno de protestos dentro do Irã, com mortes e prisões em massa durante manifestações contra a liderança, um fator que Washington cita como parte de suas preocupações políticas e humanitárias, alimentando as tensões com Teerã.