O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta sexta-feira (13) que o país enviará um segundo porta-aviões ao Oriente Médio, elevando o nível de presença militar americana na região em meio às tensões com o Irã.

Segundo informações divulgadas, o navio que deixará o Caribe é o USS Gerald R. Ford, descrito como o mais novo e maior porta-aviões da Marinha dos EUA. A embarcação deve se juntar ao USS Abraham Lincoln, que já está na região, o que colocará dois porta-aviões americanos operando simultaneamente no Oriente Médio.

USS GERALD R. FORD DEIXA O CARIBE RUMO AO ORIENTE MÉDIO

O USS Gerald R. Ford estava operando no Caribe com navios de escolta e participou de operações na Venezuela no início deste ano. Um dos oficiais afirmou que o navio levará “pelo menos uma semana” para chegar ao Oriente Médio.

A força-tarefa que acompanha o Ford inclui o cruzador lança-mísseis guiados Normandy (classe Ticonderoga) e os destróieres Thomas Hudner, Ramage, Carney e Roosevelt (classe Arleigh Burke), conforme detalhado pela agência.

O porta-aviões pode transportar mais de 75 aeronaves militares, incluindo caças F/A-18 Super Hornet e aeronaves de alerta aéreo E-2 Hawkeye, além de contar com sistemas avançados de radar para controle de tráfego aéreo e navegação.

DECLARAÇÕES DE TRUMP SOBRE ACORDO COM O IRÃ

Questionado sobre o motivo do envio do segundo porta-aviões, Trump afirmou que a medida é uma precaução caso as negociações com o Irã não avancem.

Ele acrescentou que acredita que as conversas podem ser bem-sucedidas, mas advertiu: “Se não forem, será um dia ruim para o Irã.”

Trump declarou que o USS Gerald R. Ford deixará o Caribe rumo ao Oriente Médio “muito em breve”, reforçando que os Estados Unidos precisam ter a força pronta caso seja necessário utilizá-la.

CONTEXTO DIPLOMÁTICO E HISTÓRICO RECENTE

As tensões seguem elevadas após conversas indiretas realizadas em Omã na semana passada. A Reuters também registrou que Trump já havia afirmado anteriormente que considerava enviar um segundo porta-aviões caso um acordo não fosse alcançado.

A agência destaca ainda que a última vez em que os Estados Unidos mantiveram dois porta-aviões na região foi no ano anterior, quando realizaram ataques contra instalações nucleares iranianas em junho.

A movimentação atual marca um novo aumento da presença militar americana no Oriente Médio em meio às negociações e às declarações públicas duras entre Washington e Teerã.