EUA e Venezuela entram em fase crítica da crise: bastidores revelam próximos passos após últimas movimentações diplomáticas
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EUA e Venezuela entram em fase crítica da crise: bastidores revelam próximos passos após últimas movimentações diplomáticas

02 de dezembro de 20253 min de leitura

Tensão entre Estados Unidos e Venezuela entra em nova fase, com relatos de bastidores indicando negociações difíceis, pressões militares e decisões que devem moldar os próximos dias da crise. As atualizações recentes reforçam que Washington e Caracas caminham para um momento decisivo.

Conversas diretas entre Trump e Maduro seguem no centro do impasse. Segundo reportagens do USA Today e da CNN Brasil, o presidente americano apresentou uma oferta limitada a Maduro: escolher um destino para deixar a Venezuela em segurança. O venezuelano, por sua vez, tentou obter concessões concretas — como anistia, retirada de sanções e permissão para manter influência política. Nenhum desses pedidos foi aceito.

O jornal O Globo confirmou que o prazo para uma resposta venezuelana expirou em 28 de novembro, sem acordo. Isso elevou ainda mais a tensão diplomática e ampliou discussões internas nos EUA sobre quais medidas tomar caso Caracas não avance nas negociações.

Nos bastidores, fontes americanas citadas pela imprensa dos EUA avaliam diferentes cenários. Um deles envolve operações de pressão ampliada na região, mas sem formalizar uma escalada militar aberta. Outro mantém o foco exclusivamente diplomático, condicionado ao comportamento de Maduro nas próximas 48 a 72 horas.

Ao mesmo tempo, um incidente recente com uma embarcação venezuelana reacendeu alertas militares. Conforme divulgado pelo New York Post, a Casa Branca afirmou que um almirante americano autorizou um segundo ataque contra um barco de tráfico de drogas em suposta autodefesa. Embora o episódio não tenha sido enquadrado como uma ação contra o governo de Maduro, a ocorrência aumentou a sensibilidade nas Forças Armadas e gerou pressão por avaliações constantes da segurança regional.

Trump, de forma pública, continua deixando aberta a possibilidade de um encontro direto com Maduro, algo mencionado em vídeo divulgado pelo USA Today. Mas, nos bastidores, assessores indicam que a conversa só ocorreria caso Caracas aceite condições definidas previamente.

Diplomatas americanos afirmam que, no momento, a estratégia de Washington combina pressão máxima, monitoramento militar e negociações discretas para evitar movimentos inesperados no regime venezuelano. Já o governo Maduro tenta transmitir normalidade, ao mesmo tempo em que busca apoio de aliados e tenta reduzir rumores internos sobre sua posição política.

A tendência para os próximos dias é de intensificação das conversas reservadas, com os EUA aguardando sinais concretos de que Maduro pode aceitar um caminho negociado antes que a crise avance para uma fase mais imprevisível. Embora nenhuma operação militar tenha sido anunciada, o clima entre os dois países mostra que qualquer mudança brusca pode desencadear uma resposta imediata de Washington.

A América Latina acompanha de perto. Governos da região veem a situação como uma das mais delicadas dos últimos anos, especialmente porque envolve interesses energéticos, instabilidade migratória e o risco de impacto direto nas fronteiras sul-americanas.

Os próximos dias serão decisivos — e determinarão se o impasse avança para um acordo mínimo ou para uma nova escalada diplomática e militar.

Publicado por Redação Trendahora • Política