O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (16) que acredita que terá a “honra” de “tomar Cuba”, em uma declaração que eleva a tensão entre Washington e Havana.

No mesmo dia, o país caribenho enfrentou um dos episódios mais críticos de sua crise recente: o colapso completo da rede elétrica nacional.

Apagão atinge milhões

O sistema elétrico de Cuba entrou em colapso na segunda-feira, deixando cerca de 10 milhões de pessoas sem energia, segundo informações divulgadas pela operadora estatal da rede, a UNE.

A empresa informou que investigava as causas do apagão e que, naquele momento, ainda não havia uma explicação definitiva para o ocorrido.

Autoridades descartaram inicialmente a falha em uma grande usina como causa principal e indicaram a possibilidade de problemas na transmissão de energia.

Tentativa de restabelecimento

O governo cubano iniciou uma estratégia gradual para retomar o fornecimento elétrico.

Segundo as autoridades, pequenos circuitos foram religados por meio de “microssistemas”, considerados o primeiro passo para reconstruir toda a rede nacional.

Crise energética se aprofunda

O apagão ocorre em meio a uma crise energética prolongada no país, marcada por sucessivos blecautes que têm durado horas ou até dias.

De acordo com a Reuters, o sistema elétrico cubano já enfrentava dificuldades estruturais, agravadas pela redução no fornecimento de petróleo.

Nos últimos meses, os Estados Unidos aumentaram a pressão sobre a ilha, incluindo medidas que interromperam o envio de petróleo venezuelano e ameaças de sanções a países que comercializem energia com Cuba.

Contexto de tensão e instabilidade

A crise energética recente também tem impacto direto no cenário interno.

Relatos apontam que, no fim de semana anterior ao apagão, Cuba registrou um raro protesto violento, em meio à deterioração das condições de vida.

Paralelamente, o governo cubano indicou que iniciou conversas com os Estados Unidos para tentar aliviar a crise, enquanto Trump vinha afirmando que o país estaria próximo do colapso.

Declaração eleva pressão política

A fala de Trump sobre “tomar Cuba” ocorre nesse contexto de fragilidade energética e instabilidade interna, adicionando um novo elemento de pressão geopolítica sobre o país.