O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar a tensão diplomática com Cuba ao afirmar que o país não receberá mais petróleo nem recursos financeiros provenientes da Venezuela, ao mesmo tempo em que sugeriu, publicamente, o nome de Marco Rubio como futuro presidente cubano.

As declarações reforçam o endurecimento da política externa norte-americana no Caribe e reacendem uma crise histórica entre Washington e Havana.

Fim do petróleo venezuelano e ultimato de Trump

Em declaração recente, Trump afirmou que não haverá mais petróleo ou dinheiro da Venezuela para Cuba – zero!, acrescentando que o governo cubano deveria “fazer um acordo com os Estados Unidos antes que seja tarde demais”.

Segundo informações da Reuters, desde a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro por forças norte-americanas, não houve novos envios de petróleo da Venezuela para Cuba, interrompendo um dos principais fluxos de apoio energético à ilha.

Resposta direta de Havana

A reação do governo cubano foi imediata. O presidente Miguel Díaz-Canel declarou que Cuba é uma nação livre, independente e soberana, afirmando que ninguém dita o que o país deve fazer.

A fala reforça a posição histórica de Havana diante das pressões externas e rejeita qualquer tentativa de interferência política estrangeira.

Sugestão polêmica: Marco Rubio como presidente de Cuba

Além do tom econômico e diplomático, Trump também gerou repercussão política ao republicar uma mensagem nas redes sociais sugerindo que Marco Rubio seria o próximo presidente de Cuba. Ao comentar a publicação, Trump escreveu: “parece ótimo!”.

Rubio é atualmente secretário de Estado dos Estados Unidos, integrante do Partido Republicano e filho de imigrantes cubanos, o que ampliou a repercussão da declaração tanto dentro quanto fora dos EUA.

Crise histórica volta ao centro do debate internacional

A escalada verbal ocorre em meio a uma relação marcada por décadas de hostilidade entre Estados Unidos e Cuba, que se intensificou após a Revolução Cubana de 1959 e resultou no embargo econômico norte-americano contra a ilha.

As recentes declarações de Trump representam mais um capítulo de confronto direto, agora associado a mudanças no cenário regional após a crise na Venezuela.