A guerra envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel já começou a produzir efeitos além do campo militar e levou a Agência Internacional de Energia (IEA) a defender mudanças práticas no dia a dia para conter a pressão sobre os preços de energia.

Segundo a Reuters, a IEA afirmou que governos, empresas e cidadãos podem ajudar a reduzir o impacto do choque energético com medidas como trabalho remoto, menos viagens aéreas quando houver alternativa e redução do limite de velocidade nas estradas em pelo menos 10 km/h.

As recomendações foram apresentadas em um momento de alta dos preços de energia, em meio à escalada do conflito. A Reuters relaciona o cenário ao aumento da tensão internacional e ao temor de efeitos econômicos mais amplos, incluindo pressão inflacionária.

A proposta da agência é diminuir o consumo de energia para aliviar parte da pressão sobre o mercado em um período de instabilidade. Com isso, o foco deixa de ser apenas a movimentação militar na região e passa a incluir também adaptações no funcionamento de empresas, transportes e rotina de consumo.

A sugestão de trabalho remoto aparece como uma das medidas de resposta imediata para reduzir deslocamentos e demanda por combustíveis. No caso das viagens aéreas, a recomendação é evitá-las quando houver opções alternativas de transporte. Já nas estradas, a orientação é reduzir o limite de velocidade em pelo menos 10 km/h.

No Brasil, a Petrobras afirmou que está entregando ao mercado todo o combustível produzido em suas refinarias, que operam em carga máxima. Segundo a empresa, os volumes entregues estão 15% acima do acordado no início do mês com as distribuidoras.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou que, até o momento citado na reportagem da Agência Brasil, não identificava restrições à manutenção das atividades do mercado nem à disponibilidade de combustíveis no país.

A combinação entre as recomendações da IEA e a resposta operacional da Petrobras mostra como a guerra já pressiona cadeias de energia em diferentes níveis, do debate global sobre consumo à atuação direta de empresas e órgãos reguladores.