
Internacional
EUA ampliam ações militares e pressão diplomática sobre Venezuela em nova escalada internacional
16 de dezembro de 2025 • 3 min de leitura
Os Estados Unidos ampliaram nos últimos dias uma série de ações militares, diplomáticas e estratégicas que reforçam a pressão internacional sobre a Venezuela, em um contexto de tensão crescente envolvendo segurança regional, fluxos energéticos e disputas geopolíticas. As informações foram confirmadas pela agência Reuters com base em comunicados oficiais e fontes do governo norte-americano.
De acordo com o Comando Militar dos Estados Unidos, forças americanas realizaram ataques contra três embarcações no leste do Oceano Pacífico. Embora as autoridades não tenham vinculado diretamente a operação à Venezuela em termos operacionais imediatos, o episódio ocorre em meio ao endurecimento da postura dos EUA contra atividades consideradas ilegais na região, incluindo rotas marítimas associadas ao narcotráfico e ao transporte clandestino de petróleo.
Paralelamente, o governo norte-americano afirmou que não pretende divulgar ao público um vídeo completo e sem edição de uma recente operação envolvendo uma embarcação atingida por forças dos EUA. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, declarou que a divulgação irrestrita do material poderia comprometer protocolos de segurança e métodos operacionais. A decisão gerou questionamentos de analistas e observadores internacionais sobre transparência e controle narrativo em operações sensíveis.
No campo diplomático, a Reuters informou que o presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, afirmou que o presidente venezuelano Nicolás Maduro seria bem-vindo no país, embora tenha ressaltado que não há discussões formais em andamento sobre uma eventual mudança ou exílio. A declaração foi interpretada como um gesto político em meio ao isolamento crescente do governo venezuelano no cenário internacional.
Os desdobramentos também repercutiram no mercado global de energia. Os preços do petróleo registraram queda, influenciados por negociações relacionadas à guerra na Ucrânia e por dados econômicos fracos da China. Ainda assim, analistas ouvidos pela Reuters apontam que qualquer escalada envolvendo Venezuela e Estados Unidos tende a manter o tema energético sob forte atenção, devido ao peso estratégico do país sul-americano nas reservas globais de petróleo.
Especialistas em política externa destacam que, embora não haja anúncio oficial de uma operação direta contra o governo venezuelano, a combinação de ações militares pontuais, pressão diplomática e controle da comunicação pública indica uma estratégia de contenção mais ampla. O objetivo seria limitar a capacidade operacional de redes ilegais e ampliar o isolamento político de Caracas sem recorrer, por ora, a um confronto aberto.
O cenário permanece em evolução, com autoridades norte-americanas evitando declarações que indiquem uma mudança formal de política, enquanto reforçam a vigilância militar e diplomática na região. Governos da América Latina e aliados europeus acompanham os próximos passos com cautela, atentos aos impactos que uma escalada maior poderia trazer para a estabilidade regional e o mercado internacional de energia.
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