
Internacional
China amplia capacidade de mísseis nucleares e provoca reação dos EUA e de Pequim
23 de dezembro de 2025 • 2 min de leitura
A China voltou ao centro do debate geopolítico global após a divulgação de relatórios do Departamento de Defesa dos Estados Unidos que apontam um avanço significativo na capacidade nuclear do país, especialmente no número de mísseis balísticos intercontinentais, conhecidos como ICBMs.
Segundo informações publicadas pela Reuters, um relatório recente do Pentágono afirma que Pequim pode já ter carregado mais de 100 mísseis em campos de silos construídos nos últimos anos. Esses mísseis são capazes de atingir alvos a longas distâncias e fazem parte do núcleo do poder de dissuasão nuclear de um país.
De acordo com o documento, a expansão faz parte de um processo mais amplo de modernização das forças estratégicas chinesas, que inclui investimentos em novos sistemas de lançamento e maior capacidade de resposta em caso de conflito.
Reação dos Estados Unidos
Autoridades norte-americanas afirmam que o avanço do arsenal chinês altera o equilíbrio nuclear global, tradicionalmente concentrado entre Estados Unidos e Rússia. O relatório do Pentágono sustenta que o crescimento da capacidade chinesa exige atenção internacional e reforça a necessidade de diálogo sobre controle de armamentos.
Washington, no entanto, mantém que suas avaliações são baseadas em imagens de satélite, dados de inteligência e análises técnicas acumuladas ao longo de vários anos.
Resposta oficial da China
Pequim reagiu com críticas diretas ao relatório norte-americano. Em declarações oficiais também divulgadas pela Reuters, o governo chinês rejeitou as conclusões do Pentágono e acusou os Estados Unidos de distorcer informações sobre sua política nuclear.
Autoridades chinesas reiteraram que o país mantém uma estratégia defensiva e que seu arsenal nuclear permanece em níveis mínimos necessários para garantir a segurança nacional. Além disso, Pequim cobrou que Washington cumpra o que classificou como “responsabilidade histórica” no processo de desarmamento nuclear, lembrando que os EUA possuem um dos maiores arsenais do mundo.
Veículos estatais chineses, como o Global Times, também publicaram análises contestando o relatório e afirmando que os dados apresentados não refletem a realidade da política militar chinesa.
Impacto no cenário global
Especialistas em segurança internacional avaliam que, independentemente da divergência entre os números apresentados, o tema reforça a crescente tensão entre as duas maiores potências do planeta. O avanço tecnológico e militar da China ocorre em paralelo a disputas comerciais, diplomáticas e estratégicas, ampliando a complexidade das relações internacionais.
O debate sobre mísseis intercontinentais e desarmamento nuclear deve seguir como um dos principais pontos da agenda global, especialmente em fóruns multilaterais e negociações futuras sobre controle de armamentos.
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