Uma homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Carnaval do Rio de Janeiro se transformou em foco de embate político e judicial a menos de um ano da eleição presidencial marcada para outubro.
A escola de samba Acadêmicos de Niterói anunciou que o desfile de 2026 será baseado na trajetória de Lula — da origem humilde e do trabalho como operário até a Presidência da República. Segundo infomações, ao tomar conhecimento do enredo, Lula se emocionou, chorou e posou para fotos segurando a bandeira da escola.
O desfile estava programado para acontecer na noite de domingo.
REAÇÃO DA OPOSIÇÃO E ACUSAÇÕES DE CAMPANHA ANTECIPADA
A homenagem provocou reação de partidos e parlamentares de oposição, que ingressaram com uma série de ações judiciais alegando que o presidente estaria se beneficiando de campanha antecipada ilegal.
Críticos apontaram referências ao número 13 na letra do samba — o mesmo número utilizado por Lula e pelo Partido dos Trabalhadores (PT) nas urnas.
O deputado federal Marcel Van Hattem (Novo) comparou o episódio a uma “ode ao grande líder” e afirmou que situações semelhantes seriam vistas em regimes autoritários
USO DE RECURSOS PÚBLICOS ENTRA NO DEBATE
O financiamento público do Carnaval também entrou no centro da controvérsia.
Opositores argumentam que a escola recebeu centenas de milhares de dólares em recursos públicos para o desfile.
Advogados do governo afirmaram que todas as escolas participantes dos desfiles oficiais receberam o mesmo montante e que os recursos não estão vinculados à escolha do enredo.



