Áudio vazado revela esquema de venda irregular de camarotes no São Paulo; diretores pedem licença
Um áudio envolvendo membros da diretoria do São Paulo expôs um possível esquema de comercialização irregular de camarotes no estádio do Morumbi, levando dois dirigentes a pedirem licença de seus cargos nesta segunda-feira (15).
De acordo com reportagens publicadas por veículos como o ge e a Gazeta Esportiva, a gravação sugere que o espaço do camarote 3A, localizado no setor leste do Morumbi, foi repassado a terceiros e utilizado em shows, gerando receita por meio da venda de ingressos em valores considerados elevados.
No áudio, um dos envolvidos admite que “todo mundo ganhou” com a exploração do espaço durante um evento musical no estádio, o que motivou a divulgação da gravação pela imprensa.
Diretores ligados à gestão se afastam
Após a publicação das reportagens, Douglas Schwartzmann, então diretor adjunto de futebol de base, e Mara Casares, diretora feminina, cultural e de eventos — que também é ex-esposa do presidente do clube, Julio Casares — solicitaram licença de seus cargos no São Paulo FC.
O clube informou que tomou conhecimento do conteúdo do áudio por meio da imprensa e que iniciará uma apuração interna dos fatos. Em comunicado oficial, a instituição declarou que “adotará as medidas que se mostrarem necessárias” após a análise das informações.
O que dizem as partes envolvidas
Em mensagem divulgada internamente, Mara Casares afirmou que o áudio teria sido “vazado de forma mal-intencionada” e que conversas privadas foram “retiradas de contexto”, negando irregularidade em sua atuação no clube.
O São Paulo não detalhou o andamento da investigação interna nem se haverá medidas disciplinares adicionais após o processo de apuração.



